Conteúdo para Assinantes

Continue lendo ilimitado o conteúdo para assinantes do Estado de Minas Digital no seu computador e smartphone.

price

Estado de Minas Digital

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas digital por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Anna Marina: Impor limites aos filhos é a regra básica da educação


postado em 31/01/2019 05:03





Muita gente já deve ter ouvido a expressão “isso vem de berço”. Refere-se ao fato de que educação, ética, princípios, valores e respeito começam a ser ensinados desde cedo, em casa. É a mais pura verdade. Ter filhos é uma grande responsabilidade, cabe aos pais a missão de educá-los. O que aprenderem na infância será o que vão repetir ao longo da vida.

Educar não é fácil, exige muita sabedoria, posicionamento, firmeza, paciência. Pode ser muito simples se houver responsabilidade, compromisso e, sobretudo, amor.

Muitas coisas absurdas de que tomamos conhecimento se devem à falta de educação e limites dados pelos pais aos filhos pequenos. Não poucas vezes, testemunhamos crianças mandando nos pais. Há alguns anos, vi um pai perguntando à filhinha – de uns 3 anos – se ele poderia se sentar em determinada cadeira. Fiquei chocada. A criança respondeu que não, ele tinha de sentar na outra. E ele obedeceu!

Atitudes assim podem parecer bobagem, mas fazem parte da formação da personalidade e do comportamento do ser humano. O que essa menina está aprendendo? Que manda na pessoa que deveria ser a autoridade máxima sobre sua vida. Ou seja, eu posso tudo, estou no controle. Que limite ela terá?

É preciso ensinar aos filhos os significados e as consequências do sim e do não, do certo e do errado, das razões e dos limites. Isso pode representar a diferença entre saber o caminho a seguir ou sair a esmo, apanhando a cada esquina. É aquela máxima: você pode aprender pelo amor ou pela dor.

Não aprendemos apenas essa educação básica e as cinco palavrinhas mágicas, mas a reconhecer erros, pedir perdão e perdoar, ser grato, ter delicadeza, gentileza e simpatia, a sermos prestativos. Recentemente, fiquei sabendo da morte de um senhor idoso, pai de muitos filhos, doente há um bom tempo. Entrou em estado terminal. Um dos filhos, mesmo sabendo que o pai poderia falecer a qualquer momento, viajou com a família. No dia seguinte, o senhor morreu. Três dias depois, o viajante postou uma foto da família no passeio, toda sorridente. Onde está o respeito? O que leva um filho a não se importar com a perda do pai?

Em contrapartida, contaram-me outro caso. Um rapaz casado, com três filhos, um adolescente e dois pequenos, estava com viagem comprada para a Disney, em um dos hotéis mais caros do complexo. Uma semana antes do embarque, o pai foi internado, mas não corria risco de morrer. Ele cancelou toda a viagem, sem direito a reembolso. A mulher chegou a perguntar por que não ir, já que a situação não estava tão grave. Ele explicou que se tratava de família. Naquele momento, o mais importante era estar ao lado do pai e, principalmente, ensinar aos filhos pequenos o valor e a importância da família.

Isso faz toda a diferença. Dois casos semelhantes, duas atitudes diferentes, dois ensinamentos. (Isabela Teixeira da Costa/Interina)


Publicidade