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Estado de Minas

Lição de turismo

Hotel reservado por agência é problema


postado em 27/05/2019 04:07 / atualizado em 28/05/2019 17:09

 

 

Minha amiga de muitos e muitos anos, Duda Monteiro Machado é uma viajante compulsiva. Tanto que com sua experiência conseguiu colocar no mercado vários guias de viagem sobre Paris e Itália. No mês passado, foi como sempre comemorar o aniversário em Paris e de lá foi conhecer a Rússia, onde ainda não tinha ido. O resultado de sua experiência está no texto que enviou para esta coluna, e que pode servir de alerta para outros turistas:


“Como sempre, recorro a você quando tenho alguma dificuldade como consumidora. Vou relatar o que me aconteceu para alertar as pessoas que gostam de viajar e fazem reservas pelas empresas especializadas, como o Booking, Trivago e outras do mesmo gênero. Há muitos anos reservo hotéis pelo Booking e nunca tinha tido problemas. Mas este ano tive um prejuízo grande com uma reserva que fiz num hotel de Moscou. Em parte, a culpa foi minha por não ter lido com a atenção devida todo o texto que define o hotel. Nós, brasileiros, temos esta tendência de ignorar letrinhas pequenas, onde, na verdade, estão as “pegadinhas”. Meu primeiro conselho é este: leia com muita atenção tudo que está escrito sobre o hotel que está reservando. Foi o meu erro.


Todos os hotéis que reservei pelo Booking recebem o pagamento na ocasião da estadia e, se por acaso, cancelamos a reserva com muita antecedência não cobram nada pelo cancelamento. Pois bem, este hotel chamado Megapolis Tverkaya cobra no ato da reserva e, se houver cancelamento, não devolvem o dinheiro pago. Reservei o hotel para quatro pessoas. Alguém me desaconselhou este hotel. Quando tentei cancelar, percebi que já tinha sido cobrado e o dinheiro pago não seria devolvido. Então, resolvemos que ficaríamos nele, apesar de perceber que não era do nosso agrado. Pois bem, o hotel me cobrou indevidamente mais duas reservas, num total de US$ 2.120,34. Tentei, através do Booking, receber esta cobrança indevida. Depois de vários telefonemas, a empresa me restituiu parte do dinheiro, mas não tudo que foi pago indevidamente. Resignei-me porque considerei o prejuízo como lição. A gente só aprende apanhando!


O pior foi o hotel. Na fotografia que aparece no Booking, é um prédio lindo. Só que não é nada disso. Custamos a achá-lo porque não dá para a rua. A entrada fica num beco para um estacionamento. Tocamos uma campainha e uma pesada porta de ferro se abriu. Entramos, subimos uma escada e encontramos um velho elevador que ia até o sétimo andar. Lá ficava a portaria. O rapaz que nos recebeu só falava russo. Subimos outra escada, carregando mala e percebemos que os quartos ficavam no sótão da velha construção. Não tinham janelas, somente duas claraboias para iluminar. Lá dentro não sabíamos se chovia ou fazia sol, nem qual era a temperatura. Várias vezes saímos do hotel e voltávamos para trocar de roupa para ficar de acordo com o tempo.


O café da manhã era trazido no quarto e consistia em um mingau de aveia, uma omelete e um pedaço de bolo! Tentemos conversar com a dona ou gerente, que aparecia às vezes e era a única que falava um pouco de inglês com forte sotaque. Ela se recusou a dar qualquer explicação sobre as cobranças indevidas. Dizia que o problema era com o Booking. No telefone, conversamos com um rapaz que nos atendeu e aconselhamos a tirar este hotel da sua lista, porque depõem contra a empresa.


Agora, meu conselho é para as pessoas que reservam hotéis através de uma empresa, o que é um método muito prático. Leiam tudo que vem escrito, mesmo as letrinhas pequenas, para não cair numa esparrela como ocorreu comigo. Este hotel Megalopolis Tverskaya é desonesto. Fujam dele!”

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