Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Pernas sem varizes


postado em 16/05/2019 05:08



Todas as vezes que recebo algum e-mail falando de varizes presto a maior atenção, quando nada em memória de meu primo Márcio de Castro Silva, que foi referência na especialidade. Devo a ele vários acompanhamentos de saúde, inclusive um sobre vasinhos que começaram a aparecer em minha perna. Ele começou a tratar, com aquelas injeções locais e depois paramos – por conveniência de ambos. Recebo de São Paulo uma informação sobre o assunto, que na realidade desmistifica uma impressão geral: o problema tem cura.

Vasinhos e varizes são um grande incomodo para grande parte das mulheres, não apenas pelo desconforto estético que causam, mas devido ao comprometimento da saúde vascular que representam. Mas, com o avanço das tecnologias e pesquisas na área, hoje já existe uma série de tratamentos para estas alterações nas pernas. Porém, é muito comum em consultórios médicos a reclamação de que novos vasinhos e varizes surgiram mesmo após o procedimento, o que, segundo a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, é normal de ocorrer.

“A reclamação é constante porque grande parte das pessoas não entende que os vasinhos e varizes não são simples alterações estéticas que, após tratadas, nunca mais voltarão. Isso por que a condição é, na verdade, uma doença crônica, ou seja, não possui cura definitiva e os tratamentos visam apenas o controle do problema, melhorando a qualidade da circulação e a aparência estética das pernas”, explica a especialista.

De acordo com a médica, os tratamentos para varizes atuam diretamente sobre a veia doente e, geralmente, são definitivos para aquela veia, já que esta é normalmente retirada ou destruída, então dificilmente voltará a ter fluxo de sangue. Mas, por ser uma doença crônica, pode ocorrer de novas varizes surgirem ao longo dos anos, passando a impressão de que elas voltaram. “O tempo que essas varizes vão demorar para surgir após o tratamento do quadro inicial da doença vai variar de pessoa para pessoa, dependendo de fatores genéticos, hábitos de vida e agravantes como obesidade e uso de hormônicos anticoncepcionais”, alerta a angiologista.

Porém, quem acabou de passar pelo tratamento de varizes e quer evitar que estas surjam novamente, principalmente se possui tendência genética ao aparecimento destas alterações, é possível preveni-las através da adoção de alguns cuidados, sendo o primeiro deles identificar o motivo pelos quais os vasos surgiram inicialmente. Mas alguns cuidados devem ser tomados, independentemente do motivo do surgimento das varizes para favorecer a boa circulação venosa e, consequentemente, prevenir o reaparecimento dos temidos vasinhos. Então, é fundamental praticar exercícios físicos regularmente, utilizar meias de compressão indicadas pelo médico e adotar uma alimentação balanceada. Ou seja, apesar de não ser possível a completa eliminação das varizes, é possível controlar a doença para que surjam um número menor de varizes ao longo dos anos.

Ao contrário do que muitos pensam, a cirurgia não é mais o único modo de se livrar das varizes. De acordo com a médica, hoje vasinhos e varizes nas pernas já contam com procedimentos extremamente eficazes, como ClaCs, Clafs e laser endovenoso, muito requisitados pelos pacientes que buscam resultados rápidos e com pouco tempo de recuperação sem exposição ao sol. O ClaCs, com resultados mais rápidos do que o tratamento convencional e exigindo menor tempo sem exposição solar (sete dias), o procedimento une laser não-invasivo e injeções de glicose para tratar das alterações. Após a utilização do laser, a glicose é aplicada na veia (que já está sensibilizada com o disparo do laser). O fluxo de sangue fica lentificado e permite que a glicose permaneça mais tempo em contato com o vaso – que vai secar. No geral, de uma a três sessões, com intervalo mensal, resolvem o quadro.

Permitindo um retorno mais rápido às atividades (de quatro a seis dias) e gerando bem menos hematomas do que a cirurgia convencional, o laser endovenoso é feito sem cortes, a veia é puncionada e uma fibra é colocada através de um introdutor dentro dela. A ponta da fibra é posicionada na virilha (guiada por ultrassom). A outra extremidade da fibra é então conectada a um aparelho de laser ou radiofrequência que vai liberar uma energia que queima a veia. A fibra então é retirada lentamente enquanto a veia vai sendo cauterizada em todo o segmento a ser tratado. O interessante é que a veia não é retirada, ela vai ser queimada e se transformar em um cordão fibroso (uma cicatriz) não participando mais da circulação das pernas.


Publicidade