Jornal Estado de Minas

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Cuidados com a pele no verão


A pele costuma carregar os efeitos danosos causados pelo inverno, como o ressecamento, além de manifestar outros provocados pela primavera e a atual estação, o verão. Isso porque, de acordo com a fisioterapeuta dermatofuncional Paula Mota, professora do curso de biomedicina da Estácio Belo Horizonte, as mudanças climáticas interferem na saúde da cútis.



“Dias muito quentes, ensolarados e a baixa umidade do ar tendem a ressecar a pele e causar seu envelhecimento. Portanto, é importante beber muita água e utilizar produtos hidratantes, de preferência cosmecêuticos que têm alta permeação. Mas para quem tem a pele oleosa, atenção ao produto, busque um com menos ativos oleosos. O ideal é procurar um profissional habilitado, que fará um diagnóstico mais assertivo de acordo com as características e necessidades individuais”, explica.

Ainda de acordo com Paula Mota, para manter o viço da pele e prevenir o envelhecimento precoce, o recomendável é investir em um bom filtro solar com fator de proteção contra os raios UVB e UVA, manter uma alimentação equilibrada, e ter cautela com receitas caseiras.

Meditação, neurociência e estudos

(foto: PIXABAY )
 
“A ansiedade nos estudos tem uma relação positiva até determinado ponto. A curva que mede esse vínculo é representada em um ‘U’ invertido. 





Quando essa seta está subindo e chegando no ponto máximo desse ‘u’ invertido,  o sentimento de ansiedade é positivo, pois irá fazer com que o estudante  se sinta preocupado com o resultado e busque mecanismos para se motivar e potencializar os objetivos”, aponta a fisiologista Debora Garcia. 

Porém, quando esse sentimento começa a atingir grandes níveis – quando a curva em ‘u’ começa a descer –, o estudante passa a ter o objetivo prejudicado, já que não consegue administrar a ansiedade, e isso compromete a concentração. Para minimizar esses efeitos, diversas ferramentas podem ser utilizadas. Uma delas é a prática meditativa, que ajuda o indivíduo a aumentar a concentração, uma vez que ela propicia a ativação das regiões atencionais do cérebro.

O ideal, segundo  a especialista, é começar com prática curta, com poucos minutos, e inserir,  aos poucos, isso na rotina. A primeira sensação que o estudante terá é a de bem-estar, o que vai influenciar em uma ação fisiológica positiva.





Gestação segura para portadoras de HIV

(foto: PIXABAY )
 
Dados do Ministério da Saúde mostram que, atualmente, mais de 900 mil pessoas no Brasil são portadoras de HIV, com maior número de casos entre jovens de 25 a 39 anos. “Essa faixa etária coincide com a idade fértil feminina e a alta taxa de sobrevivência dessas pessoas permite o desejo e a possibilidade de uma maternidade segura”, comenta a especialista em reprodução assistida Cláudia Navarro.

E, em razão dos avanços da medicina, é possível que um casal soropositivo ou sorodiscordante tenha filhos por meio da reprodução assistida, sem a presença do HIV. O primeiro passo é ter a liberação da equipe médica, confirmando carga viral indetectável ou muito baixa. Depois, faz-se o procedimento adequado. Assim, quando apenas a mulher é portadora, a inseminação intrauterina (IIU) é a principal, já que, como o parceiro não tem o vírus, a introdução do sêmen no organismo feminino impede a contaminação.

Caso ambos tenham a infecção, a IIU impede que diferentes sorotipos do vírus sejam transferidos entre os parceiros e, quando a qualidade do sêmen não for adequada, a fertilização in vitro (FIV) também pode ser feita. Ainda, se apenas o homem for infectado, realiza-se a FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoides ou a própria IIU, mas após a "lavagem" seminal.



O próximo passo é, então, o acompanhamento médico e o uso de medicamento antirretroviral específico para a gestante e, depois, para o recém-nascido. Para reduzir ainda mais as chances de transmissão vertical, o parto deverá ser via cesariana, e a amamentação materna desconsiderada. “Com todos esses cuidados, as chances de transmissão caem para menos de 2%”, afirma a especialista.

Avanço no tratamento do câncer de mama


A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus possibilitou mais um avanço no tratamento do câncer de mama. Um estudo chamado  TARGIT-A, publicado por um grupo internacional de pesquisadores,
 revelou que a radioterapia intraoperatória, realizada no ato da cirurgia em casos iniciais de mama com tumores menores que 3cm, pode oferecer a mesma segurança que a radioterapia convencional, feita entre duas e quatro semanas após a cirurgia.

Os resultados do estudo também apontaram que o controle loco regional do câncer, assim como a sobrevivência em longo tempo no grupo de mulheres que fizeram a radioterapia intraoperatória, foram tão bons quanto a radioterapia convencional. A Sociedade Brasileira de Mastologia acredita que o estudo surge em um momento extremamente importante e informa que já está sendo discutido com as pacientes brasileiras durante a pandemia. As mais favorecidas são as mulheres acima de 50 anos, que poderão fazer o tratamento de câncer com mais segurança.





Calor pode aumentar  o inchaço abdominal

Um dos principais sintomas da endometriose é o frequente inchaço abdominal, conhecido como ‘endobarriga’ ou barriga de endometriose. “É preciso desmistificar que isso só acontece naquelas que têm a endometriose intestinal. Ele acomete a maioria dos casos da doença”, explica Marcos Tcherniakovsky, ginecologista e obstetra, especialista em endometriose. Mas, por que ocorre o inchaço?

Marcos Tcherniakovsky explica que o inchaço pode ocorrer durante o ciclo menstrual ou aleatoriamente durante outros dias do mês. O ambiente inflamatório causado pela endometriose contribui também para essa sensação de inchaço. Outra questão que influencia bastante é a alimentação, já que a endometriose é caracterizada por uma inflamação crônica e certos alimentos podem piorar esse quadro e os seus sintomas.

No verão, isso pode se agravar, já que as altas temperaturas fazem com que os vasos sanguíneos se dilatem, causando inchaço, dor e até sensação de ganho de peso. Para amenizar o inchaço, a dica de Marcos Tcherniakovsky é investir em uma boa alimentação, hidratação e exercícios físicos entre três e quatro vezes na semana, durante 30 a 40 minutos.

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