Jornal Estado de Minas

Psicologia positiva

Sentimento de segurança

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Estamos num momento difícil demais, todos concordam. Obstáculos, perdas e sem visão de um momento em que a pandemia vai terminar. Isso gera INSEGURANÇA. Essa sensação de não ter a proteção devida, mesmo aos que estão imunizados já, ou para aqueles que têm emprego e os negócios vão bem, não temos a certeza de que estamos livres desta situação de pandemia.





O que gera dentro de nós diante de um grande medo? Lutar ou fugir. E muitas vezes, até mesmo, paralisar. Onde você se encontra nestas categorias – lutar, fugir ou ficar paralisado diante do medo?

Não importa em qual delas, todos ativam nosso Sistema Nervoso Autônomo que nos leva a nos defender e sentir que não estamos seguros. Podemos dizer numa linguagem mais científica que todos estão ativados, com medo. E muitos já cansados estão desativados e congelados no medo.

Portanto, numa visão global, estamos todos em sofrimento crônico com este mal. Mesmo os vacinados como disse, não têm a garantia do 100% de livramento. Quem está seguro? Somente quem está alienado ao perigo que sofremos há mais de um ano.

O que fazer? Expectativa versus realidade, criar uma forma de se sentir mais seguro. Como? Parece incrível, mas temos esta capacidade sim. Criar um campo de recursos internos e poder em alguns momentos do dia descansar de ficar em luta, ou fuga, ou congelado.



Nosso corpo é capaz de se lembrar de algo bom, de uma lembrança passada do abraço da mãe. Do carinho da vovó, da praia linda que acalma, dos pássaros ou de sua cama confortável num dia de inverno...

Podemos criar um ambiente seguro também através de sensações físicas, percebendo nosso corpo, nossa respiração, nossos pés ancorados ao chão, nossas costas que se recostam numa cadeira confortável.

O importante, temos recursos de memórias já aprendidas que podemos buscar e sentir as sensações em nosso corpo, por alguns minutinhos, corporificando o bem-estar outra vez. Isso desativa aquele sistema de alerta do nosso cérebro autônomo e nos devolve, ainda que seja por momentos, uma sensação de pertencimento ao momento presente.

Você pode treinar através de meditações de mindfulness ou meditações guiadas. Existem muitos aplicativos que você pode recorrer e fazer uma pausa. Ou até mesmo buscar um hobby que o faça se sentir presente no momento.





O importante é saber que nosso corpo pode se autorregular com exercícios simples de estar presente no aqui e agora, técnicas de “yoga nidra”, técnicas meditativas podem ajudar você a aprender.

A ficar um tempo em segurança, dentro de si mesmo, recuperando seu equilíbrio. Para lutar precisamos de um tempo de autorecolhimento e nutrição emocional.

Conta a lenda do Rei Artur que Merlim o prendeu a uma caverna em pleno verão. O garoto que estava sendo treinado pelo mestre pergunta “Por que devo ficar aqui dentro em pleno verão, mestre?” Ao que o senhor sábio responde: “Meu filho, você consegue imaginar como está a floresta toda florida e cheia de frutos gostosos? Consegue imaginar os riachos que poderia se banhar? Consegue imaginar o sol secando sua pele?”

O menino responde que sim. O mestre então lhe diz que haverá tempos de inverno e guerra, em que ele, como rei, terá que convencer seus soldados a se recolherem e preservarem seu descanso para uma próxima batalha... e só o conseguirá porque um dia conseguiu imaginar um futuro melhor.

Espero que você possa imaginar um futuro melhor, que se recolha no aqui e agora e respire profundamente, com um bom propósito de vida, sonhe um sonho bom... e com segurança se aconchegue neste momento em si mesmo, recuperando sua paz interior.

audima