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Estado de Minas

Brincadeira em família

Resgatar formas de diversão envolvendo toda pais e filhos é fundamental para fortalecer vínculos entre eles e para o desenvolvimento físico e mental dos pequenos


postado em 13/01/2019 05:06

Mãe de Gabriel, de 2 anos e meio, e de Guilherme, de 6 meses, Mariana Navarro conta que decidiu trabalhar somente meio horário para dedicar mais tempo aos filhos(foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)
Mãe de Gabriel, de 2 anos e meio, e de Guilherme, de 6 meses, Mariana Navarro conta que decidiu trabalhar somente meio horário para dedicar mais tempo aos filhos (foto: Beto Novaes/EM/D.A Press)

Amarelinha, pique-esconde, polícia e ladrão, futebol, queimada, Lego e quebra-cabeça. Essas são algumas brincadeiras que há anos encantam e incentivam a meninada, uma vez que exploram o lúdico, além de permitir que a criança faça atividade física e se relacione com outras pessoas. Contudo, com a modernidade, essas brincadeiras estão sendo trocadas pelo computador, celular, tablets e pela televisão.

Se, antes, a criança podia brincar na rua, sem se preocupar com a violência ou outros fatores, agora este cenário mudou. Dessa forma, é essencial que os pais incentivem essas brincadeiras e que tirem uma parte de seu tempo para brincar com os filhos, construindo momentos que podem ficar na memória e no coração para sempre. Além de ser alternativa mais saudável que os jogos de videogame, televisão ou computador, isso permite que se estabeleça um vínculo entre pais e filhos.

A servidora pública Mariana Navarro Paolucci tem dois filhos – Gabriel, 2,5 anos, e Guilherme, de 6 meses. Ela conta que, com a chegada dos filhos, decidiu trabalhar só meio período, para ficar mais tempo com eles. Ela lembra que nem todos os pais são capazes de fazer isso, mas considera fundamental passar um tempo junto de Gabriel e de Guilherme. “O brincar é a nossa atividade diária na parte da tarde. Com isso, acredito que crio memórias importantes para meus filhos e, consequentemente, crio laços com eles que, assim espero, ficarão para a vida toda”, conta.

Entre as brincadeiras favoritas de Gabriel estão o quebra-cabeças, blocos de montar e esconde-esconde. Além disso, Mariana gosta de passear em praças e parques, pois, além de brincar com bicicleta e velotrol, eles podem interagir com outras crianças. “Sempre tento variar e criar brincadeiras para manter as crianças interessadas.” E a diferença de idade entre os dois não é um problema para Mariana, que sempre tenta envolver o caçula nas brincadeiras. “Quando estou só com o Guilherme, procuro brinquedos adequados para a idade e brinco junto com ele, conversando e ensinando sobre as formas e as cores.”

BENEFÍCIOS Na visão de Mariana, a infância é uma fase da vida em que as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento físico e mental dos pequenos. Por meio dessas atividades, a criança passa a desenvolver a criatividade e o senso cognitivo e social. A servidora pública também considera que a infância “é um lugar que visitamos durante a vida toda”, o que facilita e muito no momento de pensar em brincadeiras e atividades para fazer com seus filhos.

Mariana percebe que, atualmente, as redes sociais e outras tecnologias têm tomado conta de um tempo grande na vida das pessoas, o que pode atrapalhar as relações sociais e, até mesmo, a construção do vínculo entre pais e filhos. Brincar pode parecer uma atividade muito simples, mas não é. Demanda tempo, dedicação, atenção e é preciso resgatar a criança que existe dentro de cada um. “Por mais que seja uma atividade que exige tempo, é algo que vale a pena. A infância passa rápido e, num piscar de olhos, não temos mais essa oportunidade. É importante saber aproveitar esse tempo e se divertir.”

* Estagiária sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares


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