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Apreciador de frutas

Depois de certa idade o bebê já demonstra suas preferências alimentares. Oferecer uma variedades de sabores e cores ajuda a estimular desde cedo o paladar dos pequenos


postado em 31/03/2019 05:08

(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

Há um mês no processo de introdução alimentar, José Carvalho de Souza Teixeira Raposo, de 7 meses, já demonstra suas preferências. Não come abacate, uma das frutas preferidas da mãe, de jeito nenhum, e tem interesse por melancia, banana e por frutas mais exóticas, como graviola.
O mingau de aveia com banana também faz sucesso com Zeca, como é chamado pelos pais. E, entre os salgados, o feijão é o vencedor. A designer Daisy Barros de Carvalho, de 34 anos, e o biólogo João Marcelo de Souza Teixeira, de 35, aproveitam para colocar o caldinho em diversos alimentos e estimular o paladar do filho.
Pais estreantes, o casal conta que o processo foi mais difícil do que haviam pensado, o que fez com que investissem em um método misto. “Tinha a expectativa de que seria mais fácil. Ele nem sempre pega a comida por conta própria, mas estamos indo aos poucos. O que ele demonstra querer pegar, deixo que coma com a mão”, conta Daisy.
A introdução de Zeca começou completa: com frutas, carne, verduras e carboidratos. Daisy conta que dá preferência aos alimentos orgânicos e às frutas colhidas no pé, que, por sinal, são as que Zeca mais consome por conta própria. Os pais oferecem na mão do bebê ou deixam na mesinha para que ele escolha os pedaços.

AUTONOMIA João Marcelo é o cozinheiro da família e, uma vez por semana, prepara as papinhas e as congela em pequenos potinhos, deixando tudo pronto para Zeca. A amamentação continua com livre demanda, com exceção de três horas que Daisy passa no estúdio, trabalhando. No início, o filho a acompanhava no trabalho, mas, depois do terceiro mês, se tornou muito ativo e precisou ficar em casa.
No período em que não tem acesso ao leite, não costuma sentir falta, pois é o momento da manhã em que come frutas. Daisy conta que volta para dar o almoço ao filho, mas, de vez em quando, espera que ele coma para retornar à casa. “Ele faz corpo mole quando está comigo, quer na boca. Quando não estou, ele come com mais autonomia. Então, algumas vezes, espero para que ele tenha esse momento.”
Sobre a resistência ao abacate, a designer garante não ter desistido ainda e conta que leu em algum lugar que, antes de decidir que não gostamos de um alimento, precisamos experimentá-lo de sete formas diferentes. “Estou nesse processo de ir apresentando a ele, mas ainda não funcionou”, conta, aos risos.

REFLEXO DE PROTEÇÃO Comumente confundido com um engasgo, o GAG é um reflexo de proteção das vias aéreas do bebê, mecanismo natural para expulsar elementos identificados como perigosos. De acordo com a nutricionista clínica funcional Kelly Luchtemberg Ferro, como o corpo do bebê ainda não está habituado a alimentos sólidos, pode expulsar pedaços maiores e até mesmo a comida pastosa no início da introdução.
O reflexo nos bebês de 6 meses é mais distante das vias aéreas quando comparado a uma criança mais velha, de 1 ano, por exemplo, diminuindo assim o perigo de engasgo, pois, antes que esse se torne um perigo, ocorre o GAG.
O engasgo é a obstrução parcial ou total das vias aéreas e pode ocorrer com as papinhas e com os pedaços de alimentos. Segundo Kelly, uma das vantagens do BLW é que, praticando desde cedo o contato com alimentos sólidos, o bebê tem mais autonomia e destreza para se alimentar.

z Introdução segura

» Alimente o bebê devagar e pacientemente. Encoraje-o a comer, mas não o force. Fale com a criança e mantenha contato visual
» Pratique a boa higiene e o manuseio adequado dos alimentos
» Comece aos 6 meses com pequenas quantidades de comida e aumente gradualmente à medida que a criança cresce
» Aumente gradualmente a consistência e a variedade dos alimentos
» No caso do BLW, alimentos redondos e pequenos não são indicados no início. Entre eles, amendoim, uva-passa, uva inteira, pipoca, sementes e castanhas
» Aumente o número de vezes em que a criança é alimentada: de duas a três refeições por dia para bebês de 6 a 8 meses, e de três a quatro para crianças de 9 a 23 meses, com um a dois lanches adicionais, conforme necessário.
» Não ofereça açúcar até os 2 anos, não faça uso de sal nem oferte suco (mesmo naturais), leite e derivados até 1 ano

z Dez passos para uma dieta saudável

» 1 – Apenas leite materno até os 6 meses, sem oferecer água ou quaisquer outros alimentos
» 2 – A partir dos 6 meses, introduzir lenta e gradualmente outros alimentos, mantendo o aleitamento materno até os 2 anos de idade ou mais
» 3 – Após os 6 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia se a criança receber leite materno, e cinco vezes se estiver desmamada
» 4 – A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando a vontade da criança
» 5 – A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. É recomendado aumentar gradativamente a consistência
» 6 – Oferecer à criança diferentes alimentos todos os dias. A alimentação variada é também colorida
» 7 – Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições
» 8 – Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação
» 9 – Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos e garantir armazenamento e conservação adequados
» 10 – Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo a alimentação habitual e os alimentos preferidos e respeitando sua aceitação

Fontes: Ministério da Saúde/Organização Pan-Americana da Saúde (MS/OPAS) e Sociedade Brasileira de Pediatria



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