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Estado de Minas

O TEMPO DE BIBI

Ela nasceu em 1922 e teve uma das mais longevas e brilhantes carreiras artísticas na história do Brasil. Nesse álbum de fotos de O Cruzeiro, um registro de grandes momentos de Abigail Izquierdo Ferreira


postado em 17/02/2019 05:09

(foto: ARQUIVO EM)
(foto: ARQUIVO EM)
1922 – Nasce Abigail Izquierdo Ferreira, no Rio de Janeiro (RJ), filha do ator carioca Procópio Ferreira e da bailarina argentina Aída Izquierdo. Aos 24 dias, é levada ao palco na peça Manhãs de sol, para substituir uma boneca que havia sumido.

1941 – Estreia como atriz da Companhia Procópio Ferreira, na comédia La locandiera, de Carlo Goldoni.

1944 – Inaugura a Companhia de Comédias Bibi Ferreira com a peça Sétimo céu. As atrizes Maria Della Costa, Cacilda Becker e a diretora Henriette Morineau são contratadas para integrar o grupo.

1946 – Inicia os estudos de direção na Royal Academy of Dramatics Arts, em Londres.

1947 – Estreia como diretora em Divórcio, de Clemence Dane. Também faz o papel da filha do personagem interpretado por Procópio Ferreira.

1949 – Interpreta Carlos, padre protagonista de O noviço, de Martins Pena. Nesse período, viaja com sua companhia ao Sul do país para encenar cinco espetáculos.

1954 – Apresenta-se em Belo Horizonte pela primeira vez com a peça Diabinho de saias, que faz breve temporada no Teatro Francisco Nunes. Foi fotografada pelo Estado de Minas quando desembarcou na gare da Central. No mesmo ano, é contratada pela Companhia Dramática Nacional (CDN) e dirige Senhora dos afogados, de Nelson Rodrigues.

1955 – Nomeada diretora da Companhia de Comédia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, dá apoio a peças brasileiras, encenando A casa fechada e Sonho de uma noite de luar, ambas de Roberto Gomes.


1956 – Leva o repertório de sua companhia para Lisboa. Lá, atua em Deus lhe pague, de Joracy Camargo, e dirige O avarento, de Molière, e A raposa e as uvas, de Guilherme Figueiredo. Em Portugal, é contratada como atriz de teatro de revista.


1960 – Volta ao Brasil, dedica-se a musicais no teatro e na TV, além de montagens de teleteatro. Na TV Excelsior, comanda o programa ao vivo Brasil 60, que levou à televisão importantes nomes das artes cênicas do país.

1964 – Atua em My fair lady, ao lado de Paulo Autran, Jaime Costa, Sérgio Viotti e Elza Gomes. O papel lhe dá o Prêmio Saci, em São Paulo.

1968 – Apresenta o programa Bibi ao vivo, na TV Tupi, transmitido do Rio de Janeiro.


1970 – Dirige o musical Brasileiro, profissão: esperança, de Paulo Pontes, com Maria Bethânia e Ítalo Rossi.

1972 – Atua em O homem de La Mancha, traduzido por Paulo Pontes e Flávio Rangel. Versões das canções eram assinadas por Chico Buarque e Ruy Guerra. A turnê dura três anos.

1974 – Dirige Paulo Gracindo e Clara Nunes no musical Brasileiro, profissão: esperança. A montagem bate recordes de público no Canecão, no Rio de Janeiro.

1975 – Estreia como Joana em Gota d’água, de Chico Buarque e Paulo Pontes, sob a direção de Gianni Ratto. Recebe os prêmios Molière e da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) por sua atuação.

1976 – Dirige Walmor Chagas, Marília Pêra, Marco Nanini e outros 50 artistas em Deus lhe pague, de Joracy Camargo.

1980 – Dirige Toalhas quentes, de Marc Camoletti.

1981 – Produz e dirige O melhor dos pecados, de Sérgio Viotti. Essa peça marca a volta de Dulcina de Moraes aos palcos, após 20 anos de afastamento.


1983 – Atua em Piaf, a vida de uma estrela da canção, sucesso de público e crítica. O papel lhe deu os prêmios Mambembe e Molière. Na foto, ela se apresenta no Palácio das Artes, em 1984.

1990 – Remonta Brasileiro, profissão: esperança. Comemora seus 50 anos de carreira em Bibi in concert. Anos depois, faz Bibi in concert 2.

1996 – Recebe o Prêmio Sharp de Teatro e atua na versão musical de Roque Santeiro, peça de Dias Gomes.


1999 – Aos 77 anos, dirige pela primeira vez uma ópera: Carmen, de Georges Bizet, montagem da Fundação Clóvis Salgado. A estreia foi em 6 de novembro, no Grande Teatro do Palácio das Artes

2017– A dama do teatro encanta os mineiros em 4 x Bibi, no Palácio das Artes. Faz sua última apresentação nos palcos em Toda a minha vida, no Rio de Janeiro.

2018 – Durante uma sessão de Bibi, uma vida em musical, no Rio de Janeiro, emociona-se ao cantar, da plateia e sem microfone, uma canção de Edith Piaf. Em setembro, anuncia que vai se aposentar.

2019 – Aos 96 anos, morre em sua casa, no Rio de Janeiro, em 13 de fevereiro.


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