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Estado de Minas COVID-19

Coronavírus: empresa mineira adere à testagem em massa

A campanha nacional, denominada #2em2, é realizada em sistema drive-thru e, a cada teste vendido, um é doado a hospitais públicos e filantrópicos


postado em 08/06/2020 15:09 / atualizado em 08/06/2020 16:12

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)

O movimento #2em2, que prevê testagem em massa de pacientes com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus, será executado, em Minas Gerais, com o apoio da importadora e distribuidora de produtos médicos e de assessoria regulatória QR Consulting.

A campanha, sem fins lucrativos, consiste em doar testes de sorologia para a detecção da COVID-19 a hospitais públicos e filantrópicos, a cada teste comprado.  

Com origem em São Paulo, o projeto, que tem como intuito coletar material de testagem em cerca de 800 pessoas por dia no sistema drive-thru por profissionais de saúde, em dia e horário agendados, deverá atuar na capital mineira em breve.

No entanto, de acordo com a diretora comercial da QR Consulting, Ana Paula Tameirão, recursos ainda precisam ser obtidos para que o movimento entre em ação. 

“A campanha tem um papel social extremamente importante na luta contra o novo coronavírus. Todas as empresas envolvidas no projeto, assim como a QR Consulting, estão doando recursos próprios para alocação de times, dinheiro, compra de material, disponibilização de espaços e diminuição de receita própria, mas precisamos contar com a participação e o apoio de mais organizações para viabilizar os testes nas demais cidades do Brasil”, destaca. 

Por isso, a diretora de assuntos regulatórios da QR Consulting, Maria José Duarte, conta que a empresa busca a consolidação de demais parcerias para que a iniciativa, que já conta com participações de outras instituições envolvidas com saúde, tecnologia e redes de shopping, se espalhe em cidades mineiras e alcance seu objetivo

“Neste momento, estamos em busca de empresas parceiras para fazer o movimento acontecer em Minas Gerais. Trata-se do maior programa nacional de doação de testes, feito pela iniciativa privada, e que irá contribuir com a retomada da economia. Os testes doados serão direcionados a entidades públicas ou filantrópicas e proporcionarão o atendimento para um número maior de pessoas.” 

O movimento 


Com o objetivo de testagem em massa da população, o movimento #2em2 consiste em, por meio da realização de exames e constatação de dados confiáveis e seguros, contribuir para que decisões acertadas sejam tomadas, pelas autoridades no combate ao novo coronavírus

Maria José Duarte, diretora de assuntos regulatórios da QR Consulting(foto: Arquivo pessoal)
Maria José Duarte, diretora de assuntos regulatórios da QR Consulting (foto: Arquivo pessoal)
Dessa forma, Maria José explica que, para isso, a ação visa contribuir para que mais pessoas tenham acesso ao teste. Portanto, a cada teste vendido pelo aplicativo Rappi, um outro exame será doado a hospitais públicos e filantrópicos. 

“Buscamos ampliar a testagem de COVID-19 na população e dar apoio àqueles que não têm condições de pagar pelos testes. Por isso, a campanha leva o nome de #2em2, pois a cada teste comprado, outro será doado.” 

O tipo de exame oferecido é o de sorologia, que configura maior sensibilidade, apresentando precisão acima de 90%, conforme Ana Paula Tameirão.

Além disso, a diretora comercial e de qualidade da empresa aponta que os testes são validados e reconhecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), bem como pelo comitê médico do movimento e pelo laboratório médico-científico da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). 

A coletagem de amostras de sangue para a análise e realização dos exames é feita por profissionais de saúde, entre técnicos de enfermagem, enfermeiros, biomédicos e médicos. Todos eles são contratados e treinados para a testagem em massa. O resultado do exame estará disponível em até três dias úteis

O valor do exame corresponde ao preço de custo, em média cerca de R$ 250, e todo o processo de doação dos testes passa por uma verificação técnica, a fim de que a transparência e legitimidade, quanto ao valor arrecadado, seja garantida. 

* Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram   

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