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Estado de Minas

Cannes com tempero extra


postado em 06/05/2019 05:12

Brad Pitt e Leonardo DiCaprio estão em Era uma vez em Hollywood, mais um concorrente no festival (foto: Sony Pictures/Divulgação)
Brad Pitt e Leonardo DiCaprio estão em Era uma vez em Hollywood, mais um concorrente no festival (foto: Sony Pictures/Divulgação)
O aguardado novo filme do diretor americano Quentin Tarantino, Era uma vez em Hollywood, foi incluído na mostra competitiva do Festival de Cinema de Cannes, após as dúvidas iniciais a respeito. A obra tem como protagonistas Brad Pitt e Leonardo DiCaprio e vai disputar a Palma de Ouro. O evento começa em 14 de maio, com produções de cineastas consagrados, como Pedro Almodóvar, Ken Loach e Terrence Malick. Serão 21 filmes na disputa, uma edição tão carregada quanto as de 1982 e de 1949.

Um dos filmes mais esperados do ano, Era uma vez em Hollywood, com duração de 2h45min, recria a Los Angeles de 1969 sob o olhar de um ator de televisão e seu dublê. Nono longa-metragem de Tarantino, um nome frequente em Cannes, será exibido no festival 25 anos depois da Palma de Ouro concedida a Pulp Fiction.

“Temíamos que o filme não ficasse pronto”, declarou o diretor do festival Thierry Fremaux, antes de afirmar que Tarantino concluiu o longa a tempo, depois de passar quatro meses trabalhando na montagem. “O filme é uma carta de amor à Hollywood de sua infância, uma viagem musical a 1969, além de uma ode ao cinema em sua totalidade”, completou Fremaux. DiCaprio não estará só no trabalho de Tarantino. Ele vai lançar Ice on fire, documentário sobre a mudança climática, produzido por ele.

Os organizadores anunciaram uma segunda entrada tardia na disputa pela Palma de Ouro, o novo filme do franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, que ganhou o prêmio em 2013 com A vida de Adele. Ele concorre com Mektoub, my love: intermezzo”, a segunda parte de uma trilogia ambientada na cidade francesa de Sete, no Mediterrâneo. É considerado um dos principais candidatos ao prêmio máximo, apesar da acusação de um suposto abuso sexual contra Kechiche por uma atriz, que ele nega.

NO PARALELO
Foram adicionados mais sete filmes ao programa da edição de 2019, mas nenhum deles na disputa pela Palma de Ouro. Entre os longas-metragens agora anunciados estão Lux aeterna, do diretor franco-argentino Gaspar Noé, que será exibido na mostra Sessão da meia-noite, Chicuarotes, segundo filme dirigido pelo ator mexicano Gael García Bernal; e La cordillera de los sueños, do veterano chileno Patricio Guzmán.

Noé, o polêmico diretor de Buenos Aires, retorna após Climax. Tendo impactado o público com Irreversible, seu Lux aeterna é estrelado por Beatrice Dalle e Charlotte Gainsbourg, e é descrito por Fremaux como “brilhante e acelerado”.

Chicuarotes, de García Bernal, que saltou para a fama mundial da noite para o dia como ator em Amores brutos, em 2000, é catalogado como uma “profunda imersão na sociedade mexicana”.

O mexicano Alejandro González Iñárritu, que dirigiu Amores brutos e, desde então, ganhou quatro estatuetas do Oscar, preside o júri de Cannes neste ano.


Brasil na disputa

O Brasil terá quatro filmes em Cannes. Dois deles concorrerão ao prêmio principal, a Palma de Ouro. O diretor Kléber Mendonça Filho, que exibiu Aquarius, em 2016, concorre novamente com seu novo longa, Bacurau, uma mescla de faroeste e ficção científica em pleno sertão nordestino. Outro na briga é O Traidor, coprodução entre Brasil, Itália, Alemanha e França. Dirigido pelo italiano Marco Bellocchio, o longa narra a história real do mafioso Tommaso Buscetta, que se mudou para o Brasil e delatou seus antigos companheiros da Cosa Nostra à Justiça. Na mostra Um certo olhar estão A vida invisível de Eurídice Gusmão (Karim Aïnouz) e Port authority (Danielle Lessovitz).


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