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Uma questão de saúde

Além da obesidade, a cirurgia é indicada para quem tem sintomas associados, que vão de apneia do sono e diabetes tipo 2 até hérnia de disco, entre outras comorbidades


postado em 21/04/2019 05:05

(foto: Niceia Cruz, de 33 anos, contadora: %u201CPretendo voltar para o muay thai (que abandonei por causa de desgaste no joelho, pelo sobrepeso) e para a dança; quero fazer cirurgia plástica, colocar silicone e comprar roupa tamanho M. Aí entra a parte da vaidade mesmo. Desejo ter o corpo que sempre sonhei e nunca tive%u201D)
(foto: Niceia Cruz, de 33 anos, contadora: %u201CPretendo voltar para o muay thai (que abandonei por causa de desgaste no joelho, pelo sobrepeso) e para a dança; quero fazer cirurgia plástica, colocar silicone e comprar roupa tamanho M. Aí entra a parte da vaidade mesmo. Desejo ter o corpo que sempre sonhei e nunca tive%u201D)

A contadora Niceia Cruz, de 33 anos, relata que nunca foi magra. Mesmo estando sempre às voltas com dietas, reeducação alimentar e nutricionista, o sobrepeso não a abandona. Caçula de oito irmãos, todos com problema com a balança, ela diz que as causas para a obesidade são uma somatória de fatores, de hábitos inadequados a predisposição genética. Ainda assim, Niceia não sofre com autoestima baixa, encara a questão com sabedoria e tranquilidade, mas, no atual momento de sua vida, com 120 quilos, diz que a opção pela intervenção cirúrgica não segue um norte estético, muitos antes, é uma precisão de saúde.
Para ela, essa é a hora certa para melhorar. “Acredito muito nos sinais que recebemos. Comecei a ter pressão alta, apneia do sono grave, fígado gorduroso. Sabia que a cirurgia bariátrica existe, mas não procurava entender, não me esforçava para fazer, não me programava, não colocava como prioridade. Tentava persistir com academia, sem resultado. Sobre a operação, é uma ideia que venho amadurecendo há cinco anos. Conheço pessoas que fizeram, percebi que não fica com cara de doente, que não fica feio. Quebrei o tabu”, pontua.
A partir da orientação de uma endocrinologista, que acompanha Niceia há anos, e com o conhecimento mais aprofundado sobre o assunto, ela teve o impulso que precisava para decidir pela redução do estômago. O procedimento está agendado para maio, e a contadora diz que sua expectativa é positiva. Mostra-se segura em relação à cirurgia, até porque, desde novembro de 2018, vive instantes de preparação, com a realização dos exames necessários e assistência psicológica – vai até tirar férias à época para garantir uma boa recuperação.
“Agora está tudo pronto. Estou com uma ansiedade gostosa, fazendo mil planos, imaginando como será depois. Pretendo voltar para o muay thai (que abandonei por causa de desgaste no joelho, pelo sobrepeso) e para a dança; quero fazer cirurgia plástica, colocar silicone e comprar roupa tamanho M. Aí entra a parte da vaidade mesmo. Desejo ter o corpo que sempre sonhei e nunca tive”, conta ela, que objetiva chegar aos 80 quilos.
Por mais que fosse bem resolvida com a obesidade, Niceia sabe que é uma questão que afeta a rotina, as atividades diárias. “Se me descuidar, tenho muita facilidade para engordar. Com a cirurgia, tenho certeza de que minha qualidade de vida vai melhorar. Digo para meus amigos: ‘Se gordinha sou chata, imaginem magra. Ninguém vai aguentar’!. Meu maior problema é que adoro a danada da cerveja”, brinca.

ENCONTROS Em Belo Horizonte, o Hospital da Baleia promove de seis a 10 cirurgias bariátricas a cada semana, via convênio ou atendimento particular. Com o corpo clínico empenhado em dar suporte a pacientes que necessitam de tratamento, de maneira mais segura e confortável, a unidade de saúde inaugurou, em março, o Centro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e oferece encontros mensais gratuitos de esclarecimento à população. O intuito é que o paciente se sinta amparado e o tratamento seja bem-sucedido, do início ao fim. Entre as temáticas abordadas, além de informações sobre a cirurgia propriamente dita, estão orientações acerca da dieta, cuidados com o corpo, instruções médicas nos pré e pós-operatório, entre outros assuntos. A próxima reunião, aberta ao público, será terça-feira, e os interessados podem se informar melhor pelo telefone (31) 3489-1651.
As instalações do centro contam com três quartos, disponibilizados para pacientes operados na instituição, que une bloco cirúrgico bem equipado e profissionais capacitados e experientes. A equipe é coordenada por Marcos Reis. Outros diferenciais de atendimento no hospital são acompanhamento durante todo o processo com uma equipe multidisciplinar (nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, endocrinologista, pneumologista, anestesiologista e cardiologista, além do cirurgião bariátrico) e disponibilidade de um concierge, responsável por tirar dúvidas, marcar exames, agilizar atendimentos e agendar retornos para quem está em tratamento.
Com técnica moderna, pouco invasiva, confortável, menos arriscada e com respostas otimizadas, hoje a cirurgia de redução do estômago é feita por videolaparoscopia. No Hospital da Baleia, o compromisso é por uma alta rápida e segura. “Nossa média de permanência hospitalar (da internação até a alta) é de cerca de 26 horas”, informa Marcos Reis, reforçando que alimentação e prática de atividades físicas devem ser apropriadas ao pré e pós-operatório. A necessidade de o paciente realizar o pós-operatório em um CTI é muito rara, pontua o especialista. “A incidência de pacientes enviados ao CTI é muito pequena. Na maioria dos casos, um bom preparo pré-operatório evita complicações. A mortalidade é em torno de 0,1% (1 paciente para mil)”.

Serviço

Encontro multidisciplinar sobre o
tratamento cirúrgico da obesidade
l Tema: Qual a melhor opção cirúrgica? Técnicas atuais e resultados esperados
l Data: dia 23, das 19h às 21h
l Endereço: Rua Espírito Santo, 505, Centro
l Entrada franca
l Retirada de ingressos pelo:
https://www.sympla.com.br/ciclo-de-reunioes-multidisciplinares-sobre-o-tratamento-cirurgico-da-obesidade__499875bclid?=IwAR0khnQxLfRgmnnuJlS5jgDzUdDKk8qUojxJ9taBOtBe9UOrJ6gKovcZX6w
l Mais informações: (31) 3489-1651

 


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