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Estado de Minas

Já ouviu falar em memória traumática?


postado em 25/02/2019 05:04




Em 1600, William Shakespeare escreveu a famosa frase “há mais coisas entre o Céu e a Terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia”. Ouso fazer uma adaptação a essa célebre citação. Há mais coisas sendo descobertas pela ciência e pesquisas do que podemos imaginar. Apesar de ter colocado a citação em um patamar bem mais concreto, afinal, a ciência é um estudo feito pelo homem, a partir de sua inteligência, que trouxe e traz inúmeras descobertas usadas para o nosso bem – na maioria das vezes –, percebo que, em algumas áreas, eles agem muito em cima do sensitivo. Já peço perdão pela minha falta de compreensão, ceticismo, ou seja lá o que for.

Sabemos que muitas das doenças são fruto de somatizações. É fato. Alguns casos são comprovados, outros, especulações. Não são poucas as pessoas – inclusive já ouvi de alguns médicos – que creditam a alguns tipos de câncer o desencadeamento por conta do estado psicológico do paciente. Vitiligo, psoríase, úlceras duodenais e estomacais são doenças provenientes do estado emocional das pessoas. Poderíamos fazer uma lista gigantesca aqui.

O que nunca tinha ouvido falar e tomei conhecimento há alguns dias é sobre memória traumática nas células do corpo humano. Ou seja, sofremos um trauma, e o que nos afetou emocionalmente joga em algumas de nossas células uma “carga de problema”, que faz com que essas células causem dores e doenças em nós. Se acredito ou não, não vem ao caso. É estudo científico comprovado.

A médica Frésia Sá, especialista em saúde integrativa e que trabalha com tratamentos que buscam eliminar as memórias traumáticas que causam dores e doenças, explica como se cria uma memória traumática e por que ela pode ser tão silenciosa. Muitas das nossas dores e doenças crônicas são geradas por memórias traumáticas, emocionais ou mesmo físicas, que acabam acumuladas em células e tecidos do corpo. Com a microfisioterapia, técnica utilizada pela fisioterapeuta Frésia Sá, é possível encontrar essas memórias e tratá-las, eliminando as causas primárias dessas dores. Mas o que são exatamente essas memórias traumáticas?

Segundo a médica, o corpo recebe um estímulo agressivo, que pode ser físico, emocional ou mesmo medicamentoso. Se esse estímulo estiver acima da capacidade de absorção do organismo, pode gerar um trauma. Além das memórias cerebrais, o trauma também pode se instalar em forma de memórias, nas células corporais. As células que carregam os traumas têm suas funções prejudicadas, como se tivessem sido machucadas. Os tecidos impregnados dessas memórias acabam perdendo vitalidade ou ritmo, causando dores e doenças. Essa perda de vitalidade e ritmo pode ser percebida pela aplicação da microfisioterapia.

Os descobridores da construção de uma memória traumática foram Daniel Grosjean e Patrice Benini. Foi a partir de seus estudos que foi possível criar a técnica usada para o tratamento, ou seja, a forma de encontrar o local das células e tecidos prejudicados e uma maneira de fazer com que o corpo “jogue fora” essas informações traumáticas. O tratamento consiste em fazer uma “troca” de tecidos com traumas por tecidos regenerados, feita pelo próprio corpo, por meio da autorreparação.

A dificuldade em detectar as memórias traumáticas é pelo fato de nem sempre elas estarem onde a dor ou o desconforto se manifesta. Frésia Sá explica que a microfisioterapia utiliza um mapa, que indica onde estão determinadas memórias, pelo comportamento e pela resposta do tecido, e ainda revela o tipo de trauma e há quanto tempo está li. Segundo a especialista, existem casos de traumas intrauterinos. Segundo ela, a “genética” da memória traumática, ou seja, entender como ela se forma e como estaciona em um determinado local do corpo humano, é fundamental para encontrar as causas e promover um tratamento ostensivo, por isso falam em saúde integrativa, ou seja, levar a um entendimento total de tudo que pode estar relacionado a uma determinada doença ou dor crônica. E encontrar os melhores tratamentos para chegar o mais perto possível da reabilitação. (Isabela Teixeira da Costa/Interina)


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