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ENTRE AMIGOS

Guilherme Arantes faz show hoje no Grande Teatro do Palácio das Artes, primeiro palco onde apresentou um de seus maiores sucessos, Planeta água, em 1981. Para ele, canção tem ecos de Milton Nascimento


postado em 03/05/2019 05:13

O artista vai se apresentar no Palácio das Artes, levando canções clássicas e trabalhos mais recentes ao palco (foto: Vania Toledo/Divulgação)
O artista vai se apresentar no Palácio das Artes, levando canções clássicas e trabalhos mais recentes ao palco (foto: Vania Toledo/Divulgação)


De volta às origens. É exatamente assim como define Guilherme Arantes a apresentação programada para o Palácio das Artes. Acompanhado por sua banda, o músico adianta que o repertório do show traz antigos sucessos e canções do seu álbum mais recente, Flores e cores, lançado em 2017 pelo selo Coacho do Sapo. “Quando digo que é uma volta às origens, falo de minhas influências da música mineira, dos grandes compositores, como Milton Nascimento, Lô Borges e Toninho Horta, entre tantos outros. Me sinto como se fosse um filho bastardo do movimento musical mineiro”, revela o músico, atração desse 3 de maio, às 21h30.

Para este espetáculo Guilherme promete levar toda a sua energia e musicalidade, que já são sua marca registrada. Vai tocar clássicos? Claro, mas não só eles. “Não podem ficar de fora do repertório Planeta água, Cheia de charme, Meu mundo e nada mais, Um dia um adeus e Deixa chover, entre outras. Acredito que o público mineiro não me perdoaria se não tocasse esses sucessos. Mas não vou fazer pot-pourri não. Essas músicas serão cantadas em sua versão original, na íntegra”, garante. “Prometo fazer um show inesquecível para comemorar estes 43 anos de carreira”.

A presença em Minas, para ele, é carregada de simbolismo. “Lô Borges influenciou muito a minha carreira. Tenho muita admiração por ele. Tudo que queria ser era ele naquele momento, naquela circunstância em que nasceu o Clube da Esquina. Aquilo tudo foi muito marcante e ainda diz muito pra mim”, confessa o artista. Em seu lado fã cabem, com louvor, mais mineiros. “O próprio Milton Nascimento, que, para mim, é o músico vivo mais importante do planeta, também teve uma influência muito grande em minha carreira e tenho verdadeira adoração pelo trabalho dele. Toninho Horta também, um compositor e um guitarrista para ninguém botar defeito.”

Ele diz que as nuances dessa inspiração já figuravam em suas incursões iniciais. “Essa evidência da música mineira ecoava muito em São Paulo. Desde o meu primeiro disco, Modo perpétuo (1974), que foi muito importante em minha carreira. Já dá para ver uma influência da música que vinha de Minas”, detalha. Guilherme Arantes celebra também o retorno num espaço artístico tão nobre da capital mineira. “O Palácio das Artes sempre foi muito importante para mim, pois foi lá que apresentei pela primeira vez a minha canção Planeta água, lançada em 1981 e que foi uma das finalistas do Festival MPB Shell daquele ano, acabando em segundo lugar. Acredito que a canção lembra um pouco Milton Nascimento”, orgulha-se o músico.

TECLADOS

E esses laços permanecem. “Recentemente, participei do disco de Telo Borges, que é um grande compositor e tecladista. Da tradição da música mineira sempre teve muito de teclados, órgãos. Minas sempre usou isso muito bem. Para mim, foi uma emoção muito grande estar em BH e participar com ele da gravação e, ao mesmo tempo, reavivar essa ligação minha com a música de Minas”, revela o cantor paulista. Ele reforça a ligação afetuosa com os mineiros. “Sempre me receberam tão bem. Gosto de me apresentar aí, onde o povo é caloroso, aprecia a boa música e canta e dança junto com o artista, o que é muito bom.”

Se ele observa que o primeiro disco, Moto perpétuo, já bebia nas fontes mineiras, celebra a manutenção dessa sonoridade nos trabalhos mais recentes. “A minha música Semente da maré, que está no disco Flores e  cores (2017), acredito que mostra bem uma influência desta linhagem da música mineira em meu trabalho”, pontua Guilherme. “Somos de uma era da canção bonita. Tínhamos um jeito de pensar a música, uma geração que pegou o movimento progressivo, do rock progressivo. Sempre me alinhei com essa escola, acho que, de uma certa forma, faço parte desse movimento. Confesso que me alinhava mais com essa escola da música de Minas, do rock progressivo, do que com a vanguarda paulista”.

Mas essa identidade não se resume à chamada velha geração. “Também tenho muita ligação e admiração com outros grupos mineiros, como Skank, Pato Fu, Jota Quest. Confesso que há uma sintonia muito forte entre a gente”.

O que esperar do show no Palácio das Artes? “Vamos apresentar um espetáculo para cima, bonito. Trago uma superbanda comigo e garanto que será uma noite inesquecível”, promete o artista, voltando ao tema da mineiridade. “Tocar em Minas é muito importante para mim. Sinto-me em casa, acolhido. Além disso, minhas músicas sempre foram muito tocadas e cantadas aí.” Acompanham Guilherme Arantes os músicos Luiz Sérgio Carlini (guitarra), Alexandre Blanc (guitarra), Willy Verdager (baixo) e Gabriel Martini (bateria).

GUILHERME ARANTES E BANDA

Show com o cantor, compositor e tecladista paulista nesta sexta-feira (3), às 21h30, no Palácio das Artes, na Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, (31) 3236-7400. R$ 180 (Plateia I), R$ 120 (plateia II) e R$ 100 (plateia superior).


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