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Estado de Minas

Cuidados com a memória


postado em 22/02/2019 05:10






Uma das grandes preocupações das pessoas que chegam à meia-idade é com a possível perda de memória e a possibilidade de virem a sofrer de alguma demência quando chegarem à velhice. Essas questões são precoces e infundadas? Não, são bastante procedentes. A vida está cada vez mais longeva e esses problemas estão ficando cada vez mais próximos de nós.

Certa vez, o doutor José Salvador Silva disse que o mal de Alzheimer é a melhor doença para o paciente e a pior para a família, porque o paciente fica alheio ao mundo e aos problemas e, com isso, não sofre, mas a família, ao ver seu ente querido naquele estado, que passa pelo processo evolutivo, sofre muito.

Há cerca de sete anos, o neurologista Paulo Carameli disse que para prevenir a doença é preciso fazer exercícios físicos regularmente, uns 40 minutos diariamente, ou 1h30min três dias na semana, e exercitar muito o cérebro. E reforçou demais essas duas indicações.

E aí algumas pessoas perguntam quem deve fazer ginástica para o cérebro. Ouso dizer que quanto mais cedo melhor, e que todo mundo deve exercitá-lo. A ginástica cerebral é indicada para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Cada um dos públicos colhe os resultados de acordo com seus objetivos. Ela melhora as habilidades cognitivas – como atenção, raciocínio, memória e criatividade –, e habilidades socioemocionais, como autoestima, relacionamento interpessoal, resiliência e empatia.

Pessoas que praticam ginástica para o cérebro se tornam mais seguras e preparadas para diversas coisas, como, por exemplo, gerir desafios, trabalhar em equipe, praticar esportes, etc. Segundo Solange Jacob, diretora pedagógica nacional do método Supera – rede de escolas de ginástica para o cérebro –, esta ginástica ativa as conexões entre os neurônios, que nós chamamos de sinapses. Com isso, conquistamos uma rede de neurônios mais forte e robusta, fazendo com que as habilidades sejam desenvolvidas com base no conceito de neuroplasticidade cerebral.

Para as crianças e jovens, a prática contribui no desempenho escolar, comportamento e formação ética do aluno. Para os adultos, ajuda no desenvolvimento de memória operacional, necessária para o bom cumprimento dos afazeres do dia a dia. A prática também melhora o raciocínio, criatividade e visão lateral, importantes para a resolução de problemas complexos e a manutenção do foco para atingir os objetivos. E para os idosos, um cérebro ativo possibilita manter-se jovem, trabalhando, viajando, empreendendo e comemorando novas conquistas. A ginástica cerebral promove bem-estar e longevidade.

Mas o que é exercitar o cérebro? É tirá-lo da zona de conforto com novas e variadas atividades com desafios crescentes. Trabalho com ábaco, instrumento milenar para cálculos que desenvolve principalmente a agilidade de raciocínio e a concentração; jogos de tabuleiro individuais ou em grupo; e jogos on-line. Fazer tarefas rotineiras de forma diferente, forçando o cérebro a encontrar novos caminhos, como, por exemplo, usar o relógio de pulso no outro braço, escovar os dentes ou escrever com a outra mão, andar pela casa de trás para frente, trocar de roupa de olhos fechados, ver fotos de cabeça para baixo e tentar observar cada detalhe que antes era despercebido, ver as horas num espelho, decorar uma palavra nova por dia de outro idioma, etc.

A boa notícia é que as pesquisas, conduzidas por cientistas brasileiros (UFRJ) e norte-americanos (Universidade de Columbia) sobre o hormônio irisina, produzido em grandes quantidades durante a prática de atividade física, que é capaz de prevenir a perda de memória relacionada ao mal de Alzheimer, estão bem avançadas. Segundo a endocrinologista e metabologista Tassiane Alvarenga, a irisina foi descoberta por cientistas de Harvard há sete anos, e seu uso favorece a tolerância do organismo à glicose e promove o emagrecimento rápido e saudável. No estudo, foram capazes de reduzir o déficit de memória e aprendizagem em roedores com Alzheimer, demonstrando maior versatilidade do hormônio. (Isabela Teixeira da Costa/Interina)


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