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Helvécio Carlos


postado em 10/02/2019 05:04

(foto: Enan Correa/divulgação)
(foto: Enan Correa/divulgação)

“Faz um bom tempo que Minas Gerais não revela um artista para o Brasil”


2019 está aí, mas só agora Du Monteiro percebeu que está completando 15 anos de trajetória musical. “Estou focado em fechar a minha agenda. Não havia parado pra pensar em algo para comemorar os 15 anos de carreira, mas é uma boa ideia”, diz ele.

Em outubro de 2014, Du fez seu primeiro show em uma casa noturna.
Naquela época, ele e o grande amigo Luis Henrique, ex-parceiro de dupla, receberam convite de Gustavo Belligoli para participar do projeto Cancun jovem, no Café Cancun, que funcionava na Savassi. “Tocaríamos aos domingos para o público sub 17. Com a ajuda do pai do Luis, tio André Luiz Roquette, encaramos o projeto e começamos a nossa história”, relembra.

Antes da carreira bem-sucedida na música sertaneja, Du concluiu duas faculdades – de direito e de administração –, trabalhou na área financeira de uma drogaria e numa empresa de consultoria.
No início de 2014 ele precisou fazer uma escolha. “Já sabem a resposta né?”, diverte-se Du Monteiro, que fechou 2018 com a média de quatro shows por semana.

COM A PALAVRA
DU MONTEIRO, Cantor sertanejo


Você será atração do carnaval de Belo Horizonte. Sertanejo e axé dão samba?
Dá samba demais! Meu show, por si só, já é mais pra cima, mistura de forró com sertanejo. É a cara do carnaval, que há muito tempo deixou de ser só samba.

Como será a sua rotina de shows durante a folia?
No sábado, no Carnaval do Mirante, vou cantar no mesmo dia de Zé Neto e Cristiano e Jorge Ben Jor. Domingo, no carnaval do Belvedere, e segunda-feira, no Mirante

Nesses 15 anos de carreira, você passou algum perrengue?
Sim! Já perdi a voz completamente no dia de um show. Também fiquei afônico numa semana com quatro shows – um na sexta, dois no sábado e outro no domingo. O show de sexta não consegui fazer. Sábado de manhã, liguei para a Janaína Pimenta, a minha fono, que logo começou a me orientar. Corri para a clínica dela, fiz os tratamentos e no final do dia a voz voltou. Foi um desespero, pois naquele sábado, um dos compromissos era um casamento. Não poderia nunca deixar a noiva na mão. Graças a Deus, deu tudo certo. Fiz os dois shows de sábado e o outro no domingo.

Você e Luis Henrique tocaram no Café Cancun e no La Cancha. Como você compara o mercado daquela época com o de hoje, especialmente no segmento da música sertaneja?
Naquela época, o sertanejo era realmente sertanejo. Meu show era montado com músicas de Chitãozinho e Xororó, Zezé e Luciano, Leandro e Leonardo, Edson e Hudson, Bruno e Marrone. Já em 2007, na época do La Cancha, começou a surgir o sertanejo universitário. Veio forte, com outra pegada, com as duplas César Menotti e Fabiano, João Bosco e Vinícius... Se formos olhar o mercado em Belo Horizonte, o mercado piorou, falando de forma geral, pois tivemos casas de renome que fecharam né? Estou vivendo a melhor fase da minha carreira, trabalhando como nunca trabalhei, com dois projetos semanais nas duas melhores casas da capital: às sextas, no Observatório, e no domingo, no Clube Chalezinho.

Como é sua rotina de ensaios e a seleção de repertório?

Ensaios? Não ensaiamos muito pra ser sincero, apenas quando vamos mudar o repertório e o show, dai ficamos alguns dias dentro do estúdio montando o show. Meu repertório é escolhido a quatro mãos. Minha banda me ajuda muito nesse quesito, assim como meu amigo e baterista Hugo Piero. Sempre ouvimos coisas antigas e sugestões de amigos que sempre estão pedindo músicas novas nos shows. Tento montar um show sem esquecer das origens.

Você tem a preocupação de mostrar canções de quem está começando?
Não me preocupo em mostrar quem está começando, mas isso acontece automaticamente, já que músicas que o povo canta serão tocadas no meu show. Apesar de Minas ter artistas como Gusttavo Lima, Lucas Lucco, Victor e Leo, Eduardo Costa, Paula Fernandes e os próprios César Menotti e Fabiano, há um bom tempo que Minas não revela um artista para o Brasil. Tem muita gente na fila aí trabalhando para isso.

O que você gosta de fazer para relaxar e curtir a vida?

No dia a dia, frequento a Arena Squash, onde pratico esporte há quatro anos. É um vício. Para relaxar, vou pescar né? Não tem nada melhor não. Pesco sempre com um amigo, Bernardo Xavier, na represa de Três Marias onde vou uma vez por mês. Sempre que posso levo meu pai (Marcos Goulart Francisco) comigo. Ah! Cavalo também me agrada muito, sempre que rola uma cavalgada e coisas do tipo, tô dentro.


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