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Estratégia da experimentação

Escola implanta projeto focado em ampliar o paladar dos alunos, em que todos compartilham diferentes qualidades de frutas de forma lúdica e divertida


postado em 23/06/2019 04:05

Alunos do 1º ano do ensino fundamental do Colégio Magnum Cidade Nova já lancham conforme as novas regras há tempos (foto: Grazielle Macedo/Divulgação )
Alunos do 1º ano do ensino fundamental do Colégio Magnum Cidade Nova já lancham conforme as novas regras há tempos (foto: Grazielle Macedo/Divulgação )

 

 








No Colégio Magnum Cidade Nova, Rosália Lopes, coordenadora pedagógica da educação infantil e do 1º ano do ensino fundamental, destaca que a instituição tem um trabalho intencional com a educação nutricional há tempos, muito antes da lei. “Existe um planejamento envolvendo várias estratégias para que as crianças possam qualificar seus hábitos alimentares. Sabemos que precisamos começar por pequenas mudanças de atitudes, que gerem comportamentos alimentares saudáveis.”

Rosália Lopes conta que a adequação da lanchonete Magnum à nova regulamentação sobre a promoção de educação alimentar e nutricional nas escolas “já teve início, com o envio de um novo cardápio de produtos mais saudáveis, o que vai contribuir, em muito, com o objetivo de melhorar os hábitos alimentares das crianças”.

A coordenadora explica algumas estratégias em andamento, todas focadas em ampliar o paladar dos alunos. “Temos ‘A hora da fruta’, momento em que as crianças compartilham diferentes qualidades de frutas, uma oportunidade para que possam experimentar o que antes nunca quiseram provar, nem mesmo em casa, ou que provaram em situações anteriores e não gostaram, mas, junto com o grupo de colegas, o paladar mudou.”

Outra ação é que, com o trabalho com experimentações nas aulas de culinária, explorando as características de cada ingrediente, observando as transformações ocorridas, os estudantes são estimulados a aceitar um novo alimento. “Participar do processo de forma lúdica, inclusive com as aulas bilíngues, favorece a abertura de experimentar”, lembra a coordenadora.

Rosália Lopes diz que a instituição também tem investido em mudanças nas comemorações de aniversários dentro de colégio. “Sugerimos às famílias que tragam um lanche mais saudável para a festa e proibimos o refrigerante. Também retiramos as lembrancinhas, já que sempre são recheadas de guloseimas, o que impactava em um consumo excessivo de açúcar.”

LIXO

Ela conta que, com as turmas de crianças de 6 anos, o colégio iniciou um trabalho focado na redução do lixo produzido pelo lanche que trazem de casa, o que tem refletido diretamente na incrementação dos hábitos alimentares, “já que as crianças têm cobrado dos pais que não querem mais trazer alguns produtos industrializados, e sim o que é feito em casa”.

Rosália enfatiza que, para a continuidade e o sucesso desse trabalho, é fundamental a parceria das famílias. “Elas precisam se conscientizar de que essa mudança pode dar um pouco mais de trabalho, mas os frutos serão de uma geração mais consciente dos bons hábitos alimentares, pois ela também será o exemplo a ser seguido pelos filhos. As crianças têm de ser educadas não só no que comem, mas na forma como o fazem, como se alimentar em frente da TV ou manuseando equipamentos eletrônicos para se distrair. Dessa maneira, errada, elas nem percebem o que estão ingerindo e não se sentem saciadas.”

A coordenadora lembra que alguns combinados sempre dão certo quanto à preparação e a aceitação das regras, “mas quando há uma quebra e substituição das refeições principais por alimentos fora da hora, isso pode se tornar um problema. A formação e orientação também devem se voltar para a importância das escolhas equilibradas na alimentação e para uma atividade física regular. A escola acredita no esporte como forma de controlar o ganho de peso, e os próprios professores de educação física conversam com os alunos maiores sobre a questão da obesidade”.


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