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Estado de Minas

Redução inesperada


postado em 02/03/2019 05:10

 

 




Uma preocupação de especialistas em saúde pública com a liberação da maconha para fins medicinais é se isso pode estimular um aumento no consumo entre adolescentes. Porém, segundo nova pesquisa publicada no American Journal of Drug and Alcohol Abuse, não foi o que aconteceu nos Estados Unidos, onde 33 estados já permitem a venda da droga com essa finalidade. O estudo, do Boston College, foi feito com mais de 800 mil estudantes de ensino médio, que responderam anonimante às questões.

Na realidade, ocorreu o oposto. Nos estados que aprovaram leis de maconha medicinal (MML, sigla em inglês), o número de fumantes de cânabis adolescentes é 1,1% menor que há 16 anos. Por outro lado, não houve redução nos locais que continuam proibindo a venda da droga. “Quando analisamos subgrupos específicos de adolescentes, essa redução se torna ainda mais pronunciada. Por exemplo, agora, 3,9% menos negros e 2,7% menos jovens hispânicos usam maconha em estados com MML”, conta Rebekah Levine Coley, pesquisadora que liderou o estudo.

Realizada ao longo de 16 anos, a pesquisa comparou as mudanças no uso de maconha entre adolescentes em estados que adotaram o MML e naqueles que não o fizeram, permitindo identificar mais precisamente os efeitos da legislação. Curiosamente, descobriu-se que quanto mais tempo as leis estavam em vigor, maior a redução no consumo de cânabis entre os jovens. “Não conseguimos determinar por que isso ocorre, mas outros estudos sugeriram que, após a promulgação das leis sobre a maconha medicinal, a percepção dos jovens sobre o dano potencial do uso da maconha aumentou. Alternativamente, outra teoria é que, à medida que as leis sobre a maconha se tornam mais brandas, os pais podem aumentar a supervisão dos filhos ou mudar a maneira como falam sobre o uso de drogas”, diz Coley.

Recreativa

A pesquisadora ressalta que o estudo descobriu que, diferentemente do que ocorreu em relação às leis de maconha medicinal, a descriminalização da maconha recreativa não teve nenhum efeito perceptível no uso de cânabis pelos adolescentes, exceto por um pequeno declínio no consumo entre os jovens de 14 anos e pessoas de origem hispânica, além de um aumento no uso entre adolescentes brancos. “Nenhuma das políticas teve qualquer efeito sobre usuários frequentes ou pesados da droga, sugerindo que essas pessoas não são facilmente influenciadas pelas leis estaduais”, destaca.  (PO)

Aval da Anvisa

No Brasil, é possível comprar e consumir para fins medicinais remédios feitos à base da cânabis, utilizados principalmente por pacientes convulsivos e algumas doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Desde janeiro de 2015, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o uso médico-hospitalar de canabidiol, mais de 80 mil unidades de produtos à base da planta foram importados.

 


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