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Na esteira do desabafo de Paulo Gustavo, Ira! e Gal Costa são próximas atrações no Palácio das Artes

O comediante desabafou sobre as más condições do Grande Teatro do Palácio das Artes e disse que procurará outras opções quando voltar a BH. Ator teve casa cheia nas duas apresentações no fim de semana na cidade


postado em 22/01/2019 05:04

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Depois de duas sessões lotadas do espetáculo Minha mãe é uma peça, no Grande Teatro do Palácio das Artes, no sábado (19) e no domingo (20) passados, o ator Paulo Gustavo comemorou o sucesso de público, mas lamentou as condições do teatro. Em um post em seu Instagram, onde tem 9,2 milhões de seguidores, o ator escreveu: “É triste ver um teatro tão bonito e cheio de história como esse nessas condições: sem cuidado e manutenção condizentes, sem zelo e respeito com relação a tudo o que ele representa para a cultura e para a cidade de Belo Horizonte”. Ira! e Gal Costa são atrações dos próximos dias, na casa de espetáculos. Veja a lista do que está previsto na programação:

PRÓXIMAS ATRAÇÕES
Confira o que está na agenda do Grande Teatro do Palácio das Artes

25/1 – Moana, o musical (Campanha de Popularização)
26/1 – Nas ondas do rádio (Campanha de Popularização)
27/1 – Santinhas do pau oco (Campanha de Popularização)
2/2 – Ira!
9/2 e 10/2 – ÂmarGO (Campanha de Popularização)
15/2 – Defunto bom é defunto morto (Campanha de Popularização)
16/2 – Gal Costa (foto)



17/2 – Como sobreviver em festas e recepções com buffet escasso (Campanha de Popularização)
22/2 e 24/2 – Lalangue: Carta à mãe (Campanha de Popularização)
15/3 – Toquinho e Ivan Lins
30/3 e 31/3 – Milton Nascimento

Desabafo de Paulo Gustavo
Em outro trecho da mensagem, Paulo Gustavo diz: “Espero que o novo governo dê a devida atenção para que os espaços culturais funcionem adequadamente e que assim a arte continue viva”. Junto com os comentários, ele publicou um vídeo de suas apresentações na capital mineira que mostra a plateia lotada – o Grande Teatro do Palácio das Artes tem capacidade para aproximadamente 1.700 pessoas – e o ator sendo aplaudido ao final da sessão e tietado depois, no saguão.

O Estado de Minas apurou que Paulo Gustavo cogitou cancelar a sessão de domingo (os ingressos para ambas as apresentações custavam entre R$ 35 e R$ 120 e se esgotaram com muita antecedência) depois dos problemas enfrentados com o ar-condicionado na encenação de sábado. A produção local, no entanto, providenciou a contratação emergencial de um condicionador de ar e manteve a agenda.

Em seu desabafo, Paulo Gustavo se refere ao problema do ar-condicionado e também a uma falha de luz.  “Beagá foi lindo demais! Mesmo com todos os percalços, como num determinado momento a luz do teatro ter apagado e o ar-condicionado ter pifado, o que foi superdifícil pra mim e para o público presente, ainda assim, foram duas noites lindas de espetáculo. A plateia de 4 mil pessoas foi muito carinhosa e generosa comigo! Obrigado à produção competente da @teatroemmov e a todos que colaboraram pro espetáculo acontecer!”.

OPÇÕES


O ator deixou claro que não tem a intenção de voltar a se apresentar no Grande Teatro, até que o local esteja em boas condições. “O Palácio das Artes é um teatro lindíssimo, um dos mais bonitos do país. Entretanto, até que ele esteja em totais condições de receber público e artista, nós não iremos mais nos apresentar nele. Infelizmente. Para as futuras apresentações na cidade, outras opções serão averiguadas”, afirmou.

O Palácio das Artes é a administrado pela Fundação Clóvis Salgado (FCS), ligada à Secretaria de Estado de Cultura. Quando o governador Romeu Zema (Novo) assumiu, em 1º de janeiro, a instituição teve funcionários comissionados exonerados. Parte deles foi chamada de volta. Contatada pelo Estado de Minas, a FCS emitiu uma nota na qual afirma que os problemas enfrentados no último fim de semana no Grande Teatro do Palácio das Artes não têm relação com a exoneração de funcionários comissionados da FCS.

Diz o texto: “Informamos que as dificuldades apresentadas durante a apresentação do espetáculo Minha mãe é uma peça, no último fim de semana, no Grande Teatro do Palácio das Artes, não têm relação com a exoneração de funcionários comissionados da Fundação Clóvis Salgado. Ressaltamos que, aos poucos e na medida das urgências, o governo do estado está reconduzindo os servidores para suprir as necessidades em todas as áreas da administração pública, incluindo os equipamentos culturais.

Com relação aos problemas técnicos ocorridos durante o espetáculo, lamentamos profundamente e salientamos que a atual gestão estadual está empenhada em averiguar todas as pendências funcionais e realizar os devidos reparos dentro da programação orçamentária e administrativa para esse fim”.

A reportagem fez contato com a assessoria do Teatro em Movimento, produtora local do espetáculo, pedindo mais esclarecimentos e comentários sobre a situação relatada por Paulo Gustavo em sua rede social. A assessoria disse que a produtora iria se pronunciar, o que não ocorreu até a conclusão desta edição.

O próximo espetáculo previsto na agenda do Grande Teatro do Palácio das Artes é Moana, O musical, com sessão na sexta-feira (25), que integra a Campanha de Popularização Teatro & Dança, assim como as atrações previstas para sábado (26), Nas ondas do rádio, e domingo (27), Santinhas do pau oco.

Público do ator endossa suas críticas

A crítica de Paulo Gustavo ao Palácio das Artes no Instagram teve grande repercussão entre seus seguidores. Além de ter milhares de visualizações (cerca de 115 mil, até o início da tarde de ontem), o post recebeu centenas de comentários. A maioria respaldou a crítica do ator e endossou a avaliação de que o Grande Teatro do Palácio das Artes está em más condições.

“Querido, só temos a agradecer o lindo espetáculo e a sua generosidade e profissionalismo ao encarar o espetáculo após toda aquela aflição do começo e a incerteza se algo ainda iria acontecer! O seu sucesso é fruto do seu supertalento e da sua sensibilidade. Ao final ainda tirar fotos, fazer graça e agradecer! Nós é que agradecemos, apesar de todo o descaso do governo com o teatro e a cultura”, escreveu uma fã.

Muitos outros aproveitaram para cobrar um posicionamento do governo estadual, responsável pela administração do Palácio das Artes. “Você que foi maravilhoso! Espetáculo lindíssimo como sempre. E realmente tem que ter esse puxão de orelha para o governo de Minas tomar providências!”, declarou um seguidor. Outro corroborou: “O Palácio está caindo aos pedaços há tempos! Devia era ser interditado, pois a antiga gestão estragou até as saídas de emergência”.

Porém, houve quem visse exagero na crítica de Paulo Gustavo. Uma usuária do Instragram comentou que frequenta regularmente o teatro e disse nunca ter presenciado nenhum problema. “Você pegou um episódio isolado e o transformou em realidade absoluta. Para fazer este post você precisaria de uma amostragem maior... Quem lê e não conhece acha que é uma espelunca malcuidada. Isso é mentira. Claro que episódios precisam ter a devida atenção para que não se repitam, mas seu post é injusto com o espaço e com a excelência da Fundação Clóvis Salgado”, escreveu.

A discussão tomou outras proporções e chegou a ter bate-boca entre alguns seguidores. Sobrou até para o prefeito Alexandre Kalil, e, principalmente, para o governador Romeu Zema. “Infelizmente, as exonerações do novo governo abalaram toda a área administrativa de vários órgãos do estado. Parece que, para o novo governador, a arte e a cultura do nosso estado são a última coisa a ser olhada e administrada. É muito triste! Uma pena o acontecido, mas já era previsto esse caos nas apresentações do Palácio das Artes”.



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