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Estado de Minas

Helvécio Carlos


postado em 16/02/2019 05:08

Podé Nastácia, Rogério Flausino, Maurinho Nastácia, Samuel Rosa e Pedro Calais no show que emocionou a plateia que lotou o Palácio das Artes (foto: Helvécio Carlos/EM/DA PRESS )
Podé Nastácia, Rogério Flausino, Maurinho Nastácia, Samuel Rosa e Pedro Calais no show que emocionou a plateia que lotou o Palácio das Artes (foto: Helvécio Carlos/EM/DA PRESS )





"PARA QUE TODOS E SINTAM DENTRO E UM ABRAÇO"


O que seria apenas a apresentação de quatro bandas mineiras em benefício de uma causa, a da Associação Querubins, transformou-se em uma noite de emoção. No palco, as bandas Jota Quest, Lagum, Skank e Tianastácia levantaram a plateia com grande sucessos, mas, sobretudo, deixaram clara a revolta com o que os músicos classificaram como a “tragédia barra crime” de Brumadinho, assim como manifestaram solidariedade às famílias das vítimas e aos bombeiros, grandes heróis dessa tragédia. “Esse acontecimento é tão absurdo, tão surreal para os brasileiros e nós, mineiros, aqui do lado, que estamos como barata tonta sem saber
o que fazer, o que falar”, disse Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest.

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Para o músico, todos estão pedindo justiça para que isso não volte a acontecer. “Existem muitas pessoas, não estou falando de empresa, que, ao longo desse período, poderiam de alguma forma ter evitado a tragédia. Não foi feito. Existem pessoas que precisam ser punidas. Grandes corporações também. Isso não pode ficar impune. Precisamos cobrar justiça”, afirmou, sob aplausos, antes de cantar Dentro de um abraço, canção que ofereceu não só ao público presente, mas também às vítimas de Brumadinho.


***

Samuel Rosa também lembrou o trabalho dos bombeiros, que “estão lá sofrendo todo tipo de perturbação psicológica, o que não deve ser algo fácil”. Magda Coutinho, idealizadora da Associação Querubins, espera que a tragédia de Brumadinho faça cada um de nós entender a real importância de cuidarmos uns dos outros. “É importante tomarmos consciência de que estamos aqui ajudando a construir um mundo melhor. Essa é a minha razão de vida. Plagiando Renato Russo, é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, afirmou, em vídeo exibido em telão. A música não estava no roteiro, mas foi cantada de improviso pelas bandas.

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Tutti Maravilha, apresentador da noite, deu conta do recado. Nos intervalos entre uma banda e outra, circulou pela plateia conversando com o público. Foi ali a grande sacada do apresentador, ao escolher músicos em início de carreira. Badaró, da Radio Tape, contou ter gravado três EPS e um novo disco saindo do forno. “Por que você não levou ao meu programa (Bazar maravilha, na Rádio Inconfidência) até hoje?”, brincou o apresentador, que é um dos maiores entusiastas da música mineira. “Foi falta de vergonha na cara”, respondeu o rapaz. Tutti ainda deu o recado para a turma que disponibiliza as músicas nas plataformas digitais. “É importante que a ficha técnica de quem trabalhou no projeto também esteja lá”, afirmou.

EM BUSCA DE SOLUÇÕES
ENTRE GOVERNO FEDERAL E INICIATIVA PRIVADA


O secretário de Estado de Cultura de Minas Gerais, Marcelo Matte, esteve nos bastidores, pouco antes do início do show. Ele disse que, por enquanto, não há nomes para indicar à presidência da Fundação Clóvis Salgado. “Quero conhecer a estrutura para operar com orçamento reduzido”, afirmou à coluna. Sobre o inoperante sistema de ar-condicionado do Grande Teatro do Palácio das Artes, Matte disse que irá a Brasília tentar recursos. Se não conseguir, quer tentar parcerias com a inciativa privada. Anteontem, graças à instalação de 10 aparelhos condicionadores de ar, colocados nas laterais e no fundo da plateia, o clima estava suportável.


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