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Estado de Minas

Problemas domésticos


postado em 13/03/2019 05:06





Voltei a aprender, durante esses últimos dias que fiquei hibernada em casa, que, mais que os problemas de manutenção da intendência, são os pepinos que acontecem diariamente que na maioria das vezes demandam uma trabalheira desnecessária – se os prestadores de serviço tivessem mais atenção com seus usuários isso não ocorreria. Como a Oi, por exemplo, que, além de telefonar repetidas vezes oferecendo vantagens para mais isso e mais aquilo, através de gravações, não atende às necessidades de seus pagadores. Como uso telefones fixos, tenho que mantê-los em funcionamento para poder me comunicar – e na minha casa, bastou chover para o sistema sair do ar. Aprendi nesse tempo que fiquei em casa, quando as pessoas reclamavam que não conseguiam falar comigo porque minha linha só ficava ocupada – dia e noite. Os mais próximos davam o recado para outras pessoas da família. Outros deixavam por isso mesmo. Com a repetição do silêncio dos telefones, consegui descobrir que bastava chover para que a Oi saísse do ar. Chamei um especialista para rastrear se o defeito era interno – não era. No tempo seco, as ligações chegavam corretamente.

Consegui ligar para o atendimento da empresa, pelo celular de minha cozinheira, e a reclamação não foi adiante, não sei a razão. Mas a moça me informou que a Oi não atendia por celular. Então, como o silêncio continuava, e a chuva não parava, minha irmã se comunicou com a empresa, pedindo uma revisão da linha externa do telefone, que estaria certamente com defeito, agravado pela chuva. Informaram que no dia seguinte, um sábado, encarregados do serviço de revisão da empresa estariam em minha casa, até as 12h. Não saí, fiquei de prontidão esperando até as 17h, e nada de o técnico aparecer.

Como estava com visitas, uma delas telefonou pedindo o tal auxílio, que ficou marcado para o dia seguinte. E não apareceu ninguém, nenhuma figura da Oi apareceu para quebrar meu galho. Com a chuva caindo e o telefone mudo, ganhei vida nova quando, na segunda-feira, tempo quente, telefone funcionando, resolvi ligar para a prestadora de serviço telefônico, informando o que se passava, o que já tinha sido combinado e pedindo auxílio. Depois daquele passa-passa de um para outro, ouvi o impossível, o inacreditável: eles não podiam tomar nenhuma providência, uma vez que estava me comunicando com o aparelho supostamente mudo por causa da chuva.

Tinha que esperar nova tempestade para que eles pudessem atender o meu pedido (que já tinha sido feito por duas vezes, em plena chuva, dá para entender?). Respondi para a funcionária da Oi que não podia reclamar com o telefone mudo, uma vez que não recebiam reclamações através do celular. Ela informou que isso não existia, que eu podia reclamar através de celular sim, que a pesquisa seria feita. Como a linha volta depois de algumas horas, passada a chuva, estou esperando outra tempestade, comigo em casa, para ver se consigo resolver o problema. Mesmo com esse péssimo atendimento, as contas continuam chegando religiosamente, com data marcada para pagamento.

Enquanto isso, a Oi inaugura sistema de comunicação com o governo nacional, a partir da Antártica. Com chuva ou sem chuva.


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