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Estado de Minas

Jequitinhonha em várias traduções

Em sua 20ª edição, feira que reúne produtos típicos e artistas dessa região de Minas ganha espaço mais uma vez na UFMG, com música, artesanato, performances e reflexão


postado em 06/05/2019 05:12

Carlos Farias diz que canções que levará ao palco representam a mistura étnica influenciada pelas culturas indígena e africana(foto: Élcio Paraíso/Bendita %u2013 11/5/16)
Carlos Farias diz que canções que levará ao palco representam a mistura étnica influenciada pelas culturas indígena e africana (foto: Élcio Paraíso/Bendita %u2013 11/5/16)

Levar cultura e produtos típicos ao público é uma marca registrada da Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha UFMG, agora em sua 20ª edição. O evento começa nesta segunda-feira (6) e prossegue até sábado (11) no Câmpus Pampulha, com atrações que incluem música, performances, lançamento de livro e documentário. As apresentações culturais são gratuitas.

Estão programados shows com os cantores, compositores e violonistas Rubinho do Vale, natural de Rubim, hoje (6), às 12h30, e Carlos Farias, sexta-feira (10), às 12h30, nascido em Machacalis. A abertura ocorre às 11h, com o lançamento do livro Sabença, que reúne diferentes narrativas sobre a nova geração de artesãos no Vale do Jequitinhonha.

O evento traz ainda o cortejo Nossas vidas em cantos dançados, com os erês Mensageiras dos ventos. Os erês-ibejis são entidades infantis dos sistemas filosóficos e religiosos de matrizes africanas no Brasil. Formado em 2018, o coletivo é composto por artistas de teatro, dança, circo e música e levará inspiração dos cortejos circenses tradicionais, além de expressões culturais negras de Cuba, dos cocos nordestinos e das cirandas.

Outras atrações são a audiência pública Artesanato Mineiro: perspectiva, a apresentação da Orquestra de Choro da UFMG, a performance Pequenas histórias de mim mesmo, do Teatro Universitário da UFMG, e o lançamento do documentário Yékity – A vida fio a fio, de Marcos Diniz, que propõe um poema visual, contado pelos moradores, tendo o rio como grande articulador das narrativas.

Rubinho do Vale destaca que vai priorizar músicas que falam do Jequitinhonha. “Além de algumas canções autorais, vou cantar coisas do folclore do Vale, como O Tropeiro, que aprendi com o Coral dos Trovadores do Vale, de Araçuaí.” Ele adianta que cantará também Peneirei fubá, que aprendeu na cidade de Minas Novas, e uma canção que fez em homenagem à artesã Lira, de Araçuaí, uma das fundadoras do coral Os trovadores do Vale.

Será sua participação no evento. “Mas, desta vez, vou levar quatro músicos comigo, vai ser bem animado. É muito emocionante tocar lá, tendo como cenário os artesãos. Cantar em volta das barracas se parece algo como um teatro de arena, é muito legal”, diz o músico, que espera ainda gravar dois discos de registros até o fim deste ano.

Sérgio Araújo, antes responsável pela programação cultural e agora coordenador, prevê que a feira receberá cerca de 5 mil pessoas. “Sempre procurei prestigiar os artistas que são nascidos ou têm alguma ligação com o Vale do Jequitinhonha. Neste ano, serão trabalhos de 25 municípios e estamos também colocando grupos da UFMG, como a Orquestra de Choros e uma performance teatral com alunos iniciantes do Teatro Universitário (TU)”, detalha.

Araújo explica que a ideia surgiu em 2000, com o objetivo de colocar os artesãos do Vale em evidência na capital mineira. “Desde então, viemos fazendo diversas ações para dar suporte e visibilidade ao trabalho deles. O objetivo é articular o diálogo entre artesãos e a comunidade, buscando a integração, o aperfeiçoamento e as trocas científicas e culturais”. Nomes como Pereira da Viola, Paulinho Pedra Azul, Marcos Catarina e Bilora se apresentaram em edições anteriores.

DIVERSIDADE O cantor e compositor Carlos Farias vai ao palco pela segunda vez. “As canções que vou compartilhar traduzem a mistura étnica que originou a música brasileira de raiz, influenciada pelas culturas indígena e africana e também pelo folclore brasileiro. Apresentarei o show Canções e histórias do Brasil profundo, no formato voz, violão e percussão, que será feita por Aender Reis”, explica. Parte da obra é própria. “Meu repertório valoriza a diversidade cultural brasileira, o respeito às diferenças e o cuidado com a Mãe Terra”, emenda. Ele lançará o CD Riozinho, o quarto que gravou com o Coral das Lavadeiras de Almenara.


• Programe-se

Local: Praça de Serviços da UFMG, no Câmpus da UFMG, na Avenida Antônio Carlos, 6.627, Pampulha.

» Segunda-feira (6), 11h, Abertura e lançamento do livro Sabença. 12h30, show de Rubinho do Vale.

» Terça-feira (7), 12h30, cortejo Nossas vidas em cantos dançados! (Erês Mensageiras dos Ventos).

» Quarta-feira (8), 9h30, audiência pública da Assembleia Legislativa Artesanato mineiro: perspectiva. Auditório da Reitoria da UFMG. 12h30, Concerto da Orquestra de Choro da UFMG.

» Quinta-feira (9), 17h30, performance teatral Pequenas histórias de mim mesmo (Teatro Universitário UFMG). 18h15, lançamento do documentário Yékity – A vida fio a fio.

» Sexta-feira, (10), 12h30, show com o cantor e compositor Carlos Farias.

» Sábado (11), das 9h às 11h, último dia da feira.


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