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Estado de Minas

Anna Marina: Verão exige mais cuidados com a saúde dos olhos


postado em 02/02/2019 05:10



Início do ano é época de várias “faxinas”. Damos limpa nos guarda-roupas, começamos nova agenda e, com ela, traçamos metas e fazemos listas de sonhos e desejos. Outro aspecto a que as pessoas se dedicam mais é a saúde. Geralmente, nos meses de janeiro e fevereiro muita gente faz checape, incluindo visitas periódicas ao dentista, ginecologista e oftalmologista.

Oculista, então, é de praxe. Afinal, enxergar bem é primordial. Geralmente, o grau costuma aumentar, principalmente se o caso é vista cansada – isso, quando não somos acometidos pela incômoda conjuntivite. De setembro pra cá, um colega de trabalho já sofreu quatro crises seguidas da doença. Por isso, fique atento. Sempre que apresentar baixa de visão, olhos vermelhos, dor ocular, dores de cabeça ou qualquer alteração nos olhos, faça o exame oftalmológico. Só assim é possível detectar catarata, glaucoma, alterações na retina, ceratocone e daltonismo, além da necessidade do uso de óculos.

No verão, devemos redobrar os cuidados com a exposição solar devido ao maior risco de desenvolvimento de problemas como a catarata e a doença macular relacionada à idade (DMRI). Artigo médico publicado em dezembro na revista Acta Ophthalmologica diz que a catarata é a principal causa de cegueira reversível em todo o mundo. Um dos fatores de risco é a exposição à radiação ultravioleta solar.

“Estudos confirmam a relação da exposição à radiação solar ocupacional em longo prazo com a catarata cortical”, alerta a oftalmologista Nicole Ciotto, que integra a equipe multidisciplinar da Clínica Blues. Essa exposição durante a vida profissional é outro importante fator de risco para DMRI. Diante disso, medidas preventivas como usar óculos de sol devem ser adotadas desde cedo, evitando o futuro desenvolvimento da doença.

Nicole Ciotto chama a atenção para a importância de usar óculos solares com proteção contra os raios ultravioleta. Na hora da compra, é fundamental saber o nível de proteção UVA e UVB que as lentes oferecem. “Óculos de sol com lentes de qualidade deve bloquear de 99% a 100% dos raios”, reforça a médica. Para confirmar esse nível de cobertura, basta solicitar o teste da qualidade das lentes, feito por meio do espectrofotômetro. Óculos de má qualidade podem causar mais danos aos olhos do que não usá-los. Isso ocorre porque as lentes escuras fazem dilatar as pupilas, deixando entrar mais raios UVA/UVB, que prejudicam os olhos.

Outro cuidado fundamental é nunca olhar diretamente para o sol, devido ao risco de maculopatia solar, alteração da mácula (área central da retina) causada pela observação direta do sol por um período de tempo excessivo, como durante eclipses solares ou mesmo em um dia normal.

A exposição desprotegida e prolongada à luz ultravioleta do sol e dos lasers provoca danos externos na retina, adverte a especialista. Os fotorreceptores e o epitélio pigmentar da retina são particularmente suscetíveis a essa radiação. Classicamente conhecida como retinopatia ou maculopatia solar, essa desordem frequentemente afeta jovens com propensão para a observação de eclipses solares, rituais religiosos ou uso de drogas. Os sintomas são fotofobia, alteração da visão de cores, distorção das imagens, cefaleias e dor nas primeiras horas após a exposição solar. A lesão pode desaparecer depois de uma a duas semanas ou evoluir para a baixa visão residual. (Isabela Teixeira da Costa/ Interina)





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