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Diretora se divide entre o cinema e o teatro


postado em 21/03/2019 05:12

Depois das duas apresentações em Belo Horizonte, Pi segue para o Festival de Teatro de Curitiba. Bia Lessa fará “de tudo” para assistir à reestreia deste fim de semana. “Além do mais, porque esse retorno está sendo em um outro momento do Brasil e do mundo, em que o reacionarismo está galopante. Cada vez mais é necessário assistir a Pi”, diz a encenadora.

Ela não sabe se vai conseguir vir à capital mineira porque está envolvida com dois outros projetos. Atualmente, Bia edita a versão em longa-metragem do espetáculo Grande sertão: veredas. Simultaneamente, ensaia uma montagem de Macunaíma com a companhia carioca Barca dos Corações Partidos. A estreia será em maio.

Grande sertão, espetáculo-instalação criado por Bia Lessa com Caio Blat como Riobaldo, foi apresentado em três sessões lotadas no Palácio das Artes, em junho de 2018. “Foi a primeira vez que apresentamos a montagem para um público maior, de quase 2 mil pessoas (por sessão). E foi também a primeira vez em que o público tinha fone de ouvidos. Foi inesquecível, ouvimos os silêncios de 2 mil pessoas num grau de emoção e suspensão completamente diverso. Depois da primeira sessão, Caio estava aos prantos no camarim. Então, voltar a BH com esse espetáculo é uma coisa muito potente”, comenta Bia.

A montagem de Grande sertão: veredas iniciará em breve nova turnê. Belo Horizonte está em negociação, diz a diretora.

“Da mesma forma que levei para o teatro a linguagem cinematográfica, com a questão do som, fiquei com o desejo de levar para o cinema aquilo que o teatro tem de específico. Em uma entrevista, o (cineasta franco-suíco Jean Luc) Godard disse que achava que o problema do cinema era que, quando queriam falar sobre uma maçã, compravam a fruta e a filmavam. Só que o cinema tem uma lente de aumento para mostrar algo que não se vê com os olhos”, comenta.

Assim, para o cinema, Bia exclui os elementos cênicos (uma grande gaiola marcou a cenografia da montagem) que havia levado para o palco. “Filmei tudo em um estúdio completamente negro, em que não se tem referência alguma de espaço. Os atores ficam soltos no espaço. É a solidão do nada, que é muito diferente da solidão confinada no teatro.” Ela espera que, até junho, tenha finalizado o longa-metragem.


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