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Estado de Minas

Shrek e companhia vão viver no CCBB-BH a partir da próxima quarta (15)

A exposição DreamWorks Animation: A exposição %u2013 Uma jornada do esboço à tela conta como foram feitos os 36 longas de animação do estúdio e tem espaço para o visitante criar seu próprio filme de animação


postado em 12/05/2019 05:07


Em 1998, seres muito pequenos entraram numa briga de gigantes. No espaço de dois meses – em setembro e em novembro daquele ano – os estúdios de animação DreamWorks e Pixar lançaram longas-metragens que tinham mote semelhante: formigas que desafiavam convenções para salvar suas colônias. Eram Formiguinhaz, da DreamWorks, e Vida de inseto, da Pixar.
Havia briga de bastidores e também uma disputa por um mercado milionário. Lançado antes do concorrente, Formiguinhaz acabou sendo também o primeiro longa-metragem de animação da DreamWorks. A empresa, fundada em 1994 pelo diretor e produtor Steven Spielberg, pelo antigo executivo da Disney, atual dona da Pixar, Jeffrey Katzenberg e pelo midas do entretenimento David Geffen começou a fazer história a partir daquele momento – seu Shrek se tornou, em 2002, o primeiro longa de animação a ganhar um Oscar.

Pois a trajetória de 25 anos dessa fábrica de sucessos está contada na mostra DreamWorks Animation: A exposição – Uma jornada do esboço à tela, que será inaugurada na próxima quarta-feira (15), no Centro Cultural Banco do Brasil, em Belo Horizonte. A iniciativa, que já passou pela Austrália, Canadá, Coreia do Sul, México, Nova Zelândia, Cingapura e Taiwan, foi vista recentemente por 600 mil pessoas no CCBB do Rio de Janeiro.

A exposição foi criada pelo Australian Centre for the Moving Image (ACMI), em parceria com a DreamWorks. A curadoria selecionou 400 itens do acervo da companhia americana, incluindo desenhos, storyboards, mapas, fotos, pinturas, pôsteres.

De Formiguinhaz ao recente Como treinar o seu dragão 3, a empresa já lançou 36 filmes em animação. A exposição refaz essa trajetória apresentando as particularidades de cada produção. Quatro seções dividem a mostra. Em Characters será apresentada a evolução dos personagens, do conceito original dos desenhos às personalidades de figuras como Po, de Kung Fu Panda (2008), e os Zoosters, de Madagascar (2005). A seção Story traz telas digitais que vão mostrar os enredos originais de Shrek e Madagascar. Nas telas, o público pode brincar com personagens e cenas, mudando formas, cores e perspectivas. Drawing room é a parte interativa, na qual o público pode desenhar e criar um curta animado.

Por fim, World é uma das seções mais procuradas da mostra. Criada para a exposição, ela apresenta uma projeção de vídeo em 180 graus que leva os visitantes a uma imersão sobre o vilarejo de Berk, um dos cenários de Como treinar o seu dragão (2010), além de um modelo gigante de Banguela, um dos protagonistas do filme. “O Dragon’s flight (o vídeo em 180 graus) é sempre um dos preferidos do público. É uma experiência cinematográfica mágica e imersiva, que leva as pessoas ao universo dos cineastas e dá vida a um mundo de dragões”, afirma a curadora Sarah Tutton, do ACMI.

PAIXÃO Para a curadora, é natural que um material como esse seja apresentado em museus e centros culturais. Animação é arte? “Sim, definitivamente. A coisa que mais me impressionou quando visitei a DreamWorks pela primeira vez foi a paixão, o comprometimento e a imaginação que impulsionam a empresa. Apesar de seu tamanho, o estúdio é um local de trabalho colaborativo e centrado no artista. Animação é uma prática multidisciplinar, que reúne as habilidades e talentos de contadores de histórias, artistas, diretores, atores e técnicos”, diz ela.

Um dos aspectos que a exposição apresenta, ao levar a público uma trajetória de 25 anos, é a evolução da animação. “(Neste período) Houve avanços incríveis em tecnologia, que permitiram aos cineastas criar personagens e mundos diversos e contar histórias de novas maneiras. A DreamWorks esteve na vanguarda desses avanços e desempenhou um papel importante no desenvolvimento de ferramentas em várias disciplinas.”

Mas não há como negar que nenhuma tecnologia suplanta uma boa narrativa. “Sem um bom personagem, uma boa história e um bom universo, nenhuma quantidade de técnica envolverá o público”, afirma Sarah Tutton. Isso tudo tendo o humor como aliado é marca das produções do estúdio.

“O humor era importante para nós desde o começo. Para mim, uma das partes mais engraçadas da mostra é a sala de animadores. Um vídeo simples, que mostra animadores representando ao lado da cena final de um filme. O storyboard (esboço com sequência de imagens) de Shrek também é muito engraçado. Conrad Vernon, o animador que apresenta a cena, faz isso como muita graça,” diz.

 

PERSONAGENS ILUSTRES
Veja quem você vai encontrar na mostra


Shrek
Os quatro filmes do divertido ogro verde foram inspirados nas histórias infantis de William Steig publicadas nos anos 1990. A exposição traça uma evolução da aparência do personagem, mostrando como os desenhos originais estavam mais perto da obra do escritor americano e como gradualmente se transformaram no personagem que conhecemos hoje.

Kung Fu Panda
Inspirado pelo kung fu e ambientado na China antiga, Kung Fu Panda (com três filmes) conta a história de Po, um panda que ama a arte marcial mais do que tudo no mundo. A forma redonda e macia do panda influenciou o desenho do personagem em que “coisas boas são redondas e macias”. A forma do corpo grande e pesado também é usada para criar grande efeito cômico na relação entre Po e seu pai, o senhor Ping, um pato.

Madagascar
O filme, que já teve três longas, conta a história de quatro animais amigos que deixam o zoológico do Central Park, em Nova York, e acabam na ilha africana. Os personagens foram projetados para parecerem desenho animado e foram originalmente inspirados por imagens da década de 1950.

Spirit: O corcel indomável
Situado no selvagem oeste americano do século 19, Spirit, filme de 2002, explora o confronto entre o deserto e as forças de colonização e assentamento. Recusando-se a ser domesticado ou derrotado pelos invasores, o garanhão Spirit é quem narra sua própria história. A ênfase em apresentar esses animais dentro de seu hábitat foi possível graças ao uso de cavalos reais como referência para projetar a sua personalidade.


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