Jornal Estado de Minas

SAÚDE E BELEZA

Cabelo: marcador de equilíbrio do organismo



Não é só vaidade, estética, beleza. A mesma atenção que se deve dar ao corpo é recomendada também para os cabelos. Adrielle Moraes, biomédica, tricologista e proprietária da Clínica Adrielle Moraes, alerta que as alterações capilares são sintomas clínicos, como uma febre, por exemplo.



“Existem mais de 2.500 causas de queda de cabelo, desde intolerâncias e alergias alimentares, medicamentosas, cosméticas, a produtos de higiene pessoal, toxinas, parasitas, metais, desequilíbrios hormonais, fadiga crônica até a poluição eletromagnética”, afirma.
 
Segundo ela, o cabelo não é um órgão vital, logo em um momento em que um organismo se encontra em um estado que chamamos de priorização metabólica, ou seja, um fornecimento maior de vitaminas, nutrientes e minerais aos órgãos mais vitais em detrimento aos menos vitais como pele cabelo e unhas, pequenas alterações nesses órgãos são sintomas precoces de desordens metabólicas que devem ser diagnosticadas e tratadas para que a queda de cabelo ou qualquer alteração seja curada definitivamente. Ela considera o cabelo marcador de equilíbrio do organismo.
 
O cuidado com os cabelos deve ser personalizado. Adrielle Moraes explica que é possível eleger algumas características sutis que diferenciam mais os tipos de cabelo de homens e mulheres.



“O cabelo dos homens tem uma taxa de crescimento maior do que das mulheres. Os fios masculinos costumam crescer média de 0,349 milímetros de comprimento por dia, tomando vantagem quando comparado ao feminino, que cresce cerca de 0,34 milímetros. A diferença pode não ser numericamente grande, mas visualmente falando é considerável. Outro ponto é que os cabelos masculinos são naturalmente mais oleosos e demandam uma limpeza mais regular. O motivo é simples: a maior presença do hormônio testosterona provoca esse aumento devido à sua ação nas glândulas sebáceas. Essa característica torna o cabelo masculino muito suscetível a descamações e surgimento da indesejável caspa.”
 
A biomédica ensina que a queda de cabelo pode ser uma das maiores diferenças entre couro cabeludo masculino e feminino. Os padrões de queda de cabelo são quase todos atrelados ao envelhecimento, hormônios e genética, e tanto os homens quanto as mulheres costumam ficar com os fios mais finos com o passar dos anos.

“Porém, o fator genético favorece a queda do cabelo masculino, fazendo com que muitos deles comecem a perder fios perto dos 30 anos e fiquem calvos em áreas específicas. Já as mulheres, quando apresentam queda de cabelo, é de forma mais distribuída, difusa e sem áreas específicas demarcadas. Quando o paciente tem essa alteração capilar damos o nome de alopecia androgenética (AAG) mais conhecida como calvície, que afeta 70% dos homens e mulheres."



Sabe-se que seu surgimento está relacionado com a idade e o sexo. "É a causa mais comum de miniaturização folicular que leva a um padrão de rarefação capilar não cicatricial, ou seja, é reversível se tratado precocemente, e afeta indivíduos geneticamente predispostos e impactando em sua qualidade de vida.”
 
Sintomas precoces de desordens metabólicas devem ser diagnosticadas e tratadas para que a queda de cabelo ou qualquer alteração seja curada definitivamente, alerta a biomédica Adrielle Moraes (foto: Thais Bertolly/Divulgação)
Por isso Adrielle Moraes lembra que o couro cabeludo é uma extensão da pele e merece atenção e cuidados, assim como os fios. Ela explica que se trata de uma estrutura complexa, formada pela epiderme, derme uma camada profunda, dérmica repleta de ácido hialurônico, colágeno, fibras elásticas, vasos sanguíneos e nervos.

Ele é responsável pela sustentação e nutrição de todas as estruturas presentes como glândulas sudoríparas, produtoras de suor, glândulas sebáceas – produtoras de gordura e oleosidade ligadas ao bulbo capilar e folículo piloso.



O bulbo é uma estrutura complexa, inervada e vascularizada onde ocorre todas as trocas metabólicas necessárias para a formação, nutrição e oxigenação do folículo , que emerge para a superfície capilar formando o fio de cabelo.
 
“O couro cabeludo reflete várias alterações metabólicas e hormonais do corpo, sinalizando não somente alterações locais como também sistêmicas. As queixas mais comuns são de dor e sensibilidade ao couro cabeludo, sensação de formigamento, excesso de oleosidade, podendo evoluir com o aparecimento de vermelhidão e crostas, constituindo quadros de dermatites (descamação). As causas são múltiplas, desde sensibilização local por uso de xampus e produtos químicos inadequados a repercussões de alterações hormonais, alérgicas e metabólicas.”
 
A biomédica destaca que o couro cabeludo é uma estrutura ricamente porosa e vascularizada e a utilização de produtos inadequados para a área, além de promover irritações superficiais e até lesões na estrutura do bulbo capilar, alterando a matriz produtora de novos fios de cabelo, pode levar a consequências graves como a contaminação sistêmica por absorção dos produtos químicos pelos vasos sanguíneos presentes no couro cabeludo.





EFEITO DA PANDEMIA


Os cabelos são tão importantes que até a pandemia pode afetá-los. Adrielle Moraes diz que, em tempos de isolamento social, além dos cuidados deixados de lado, o estresse que essa situação gera impacta diretamente a aparência da pele e do cabelo. Quando ficamos estressados, o corpo libera cortisol, hormônio que promove desde inflamações na pele até queda precoce dos fios.
 
“E não é à toa que essa queixa é mais comum no consultório. Buscar manter as práticas de relaxamento e meditação que ajudam a driblar a tensão e a ansiedade, seguir um ritual cuidadoso com os fios é importante para manter a saúde e a integridade deles. E não se esqueça do couro cabeludo, massageá-lo estimula a circulação sanguínea e, consequentemente, crescimento saudável dos fios.”
 
Quanto a escolha dos melhores produtos para cuidar dos cabelos, Adrielle Moraes alerta que são tantas as opções de produtos capilares que ler o rótulo e tentar entender para que cada produto serve pode ser uma tarefa complicada. Então, para errar menos observe que existe um modelo geral dos rótulos com alguns itens em comum. Essa coincidência não é à toa, ela é uma convenção acerca das informações que devem ser disponibilizadas para que o consumidor possa tirar o máximo proveito.




 
“Fique atento ao modo de uso e as precauções, assim como a lista dos ingredientes. A composição dos produtos aparece em ordem decrescente no rótulo, o que significa dizer que o componente que aparece em maior quantidade é listado primeiro. Se você quer um produto para reconstrução capilar, por exemplo, deve procurar aqueles que têm como principais componentes as proteínas. Elas devem estar listadas logo no começo das informações referentes à composição. Ao ler o rótulo e saber como entender o que está escrito ali e o que procurar para cada função (hidratação, nutrição, reconstrução) é a maneira certa de que aquele produto fará nos fios o que deseja, o que vai economizar tempo, dinheiro e paciência.”

 
ALGUNS TRATAMENTOS DISPONÍVEIS*


Toda indicação de tratamento deve ser personalizada, assim vai 
variar em número de sessões, intervalos e procedimentos para 
cada padrão seja de queda ou alteração capilar.

1 – Microagulhamento com drug delivery: aplicação de fatores de crescimento e ativos que nutrem o folículo piloso.

2 – Mesoterapia ou intradermoterapia: injeção de medicamentos, nutrientes, minerais diretamente na pele do couro cabeludo.





3 – Ozônioterapia: injeção de ozônio medicinal no couro cabeludo promovendo inúmeros benefícios para saúde e crescimento capilar.

4 – Infusão medicamento na pele (IMP): microperfurações superficiais no couro cabeludo, por meio de um aparelho robótico que tem pequenas agulhas, seguido da aplicação simultânea de medicamentos no local. Em geral, os medicamentos utilizados são os já conhecidos para tratamento da calvície.

*Fonte: Clínica Adrielle Moraes

https://lp.clinicaadriellemoraes.com.br/terapia-capilar/

TECNOLOGIA PARA OS CABELOS*


Hoje, há diversas tecnologias para associar aos tratamentos em cada etapa de módulo terapêutico de acordo com a necessidade do paciente.

  • LEDs vermelho, amarelo e azul
  • Laser de baixa potência
  • Oxigênioterapia
  • Microcorrente
  • Eletroestimulação
*Fonte: Clínica Adrielle Moraes

https://lp.clinicaadriellemoraes.com.br/terapia-capilar/

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