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Estado de Minas

Empréstimo é facilitado nas cozinhas


postado em 25/03/2019 05:05

O beneficiamento e a comercialização do pequi fora do período de safra são fomentados pelos financiamentos do sistema de microcrédito. No município produtor de pequi, existem 700 pessoas atendidas pelo sistema de pequenos financiamentos facilitados, que lançaram R$ 3,095 milhões na economia local em 2018. A “mãozinha” do programa ajuda agricultores extrativistas como Maria dos Anjos Ferreira da Silva, a “dona Nenem”, de 40 anos, moradora de Japonvar.


Dona Nenem conseguiu empréstimo de R$ 5 mil do microcrédito, usados na conclusão de uma unidade de beneficiamento do na comunidade de Cabeceiras, onde mora, a três quilômetros da sede urbana. “O dinheiro me ajudou muito. Antes, eu trabalhava com o pequi debaixo de uma árvore. Agora, temos um galpão e um fogão industrial para preparar a polpa de pequi”, conta a produtora.


Na safra 2018/2019, Maria dos Anjos produziu 4 mil quilos de pequi em caroço e 500 quilos de polpa. Atualmente, ela trabalha com a produção da castanha de pequi. A pretensão é ofertar 200 quilos de castanha de pequi, mas a meta já foi superada, alcançando mais de 300 quilos.


A produtora conta que trabalha com o microcrédito há nove anos. “Na primeira vez peguei R$ 500 para comprar quatro porcos”, disse dona Nenem, acrescentando que engordados, após um ano, os quatro suínos foram vendidos a R$ 2 mil. “Esse microcrédito é abençoado. Ajuda a gente demais”, diz a moradora de Japonvar.


Outra agricultora extrativista que recorreu ao microcrédito para incrementar o beneficiamento do pequi e elevar a renda durante todos os meses do ano foi Vicentina Bispo de Almeida, a “Tina”, de 62, moradora de Januária, também no Norte do estado. Ela fez um empréstimo de R$ 1,5 mil no fim de 2018, usados para compra de insumos, principalmente, e de embalagens.


Tina produz diversos derivados do fruto-símbolo do cerrado como a farofa, o “petisco” (polpa desidratada) e um condimento de pequi, além de comercializar a castanha. Também prepara o “picado de arroz com pequi”, prato que vende em feiras. Na última safra, ela adquiriu 300 quilos do produto in natura para produzir os derivados no restante do ano. (LR)

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