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Estado de Minas PRAENTENDER

Cloroquina funciona contra coronavírus? Vídeo explica o método científico

Por que as pesquisas científicas feitas até aqui desaconselham o uso do medicamento no tratamento da pandemia


11/07/2020 09:00 - atualizado 20/07/2020 16:43


A pandemia do coronavírus nos coloca diante de um daqueles levantes da Ciência contra o obscurantismo que pautaram grandes viradas na História da humanidade. Já que nem todas as pessoas conhecem em detalhes de que maneira os cientistas trabalham, fizemos esse vídeo #praentender (Veja o vídeo abaixo).

O debate vem à tona no momento em que muitas incertezas rondam a pandemia de COVID-19. Isso em meio ao contexto de polarização e politização de um debate de saúde pública que deixa rastro de mortes sem precedentes no Brasil. 

Por isso, é vital compreender por que o chazinho de alho com limão que aparentemente "funcionou" para sua tia com COVID-19 não é recomendado pelas autoridades de saúde responsáveis como o remédio que vai salvar o planeta. 

Juramos um princípio na medicina: não fazer o mal ao paciente. Com o coronavírus, 99% das pessoas vão melhorar, independentemente do que o que a gente fizer. Temos de ter muito cuidado com o que vamos prescrever. Hoje, esses medicamentos que estão na moda - porque não têm comprovação científica - fazem mal. Tem vários trabalhos demonstrando que você pode fazer mal ao paciente prescrevendo cloroquina

Unaí Tupinambás, professor da UFMG, infectologista e membro do comitê de enfrentamento à COVID-19 de Belo Horizonte



No Brasil, particularidades tornam o contexto mais complexo. O governo do presidente Jair Bolsonaro não tolerou dois ministros médicos e, com a canetada de um general interino, aprovou o uso da cloroquina - cuja produção já havia sido ampliada pelo Exército. 

Quando anunciou esta semana que estava contaminado com coronavírus, o presidente aproveitou para fazer propaganda do medicamento: Bolsonaro citou a cloroquina 17 vezes. Assim mesmo, sem nem tentar disfarçar. E em seguida postou um vídeo consumindo o remédio.

Revelou-se depois que ele, idoso de 65 anos, faz acompanhamento inacessível à maior parte da população, para monitorar os riscos de efeitos colaterais do fármaco.




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