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Estado de Minas

Em defesa da resistência

Desmantelamento de propostas desenvolvidas pela administração pública é tema de debate proposto pelo vereador Arnaldo Godoy (PT), que contou com a presença do secretário de Cultura de BH, Juca Ferreira


postado em 03/04/2019 05:09

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press %u2013 8/5/17)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press %u2013 8/5/17)

"É um retrocesso tacanho, fundamentalista. A arte não tem o menor significado e valor para o Bolsonaro, para a Damares e demais integrantes desse governo. Eles não vão investir em algo que não valorizam”

. Vereador Arnaldo Godoy (PT)


"Cada um tem que fazer a sua parte. Aqui em Belo Horizonte, estamos reestruturando a secretaria para poder ampliar as ações culturais, aperfeiçoar a estrutura de museus e teatros, estender o fomento de financiamentos”

. Juca Ferreira, secretário de Cultura de BH


O desmonte das políticas culturais foi o assunto da edição de abril do Segunda democrática, projeto que o vereador Arnaldo Godoy (PT) realiza mensalmente, abrindo espaço de construção e de debates sobre a democracia e política. O evento, que ocorreu na segunda (2), reuniu o secretário de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, e o historiador e ex-secretário estadual adjunto de Cultura Bernardo Mata Machado. Arnaldo Godoy – que fez a mediação – afirmou que a ideia de promover uma conversa sobre cultura surgiu não só porque ele sempre foi um homem ligado à área, mas pelo atual momento que o país atravessa.

“Sempre que há momentos de crise, de retrocesso, de retirada de diretos, a primeira coisa que é atacada é justamente as políticas culturais, a arte, porque ela é uma ferramenta de formação, de pensamento crítico, de liberdade de expressão. Os ataques acontecem através da censura, da redução e do corte de investimento, ou através do desmonte e/ou esvaziamento da administração dos setores de cultura, como secretarias e ministérios. Daí a importância dessa discussão”, ressaltou o vereador.

O debate – realizado na Pizzaria Villa Floriano, em Santa Efigênia – contou com cerca de 90 pessoas, entre artistas, produtores culturais e admiradores da cultura. Godoy comentou que percebeu um mesmo sentimento entre os presentes: o de resistência e de esperança. Mesmo que a situação esteja complicada, ele acredita que, com força e organização, as coisas possam caminhar melhor. “Apesar de contarmos com a presença do Juca Ferreira, nós debatemos, principalmente, a questão da cultura no âmbito federal e estadual. A Prefeitura de Belo Horizonte se encontra numa situação bastante razoável com relação ao estado. Acredito que as políticas culturais da cidade vão ser desenvolvidas com maior vigor neste ano”, anseia.

Com relação ao governo Romeu Zema (Novo), o vereador lamentou o desmonte que está sendo feito na secretaria estadual de Cultura e em seus equipamentos, como a Rádio Inconfidência. “Estou tentando uma agenda com o secretário Marcelo Matte, mas ainda não tive êxito”, afirmou. Já na administração federal, Arnaldo Godoy se sente ainda mais pessimista. “É um retrocesso tacanho, fundamentalista. A arte não tem o menor significado e valor para o Bolsonaro, para a Damares e demais integrantes desse governo. Eles não vão investir em algo que não valorizam”, lastimou.

VIRADA CULTURAL

O secretário de Cultura de BH, Juca Ferreira, também lamentou a situação desfavorável na política e na economia, mas defendeu que isso não pode ser justificativa para secretarias municipais e estaduais não fazerem o dever de casa. “Cada um tem que fazer a sua parte, tem que se esforçar. Aqui em Belo Horizonte, estamos reestruturando a secretaria para poder ampliar as ações culturais na cidade, aperfeiçoar a estrutura de museus e teatros, estender o fomento de financiamentos”, revelou.

Ferreira frisou que, mesmo com poucos recursos, tem tido muito liberdade e grande apoio do prefeito Alexandre Kalil (PHS) com relação às atividades culturais e que a expectativa é de que a situação só melhore. “Estamos montando uma equipe de primeira aqui na secretaria. Já temos vários projetos e programas finalizados ou em andamento. Em agosto, vamos realizar a Virada Cultural, que já se tornou um dos marcos da capital. O que posso garantir é que estamos trabalhando muito”, salienta.






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