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O atentado controverso na Tonelero


postado em 08/01/2019 05:05

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
De acordo com alguns historiadores, o atentado da Rua Tonelero, em Copacabana, teria sido forjado. Na madrugada de 5 de agosto de 1954, Carlos Lacerda, jornalista e ferrenho opositor do governo Vargas, voltava para casa acompanhado do filho, Sérgio, no carro do major-aviador Rubens Florentino Vaz. Os três saltaram do veículo e, ao se despedir, uma pessoa surgiu das sombras e disparou vários tiros. O major foi atingido no peito. Lacerda levou o filho para a garagem do prédio e voltou atirando, mas o agressor fugiu num táxi. Um guarda ouviu os disparos e também foi baleado, mas anotou a placa do veículo. A investigação chegou até Gregório Fortunato, que foi preso e condenado.

Getúlio Vargas se suicidou 19 dias depois do crime. “Sempre achei o atentado uma história muito mal contada, me interessei pela figura do Gregório. Eu, particularmente, como muita gente, não acredito que realmente houve um atentado”, diz Paulo Schmidt.

O desparecimento do prontuário hospitalar, que poderia atestar se Lacerda teria sido realmente ferido no pé, e o fato de o jornalista nunca ter apresentado sua arma para ser periciada são alguns indícios da farsa, segundo o escritor. “O corpo do major Vaz não passou por autópsia e o próprio Alcino, que seria o pistoleiro, afirmou que foi contratado apenas para seguir Carlos Lacerda, para descobrir algum podre. Na noite do crime, o major Vaz o viu, tentou detê-lo e por isso foi atingido”.

A versão de Anjo Negro se aproxima da tese que Paulo Schmidt defende. Florentino Vaz seria um venador (caçador das criaturas sobrenaturais) com a missão de eliminar o atalefita Carlos Lacerda, personagem chamado de A Porca (La Cerda em espanhol) no livro – na vida real, o líder da UDN era conhecido como O Corvo.

Ao deixar o jornalista em casa, o major ouve os passos de Alcino, vira-se e dá as costas a Lacerda. “Nesse momento, Carlos Lacerda atira em Vaz, por trás. Quando este se vira, ele lhe dá mais dois tiros no peito, que o liquidam. O que fiz foi misturar elementos verídicos com fantasia”, conclui Schmidt.

ANJO NEGRO
• De Paulo Schmidt
• Cepe Editora
• 304 páginas
• R$ 40


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