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Eles ainda fazem história

O cineasta Humberto Mauro e o pintor Guignard influenciam várias gerações de criadores


postado em 18/02/2019 05:04

O cineasta Humberto Mauro (E) participa de festival em sua homenagem, em outubro de 1961(foto: Luiz Alfredo/O Cruzeiro - 1961)
O cineasta Humberto Mauro (E) participa de festival em sua homenagem, em outubro de 1961 (foto: Luiz Alfredo/O Cruzeiro - 1961)


O diretor Humberto Mauro (1897-1983) é considerado o pai do cinema brasileiro. Nascido em uma fazenda na cidade de Volta Grande, na Zona da Mata, deixou amplo legado – cerca de 300 documentários, além do longa Ganga bruta (1933) e do curta A velha a fiar (1964), considerados obras-primas.


Esse mineiro, admirado por jovens cineastas, batiza o Cine Humberto Mauro, que funciona no Palácio das Artes, com 130 lugares, inclusive com espaço reservado para portadores de deficiência física. Importantes mostras são realizadas lá. Recentemente, o público pôde assistir à cinematografia completa do baiano Glauber Rocha. Atualmente, são exibidos musicais de destaque.


Outro artista que fez história é Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), pintor fluminense radicado em Minas Gerais. Considerado um dos pais do modernismo brasileiro, seu nome batiza a Grande Galeria do Palácio das Artes, com 510 metros quadrados.


Além de pintor, Guignard era desenhista, ilustrador e gravador. Guignard ficou famoso por retratar paisagens mineiras. Dos 11 aos 33 anos, morou na Europa e frequentou as academias de belas-artes de Munique, na Alemanha, e de Florença, na Itália.
Em 1929, de volta ao Brasil, destacou-se ao lado dos pintores Cândido Portinari, Ismael Nery e Cícero Dias. Na década de 1940, mudou-se para Belo Horizonte a convite do então prefeito Juscelino Kubitschek. Criou a Escola Guignard, no Parque Municipal, responsável por uma revolução no cenário cultural da cidade. Vários de seus alunos se tornaram artistas consagrados – entre eles, Amilcar de Castro (1920-2002), Lygia Clark (1920-1988), Farnese de Andrade (1926-1996), Alvaro Apocalypse (1937-2003) e Maria Helena Andrés, de 96 anos, que mora em BH. Todos eles são respeitados pelas novas gerações das artes visuais.
A Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard e o Cine Humberto Mauro fazem parte do complexo do Palácio das Artes, que funciona na Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro.

CONTRAMÃO A principal biblioteca pública de Minas Gerais, na contramão das homenagens, deixou de se chamar Luiz de Bessa. Fora batizada assim em homenagem ao professor e jornalista luso-brasileiro que viveu de 1894 a 1968. Em 2017, a instituição voltou a usar o antigo nome – Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais – para “reforçar a identidade mineira”, de acordo com a Secretaria de Estado de Cultura.


Em 1954, o complexo foi inaugurado pelo então governador Juscelino Kubitschek, no prédio modernista projetado por Oscar Niemeyer, na Praça da Liberdade. A edificação da biblioteca continua se chamando Luiz de Bessa, explicou o ex-secretário de Cultura Angelo Oswaldo, na época da mudança de nomes.

 

 

QUEM É QUEM

 

» GALERIA ABERTA AMILCAR DE CASTRO
Um dos escultores mais importantes da arte contemporânea brasileira, o mineiro Amilcar de Castro (1920-2002) foi também gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo e professor. Destaque do movimento neoconcreto, participou da emblemática reforma gráfica do Jornal do Brasil, no final dos anos 1950. Trabalhou no Estado de Minas, Última Hora e Diário Carioca. Professor da Escola de Belas-Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, é mestre do “corte e dobra” em chapas de aço. Ano passado, um espaço a céu aberto no Palácio das Artes foi dedicado a ele.
. Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro

» GALERIA ARLINDA CORRÊA LIMA
Arlinda Corrêa Lima (1927-1980) foi artista plástica, ceramista, professora, psicopedagoga e entusiasta da arte-educação. Fez cursos na Alemanha e na França. Estudou pintura com Guignard e se especializou em ensino de desenho na Escola Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro. A galeria batizada com seu nome, com180 metros quadrados, funciona no Palácio das Artes.
. Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro

» GALERIA MARI’STELLA TRISTÃO
Mari’Stella Tristão (1919-1997) foi artista plástica, produtora cultural, professora e crítica de arte, com artigos publicados no Estado de Minas.
A galeria batizada com seu nome, com paredes de 20m e 10m, fica no Palácio das Artes.
. Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro

» SALA MÁRIO SILÉSIO
Pintor, desenhista, muralista e vitralista,
Mário Silésio (1913-1990) foi um dos
 famosos alunos de Alberto da Veiga
Guignard. Participou do grupo que
criou a Fundação de Educação Artística,
celeiro de talentos de BH, e batiza a
sala de exposições dessa instituição.
. Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários

» SALA SERGIO MAGNANI
O maestro, pianista e professor italiano Sergio Magnani (1914-2001) formou gerações de músicos e professores. Mudou-se para BH em 1950, onde também atuou como professor de literatura italiana na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Um dos criadores da Fundação de Educação Artística (FEA), empresta seu nome à sala de concertos da instituição. “Foi a figura mais importante que passou por BH e por Minas nos 50 anos em que ficou aqui”, assegura a pianista Berenice Menegale, que hoje comanda a FEA.
. Rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários

 

 


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