Jornal Estado de Minas

DA ARQUIBANCADA

América vive 2023 de oscilação, falta de sorte e fragilidade



Então, é isso: a gente ganha do Inter de 2 a 0 parecendo um time gigante e corrige a rota no Brasileirão, com três pontos em cima do Fortaleza e fazendo o dever de casa.

A semana começa e o pensamento é bem positivo: tem Sul-Americana já na terça-feira e vamos com tudo, mantendo a sequência.





Um primeiro gol rápido e um jogo que se mostrava tranquilo. “Agora, vai”, pensam os torcedores já fazendo cálculos para a primeira colocação no grupo. Quem sabe chegaremos longe?

Nada disso. Do nada, meio que sem explicação, o América faz o que fazia de melhor antigamente: perde para ele mesmo, para sua falta de concentração e frieza.

Um jogo com várias reviravoltas e, por fim, mais uma derrota injustificável, doída e desanimadora, que nos deixou, infelizmente, muitíssimo longe da classificação, quase impossível agora.

Eu queria poder explicar, mas não consigo. O único ponto que constato é: parece mesmo que o time alternativo tinha mais garra que o titular. E, por mais que Benitez e Boi Bandido façam uma diferença absurda, sozinhos eles não resolvem tudo.





Depois, o time acabou virando uma mistureba de pelada, com seis jogadores ofensivos, o que não melhorou o poder de fogo no ataque.

Aliás, bagunçou lá atrás e os gols que tomamos mostraram uma fragilidade incrível na cobertura dos volantes, que deixaram os argentinos chegarem para chutar de longe.

Agora é catar os cacos mais uma vez (o que tem sido uma constância na temporada) e achar forças sei lá de onde para enfrentar o líder Botafogo, no Rio de Janeiro.

O meu alento é que o Coelho é meio doido mesmo. Jogamos bem geralmente com o alvinegro carioca e, quem sabe, uma vitória inesperada traga mais tranquilidade na sequência.

Em algum momento, este ano, vamos precisar fazer o diferente e parar de oscilar. O torcedor está ficando confuso, mas, como ele é genuinamente clubista (e eu também), a esperança ainda permanece.

Estamos vivos na Copa do Brasil e vamos atrás de classificar. No Brasileiro, imagino, o objetivo é apenas não ser rebaixado. Deus salve o América!