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Praticidade e consciência financeira e ambiental


postado em 24/02/2019 05:08

Murilo Miranda, de 26 anos, optou por ter poucos bens materiais(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )
Murilo Miranda, de 26 anos, optou por ter poucos bens materiais (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press )




Ao chegar à casa do empresário Murilo Miranda, de 26, onde mora com a mãe, é possível ver a diferença gritante entre o quarto dele, clean, e a sala, decorada pela mãe. Eles são opostos: ela gosta de encher a casa de adornos; ele prefere o mínimo. O jovem pode ser definido com uma palavra: prático. Ele vive com o essencial e sempre foi assim. Sem que ninguém tenha lhe ensinado isso, entende que quando se tem muitas coisas, mais tempo se perde com elas. “Nunca tive paciência para cuidar de objetos. Quanto menos tiver, menos trabalho tenho”, explica.

No quarto dele, um visual simples, paredes brancas, sem quadros nem nada. Há apenas a mesa do computador, a cadeira, algumas caixas, nas quais organiza peças do PC, cabos e livros. O armário embutido também é branco e guarda poucas roupas, além de algum chocolate e um pote de suplemento proteico. A escassez de coisas que considera inúteis faz com que a arrumação do próprio quarto seja muito rápida. Garante que sempre sabe onde tudo está e nunca sofre procurando nada.

Murilo estima que tenha cerca de 15 blusas (entre camisetas, camisas e blusas de frio). Quanto a calçados, tem dois tênis “velhinhos”. A mãe reclama, diz que ele devia comprar novos. Mas, enquanto não estiverem rasgados ou com buracos, ele segue usando os mesmos. “Só compro algo novo quando realmente preciso”, afirma.

O dinheiro que economiza gasta em viagens. No último ano, passou 21 dias inesquecíveis na Austrália. De lá, trouxe alguns doces para colegas, e só. Nenhum suvenir de recordação, nem mesmo um ímã de geladeira. “Tirei muitas fotos e elas já valem como lembrança. Mesmo em viagens, economizo para fazer a próxima”, conta.

Além de não querer perder tempo com o que não precisa e de gostar de economizar, Murilo também tem consciência ambiental: “O consumismo é um problema para o meio ambiente. Tem gente que compra celular todo ano, por exemplo, e o lixo que isso gera é absurdo”. Ele conta que, de vez em quando, come em fast food, mas sempre fica com a consciência pesada por conta da quantidade de caixinhas de papelão, canudos e copos descartados.

A DOENÇA DO TER  

Pessoas que acumulam muitos objetos, a ponto de afetar o próprio bem-estar, precisam de tratamento. “Os acumuladores podem sofrer de transtorno obsessivo compulsivo (Toc) e devem procurar ajuda profissional”, explica Suely Guimarães. “A principal característica do transtorno é o entulhamento de coisas inúteis; às vezes, quartos inteiros estão cheios de objetos que não têm utilidade alguma”, acrescenta a médica.

A situação pode chegar a níveis extremamente complicados, em que não só a vida da pessoa fica comprometida, mas a de todos que convivem com ela. Nesses casos, o tratamento psicológico é necessário e, em casos mais extremos, medicamentos também podem ser usados. “Com a terapia, a pessoa percebe que é possível se livrar de algumas coisas”, garante Suely.



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