Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

TEM QUE PARECER HONESTO


postado em 25/02/2019 05:04

Vamos fazer uma viagem no tempo. Mais precisamente, à Roma Antiga, bem longe dos anavalhados dias que vivemos. Lá também havia escândalos. Um deles envolveu Caio Júlio César, então o homem mais poderoso do mundo, sua segunda mulher, Pompéia Sua, jovem e bela, e um audacioso sujeito chamado Publius Clodius.

Pompéia vivia muito sozinha, pois Júlio César passava um tempão fora da cidade, com seus exércitos. Certa noite, no ano 62 a.C. numa comemoração em louvor a Bona Dea, a boa deusa, na casa de Júlio César – evento de acesso tradicionalmente restrito ao sexo feminino – Clodius, caído de paixão por Pompéia, disfarçou-se de tocadora de lira e se introduziu na festa, mas acabou descoberto por Aurélia, mãe de César. Acusado de sacrilégio, foi submetido a processo e a júri popular.

No julgamento, César defendeu a honra da esposa e a considerou inocente. O penetra foi absolvido, mas Pompéia não se livrou do repúdio do marido. Para quem estranhou seu procedimento – defender a mulher no tribunal e condená-la em casa – teria afirmado: “Não basta que a mulher de César seja honrada, ela nem pode ser suspeita”.

O assunto repercutiu intensamente. No próprio Senado romano, o grande Cícero, usando palavras parecidas, imortalizou a sentença: “À mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer honesta”.

Mas honestidade não era artigo de primeira necessidade naquelas paragens, tanto que o próprio Júlio César, além de grande general, também ganhou fama como “marido de todas as mulheres e mulher de todos os maridos”...

SURURU – A palavra vem do tupi-guarani suru’ru, caranguejo. Mas um caranguejo especial. De cor preta e carne muito apreciada, é um dos pratos característicos da cozinha alagoana. Seu hábitat são as plantas dos mangues, em meio ao lodo, no fundo das lagoas. Lá, amontoado com outros caranguejos, dá impressão de que todos ficam brigando o tempo todo para ocupar um lugar. Assim nasceu a metáfora em que sururu designa luta ou confusão, geralmente arruaças de multidões ensandecidas. Entre torcidas de clubes de futebol, por exemplo, sururus têm sido frequentes. Basta uma discussão sobre aquele pênalti não marcado que logo centenas de torcedores partem para as vias de fato, que, às vezes, acabam em tragédia. Tudo por causa de um besta apito de juiz.

ESQUIMÓ – Povo de tipo mongólico que, desde tempos imemoriais, habita as regiões mais ao Norte da Groenlândia, Canadá e Alasca. Vivendo em lugares gelados, os esquimós têm características muito singulares, como morar em casas chamadas iglus, feitas de blocos de gelo de forma abobadada. De uns anos para cá, passaram a rejeitar como pejorativo o termo esquimó, que, no idioma aleutiano, oficial na Groenlândia, significa “comedor de carne crua” – e agora dão preferência à designação de inuit, que significa, simplesmente, povo, mas continuam em meio a focas, morsas, baleias, leões-marinhos, cercados de icebergs, num meio ambiente hostil à maioria dos seres humanos, mas em beatífica paz nos eternos silêncios polares...

MACUMBA
— Para a maioria dos estudiosos, o vocábulo, embora de origem controvertida, tem acepção depreciativa mesmo. Para alguns, vem do idioma quimbundo makumba, plural de dikumba, fechadura. É que, em certas cerimônias africanas, ele era mencionado como elemento para fechar o corpo. Seu conceito está arraigado na cultura popular brasileira para demonstrar desagrado com a má sorte. A palavra designa, genericamente, cultos sincréticos afrobrasileiros. Segundo João do Rio, “no Rio de Janeiro, as nações do candomblé se fundiram umas nas outras e se deixaram penetrar por influências exteriores ameríndias, católicas, espíritas, dando origem a uma religião sincrética, a macumba. Mas, ainda que macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda, seus praticantes e seguidores recusam o uso da palavra para designá-la. Diz-se mais comumente macumba que candomblé, no Rio de Janeiro, e mais candomblé que macumba, na Bahia. Na acepção popular, macumba é mais ligada ao emprego de ebó, feitiço, coisa feita, mandinga, mais reunião de bruxaria que ato religioso como o candomblé. Entre nós, macumba está nas encruzilhadas, é o despacho com oferendas a Exu, ou praticada em terreiros onde ocorrem fortes manifestações mediúnicas.


Publicidade