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Anna Marina: No Dia da Gula, aprenda a reduzir a compulsão por comida


postado em 26/01/2019 05:11





Recebi um e-mail dizendo que hoje é Dia da Gula. Confesso: nunca tinha ouvido falar sobre essa data. Fiquei surpresa que alguém pudesse ter criado um dia para comemorar um dos sete pecados capitais, principalmente nesta época em que um dos grandes problemas de saúde pública é a obesidade. Depois de pensar rapidamente nisso tudo, abri o e-mail e só então entendi a história.

Antes que os leitores se assustem e não entendam nada do que vou escrever aqui, preciso frisar que não sou Anna Marina, a titular da coluna está de férias. Bem, quem me conhece sabe que eu era obesa – nunca fui do time da obesidade mórbida – e há dois anos passei por uma cirurgia bariátrica, muito bem sucedida, com o doutor Marcus Eduardo Martins da Costa. Quando uma ex-gorda se depara com um tema desses, não pode deixar passar batido.

A gula é um dos sete pecados capitais, de acordo com algumas doutrinas religiosas. Está relacionada com a condição de egoísmo do ser humano, quando se deseja ou se obtém algo além do necessário, apenas pelo prazer de possuir tal coisa. Fiquei surpresa quando vi que o Dia da Gula é exatamente o contrário disso.

Em vez de a data servir para estimular o consumo de alimentos, quebrar dietas, etc., o objetivo é alertar sobre o grave distúrbio alimentar que acomete pessoas que consomem grandes quantidades de comida como compensação por se sentirem sozinhas, incompletas ou fracassadas.

A gula pode desencadear vários problemas de saúde. Entre eles, a obesidade e o aumento do colesterol, que, por sua vez, podem provocar distúrbios cardíacos e respiratórios, além do diabetes. Segundo especialistas, pessoas que sofrem de gula devem seguir algumas regras: evitar jejuns prolongados; não ficar com muita fome antes das refeições; procurar fazer refeições saudáveis a cada três horas; evitar rodízios e self-services; ficar atento ao consumo de guloseimas; praticar exercícios físicos regularmente; ingerir fibras e proteínas; manter-se sempre hidratado.

A nutricionista Carina Müller, professora do Namu Cursos, primeira start up voltada para qualidade de vida, separou algumas dicas sobre como lidar melhor com a gula. Segundo ela, a pessoa que sofre desse mal não deve suprir suas necessidades com alimentos mais calóricos, que contêm açúcares, corantes, conservantes e aditivos. É possível priorizar opções mais nutritivas e de qualidade.

O mais importante é a pessoa estar consciente do que está fazendo, além de escolher melhor os alimentos. Carina explica que há uma grande diferença quando se extrapola de forma adequada – o ideal é selecionar alimentos do bem, com nutrientes, fibras, vitaminas e minerais que ajudam a digestão. Isso faz com que o corpo consiga metabolizar os excessos.

Outra dica: se exagerar um dia, tente compensar no dia seguinte. Percebeu que excedeu? Tenha consciência e maneire depois. Afinal, comer é um dos atos mais gostosos da vida e nos permite prazeres imediatos. É natural cometer excessos de vez em quando, mas é preciso saber administrar isso. É fundamental não perder o autocontrole.

Estabelecer metas e balancear os prazos para cometer a gula é uma boa maneira de driblar o problema. É muito importante você saber a frequência com que se alimenta com exagero. Isso se dá por semana ou por dia.? De acordo com Carina, o ideal é que seja uma “refeição de gula” na semana, pois o organismo precisa de descanso para digerir todo o excesso consumido. (Isabela Teixeira da Costa/Interina)


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