Publicidade

Estado de Minas CONTA-GOTAS

conta-gotas


postado em 02/02/2020 04:00 / atualizado em 29/01/2020 20:35


Hipertrofia das mamas masculinas
Durante a puberdade, alguns meninos apresentam crescimento exagerado das mamas, que pode persistir até a fase adulta e ser motivo de constrangimento, o que recebe o nome de ginecomastia. “Sessenta por cento dos adolescentes apresentam a condição que surge em razão de uma produção mais alta de estrogênio em relação à testosterona, mas ela pode se manifestar em homens também, prevalecendo em quase 40% deles, com idade entre 25 e 45 anos, e em cerca de 60% com mais de 50 anos”, esclarece o cirurgião plástico André Giannini, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. O médico destaca que, mais do que um incômodo ao se olhar no espelho, a ginecomastia em adolescentes pode ser uma barreira em suas relações pessoais. “O jovem pode sofrer bullying, se sentir inseguro em participar de atividades sociais em clubes ou na praia, bem como ter dificuldades de vestir blusas que marcam o peitoral. Nos casos em que a condição persiste por mais de seis meses, recomenda-se a cirurgia.”

(foto: Andreas Lischka )
(foto: Andreas Lischka )

Óculos de sol com proteção adequada
Apesar de os olhos já terem proteção natural contra os raios ultravioleta, esse mecanismo pode não ser suficiente para combater a intensidade e o tempo de exposição solar e, por isso, são necessários os óculos de sol, que têm como principal função proteger contra a radiação UV e de comprimentos de onda nocivos. Segundo Carlos Sacramento, da Clínica Oftalmológica, em Sumaré, interior de São Paulo, os óculos de sol deixam o ambiente mais escuro e, consequentemente, fazem com que a pupila dilate mais. “Caso os óculos não tenham a devida proteção contra os raios ultravioletas, os raios lesam mais a retina”, afirmou o oftalmologista. Ele defende, ainda, que “usar óculos com a devida proteção é a prevenção que devemos ter em relação à saúde dos olhos”. O oftalmologista recomenda que os óculos sejam usados durante todos os dias, mesmo quando o tempo está nublado. “Caso não haja proteção correta, a luz, que reflete nas janelas, no chão, na areia da praia e até na neve é direcionada para os olhos, prejudicando a visão e ocasionando problemas mais graves, chegando até ao descolamento de retina.”




(foto: Pixabay )
(foto: Pixabay )

Procedimentos estéticos x amor-próprio
Enquanto uns aceitam suas características de nascença, outros optam por aprimorá-las. De acordo com Marena Petra, psicóloga da Clínica Penchel, é possível se amar e, ainda assim, querer mudar algo em si. “Uma pessoa pode fazer alguma intervenção estética no corpo sem que isso signifique que ela não tenha amor-próprio. Muitos realizam esses tratamentos justamente porque se amam e estão em busca da sua melhor versão”, aponta. No entanto, a profissional lembra que é um erro procurar na cirurgia plástica a solução para os problemas. “A busca pela perfeição pode gerar muito sofrimento, pois se trata de uma ilusão. A pessoa que não gosta de nada em si mesma deve procurar atendimento psicológico para compreender melhor o que está acontecendo, não só física, mas internamente”, explica. Segundo Marena, uma intervenção na aparência pode tanto aumentar a autoestima de quem está insatisfeito com algo no corpo como também prejudicá-la caso o resultado esperado não seja alcançado.
 
 

Dicas para fugir da otite de verão
Com a combinação de sol e férias, intensificam-se os casos de otite de verão. A principal causa para esse tipo de infecção é a umidade que fica no ouvido, o que o torna um ambiente propício à proliferação de fungos e bactérias. Segundo a fonoaudióloga Érica Bacchetti, especialista em audiologia da clínica Para Ouvir, caso os ouvidos estejam desprotegidos e neles entre água, a especialista sugere que o indivíduo coloque o dedo no conduto auditivo do lado correspondente ao incômodo, sele bem e incline a cabeça para o lado, de modo a se livrar do inconveniente. Segunda Érica, assim que soltar o dedo, a água tende a sair, por isso, deitar do lado equivalente à água também pode ajudar, afirma. Mas se mesmo após essas dicas a pessoa perceber que a água não saiu ainda, o indicado é procurar um médico otorrinolaringologista para fazer um diagnóstico do problema. “Não indicamos colocar nada dentro do ouvido, como palitos ou hastes flexíveis, que são adequadas apenas para limpeza externa do ouvido. O ideal é procurar um médico mesmo, para que o ambiente não fique úmido e infeccione” afirma Érica.
 
 
(foto: Reprodução da internet)
(foto: Reprodução da internet)
 
Dor de cabeça e crises de enxaqueca no tempo quente
Evitar exposição solar prolongada, manter a hidratação e optar por alimentos mais leves são algumas das atitudes que ajudam a evitar dor de cabeça e enxaqueca. No Brasil, estima-se que 5% da população sofre com enxaquecas. Com as altas temperaturas, as crises e dores de cabeça são mais comuns. Nesse período, o principal motivo dos sintomas é a desidratação, pois a falta de líquido no organismo causa um sério desequilíbrio no processo de entrada e saída de sódio e potássio das células. “Essa condição gera um distúrbio no metabolismo, o que predispõe o indivíduo a sentir dores de cabeça”, afirma Mauro Atra, neurologista do Hcor. Outro fator que pode ser um problema é a claridade. “A maior parte dos pacientes com enxaqueca sofre de fotofobia. Isso os torna extremamente sensíveis à luz. Alguns sofrem ainda de fonofobia e osmofobia, que representam a hipersensibilidade ao som e ao cheiro, respectivamente.” Além disso, no verão, fatores como má alimentação, consumo abusivo de álcool, poucas horas de sono, além do desgaste de longas viagens dentro de veículos com pouca ventilação ou mesmo mudanças bruscas de temperatura causadas pelo contato com ar-condicionado, podem ser apontados como gatilhos para que as dores de cabeça aconteçam.


Publicidade