Jornal Estado de Minas

claridade perigosa

Olhos sadios no verão

 

A tentação de aproveitar ao máximo os belos dias de sol do verão pode afetar não só a pele, como também a saúde dos olhos. Além da fragilidade das membranas oculares, expostas por longo tempo à luz solar, os raios ultravioleta – UVA e UVB – podem provocar sérios danos à visão, como o aparecimento de quadros de catarata, lesões na retina e até mesmo cegueira.





 

Quanto mais tempo e mais vezes uma pessoa se expuser à luz solar sem proteção, mais chances de que os olhos sofram com problemas oculares. Segundo o diretor clínico do Centro Oftalmológico de Minas Gerais, e também vice-presidente da Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO), Breno de Mello, é o que pode se chamar de efeito cumulativo.

 

“O que ocorre é que quanto mais exposição, mais chances existem de se ter problemas na visão, o que leva a lesões no DNA das células. Elas se acumulam e, com o tempo, há o aparecimento de doenças como a catarata, que só é percebida já tardiamente, quando a visão embaça”, alerta. Outros fatores mencionados por Breno de Mello são a idade e a genética, além de os raios ultravioleta acelerarem lesões na retina.

 

Há mais patologias oculares capazes de surgir ou se agravar em função da exposição ao sol, como o pterígio e a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), que também têm relação direta com a recorrência na falta de proteção dos olhos. Ambas, assim como a catarata, têm fatores de risco à parte. No entanto, os raios ultravioleta se apresentam como agravantes.





 

De acordo com Breno de Mello, existe, ainda, uma outra doença, essa mais rara, que não tem relação direta com a recorrência, mas sim com a queimadura provocada pelo sol, quando os olhos miram nele de forma instantânea. “Ela ocorre quando o paciente olha diretamente para a luz do sol sem proteção. Isso é muito comum em dia de eclipse solar, porque as pessoas querem ver e, assim, olham diretamente para o sol, queimando a retina”.

 

Cuidados Para, então, aproveitar o verão com leveza e sem se arriscar, o vice-presidente da Sociedade Mineira de Oftalmologia (SMO) destaca a importância do check-up anual e da necessidade de se criarem barreiras protetivas durante a exposição solar.

 

“É fundamental utilizar óculos de sol com proteção UV, que contêm os danos a

os olhos causados pelos raios ultravioleta, e de qualidade reconhecida”, alerta. O especialista afirma que é também essencial utilizar outros métodos de barreiras, como bonés e chapéus. Isso é de extrema importância, tendo em vista que a região palpebral é passível, também, de ser acometida por lesões pré-malignas e malignas relacionadas ao câncer de pele. O exame oftalmológico de rotina é grande aliado na sáude ocular.

 

*Estagiária sob supervisão da subeditora Marta Vieira 





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