Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Estreia hoje a nova versão do clássico Dumbo, dirigida por Tim Burton

Cineasta americano afirma que seu filme é uma fábula sobre os desajustados e "esquisitos", assim como ele. O elefantinho orelhudo e voador foi totalmente criado no computador


postado em 28/03/2019 05:11 / atualizado em 28/03/2019 11:09

(foto: Disney/divulgação)
(foto: Disney/divulgação)

Tim Burton nunca foi fã de circo. Ficava irritado com as imagens de animais em jaulas e, sobretudo, com os palhaços. Mas a ideia de abandonar a vidinha comum e se unir a um “grupo de desajustados” sempre lhe agradou. Tudo fica ainda melhor se o espetáculo tem um elefante voador. O aclamado cineasta, de 60 anos, dirige Dumbo, remake live action do clássico da Disney, que estreia nesta quinta-feira (28) em BH.

“O que gostava em Dumbo era a ideia do elefante que voa, um desajustado. Esse tipo de coisa tem um grande apelo para mim”, diz. O diretor de Edward Mãos de Tesoura e Ed Wood – personagens bizarros vividos por Johnny Depp – conta que era considerado “esquisito” na escola. Isso, em parte, o liberou para ser o que desejava, sem precisar fingir – sentimento presente em sua obra.

“O desajustado usa aquela coisa pela qual é julgado para fazer algo positivo”, comenta Burton. No caso de Dumbo, são as orelhas gigantes.

Nesta nova versão, os animais não falam – Dumbo também não tinha diálogos no filme original, lançado em 1941. Os personagens humanos têm papel mais relevante, ao contrário da animação, na qual ficaram em segundo plano e eram quase vilões.

Diferentemente do remake de A Bela e a Fera, quase cópia do desenho animado, Dumbo é bastante diferente do primeiro filme. “Eu me senti liberado, porque não tinha de seguir a trama original”, afirma Burton. “Não é realmente uma história, e sim uma fábula muito simples.”

Porém, o novo filme conserva vários aspectos do original, como a cena comovente embalada pela canção Baby mine, quando Dumbo visita a mãe enjaulada.





GUERRA No Dumbo de Tim Burton, o pequeno elefante, nascido no circo de Max Medici (Danny DeVito), é colocado sob responsabilidade da família de Holt Farrier (Colin Farrell), veterano da Primeira Guerra Mundial. Durante os combates, ele ficou viúvo, perdeu um braço e seu número no circo. Entre suas frustrações, Farrier não consegue estabelecer uma ligação com os filhos, responsáveis por descobrir o que o elefantinho é capaz de fazer.

Filmada em estúdios gigantescos nas imediações de Londres, a produção enfrentou um desafio: o protagonista jamais pisou no set. O elefantinho foi criado por computador. “Tínhamos um animal de pelúcia. E tínhamos um cara, o Ed (Osmond), que aprendeu os movimentos de elefante, usando um traje especial”, conta o diretor.

Burton nunca foi fã de circo, mas sempre curtiu o romantismo em torno do picadeiro. “Gosto da ideia de que o circo reúne pessoas de todo o mundo que não se encaixam na sociedade, é uma família de esquisitos”, comenta.

Tim Burton volta a trabalhar com DeVito e Michael Keaton, parceiros dele em Batman – O retorno (1992). Keaton interpreta o vilão V. A. Vandevere, dono de um parque de diversões futurista que se associa a Medici (DeVito) e explora Dumbo.

O primeiro trabalho de Burton foi nos estúdios Disney, mas durou pouco. “Não tinha paciência para ser animador”, revela, sem esconder um sorriso antes de fazer piada, afirmando que foi contratado e demitido pelo estúdio mais vezes do que consegue se lembrar.

MORTE Burton resgata nos clássicos Disney – mais edulcorados do que suas criações – a abordagem de temas difíceis, como a morte e a separação familiar, considerados tabu nestes nossos tempos. O diretor cita uma exibição de Pinóquio (1940) com “crianças chorando e pais gritando”. E questiona: “O que mudou? O mundo está pior, mas as pessoas são mais protetoras, não sei...”

Duas vezes indicado ao Oscar (pelas animações A Noiva Cadáver e Frankenweenie), o norte-americano afirma que não perde o sono com o prêmio. “Sou sortudo apenas por poder filmar. De fato, saio do caminho de fazer filmes para vencer o Oscar, porque esse processo é muito exaustivo”, garante. (AFP)


Publicidade