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Estado de Minas

No filme Chorar de rir, Leandro Hassum troca a fama pelo fracasso

Ator faz o papel de um famoso comediante que resolve se dedicar ao drama. Diretor Toniko Melo diz que crises de identidade são comuns na vida dos artistas


postado em 22/03/2019 05:09

Leandro Hassum é Nilo Perequê, um ator que assume o risco de se renovar(foto: Warner/divulgação)
Leandro Hassum é Nilo Perequê, um ator que assume o risco de se renovar (foto: Warner/divulgação)

Nove anos depois de VIPs – Histórias reais de um mentiroso, o diretor Toniko Melo está de volta às salas de cinema com Chorar de rir, estrelado por Leandro Hassum. “Viajei muito com VIPs. Não só no Brasil, mas nos Estados Unidos, onde o filme foi apresentado no Moma, em Nova York. Também fomos à Casa de Cultura de Berlim, na Alemanha”, conta o cineasta.

VIPs não foi o único motivo que retardou a volta de Toniko aos sets. Ele explica que concentrou muito tempo na construção do argumento da história de Nilo Perequê, o protagonista de Chorar de rir, um comediante em dúvida se já não chegou a hora de encarar papéis dramáticos.

“O argumento é a parte mais barata de um filme, mas exige muito mais tempo de preparação”, observa Toniko Melo. O start da história ocorreu quando ele viu Meryl Streep dizer, na televisão, que depois de tantos anos de ofício finalmente se sentia pronta para enfrentar papéis cômicos.

A partir desse momento, Toniko começou a desenhar a história de uma atriz (Tatá Werneck) disposta a mudar sua carreira. “Sempre fui encantado pela Tatá. Desde Comédia MTV, quando a conheci comendo pizza fria nos estúdios da extinta TV Tupi, onde o programa era gravado. Meu filme era para uma comediante”, revela.

Quando houve problemas na agenda de Tatá, ele procurou Ingrid Guimarães, que ficou fora do projeto, também por falta de tempo. A solução foi mudar a história e buscar um ator. E lá se foi mais um ano. Leandro Hassum já estava no radar de Toniko. Topou a empreitada, com o empurrãozinho do roteirista Paulo Cursino, parceiro dele no sucesso Até que a morte nos separe.

Foi preciso conciliar a agenda do ator, que mora nos Estados Unidos, com as filmagens. “É uma felicidade trabalhar em dois longas – VIPs e Chorar de rir – com dois grandes artistas, Wagner Moura e Hassum”, comemora.

Toniko levou para a tela experiências reais de parte do elenco. Também criou personagens inspirados em nomes conhecidos do mundo artístico. “No set, Fúlvio Stefanini (Antônio Tony) identificou de cara quem era”, diverte-se o cineasta, garantindo que a tal pessoa existe, mas não há necessidade de revelar quem ela é.

Em algumas cenas, é fácil identificar detalhes do próprio Hassum. Em certo momento, o personagem diz que “se fosse gordinho, seria mais engraçado”.

FATO Comediante de muito sucesso, Perequê cai em desgraça quando bate a dúvida sobre a necessidade de mudar radicalmente o rumo de sua carreira. Toniko afirma que crises assim são fato na vida de atores dedicados à comédia.

“O problema é que o comediante é muito vaidoso, um ponto a mais do que o ator dramático, pois este sabe que aplauso é quase formalidade. O comediante, não. Quando riem dele, não tem papo, está agradando. Por outro lado, a maioria dos comediantes é renegada pela crítica”, observa Toniko.

O diretor critica a imprensa por “nunca levar a sério” um comediante em entrevistas. “Jô Soares foi o único que tratou os comediantes com seriedade”, diz.

Os melhores momentos do filme vêm de Caito Mainier e Carol Portes, nos papéis de um apresentador e uma repórter de fofocas – crítica bem-humorada a programas de celebridades e à cobertura de “tapetes vermelhos”. O elenco conta também com Otávio Müller, Monique Alfradique, Natália Lage, Rafael Portugal, Mariana Loureiro, Jandira Martini e Perfeito Fortuna, além de Sérgio Mallandro e Sidney Magal em participações especiais.


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