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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

Que o América trate a estreia como final de Libertadores

Uma vitória sobre o Independiente del Valle pode ser o divisor de água para avançar na competição neste grupo tão competitivo


06/04/2022 04:00

Que o técnico Marquinhos Santos e nosso Coelho estejam numa noite iluminada ao estrear no maior torneio das Américas
Que o técnico Marquinhos Santos e nosso Coelho estejam numa noite iluminada ao estrear no maior torneio das Américas (foto: JUAREZ RODRIGUES/EM/D.A PRESS - 9/12/21)

As fases da chamada pré-Libertadores, que na verdade já são verdadeiras guerras de mata-mata, talvez até mais difíceis que alguns jogos da fase de grupo, ensinaram muito ao América. Eu diria que, além disso, calejou o time e a torcida com um cartão de visita do peso que é esta competição.

Arriscaria até mesmo a afirmar que chegamos muito mais fortes assim do que se estivéssemos entrado direto na fase de grupos. Seria destino? Bom, eu só sei que sofrer (e vencer) é a tônica deste torneio e o Coelho já sentiu o gostinho. Agora, é hora de saborear o que vem de melhor – e sem medo de ser feliz.

Pense bem, torcedor. Nós já temos garantidos seis jogos internacionais desta taça que é mundialmente conhecida. Sabemos da nossa força, mas entramos sem qualquer obrigação. Por isso, a única coisa que resta é apoiar incondicionalmente. Se a sua ficha ainda não caiu, lembre-se que estamos agora onde os gigantes estão. E isso já é motivo de orgulho!

O América tem mais um dia histórico e, de novo, talvez o mais importante até aqui. Grande responsabilidade? Sim. Mas isso não precisa ser revertido em tensão ou nervosismo. O adversário, embora nem tão grande quanto o Barcelona genérico que enfrentamos, também vem do Equador. Esses times são aguerridos e sabem jogar fora de casa.

O que precisamos, então, antes de qualquer tática? Precisamos da torcida superpresente e os jogadores comendo grana como se esta fosse final. Afinal, com o perdão da repetição fonética, uma vitória neste primeiro jogo pode ser o divisor de águas da nossa condição no grupo, principalmente por conta dos duríssimos confrontos que teremos contra nosso rival preto e branco.

Hoje é dia de o torcedor acordar e contar as horas para viver o que sempre sonhou, que é estar ao lado dos grandes da América do Sul, com a maior projeção que poderíamos ter – e que, na verdade, nem imaginaríamos que viria tão rápido. Quem se lembra que no Brasileiro do ano passado amargamos várias rodadas na zona de rebaixamento?

Volto a repetir que é hora de saborear. A cabeça está tão na pilha que é difícil e inútil falar em tática, escalação ou detalhes técnicos. Mesmo com suas limitações, esse time parece ter nascido para jogar a Libertadores.

Do goleiro ao técnico, vamos somente apoiar, já que deu certo até agora. De todas as surpresas que o América nos deu recentemente, a maior delas vai tomar corpo, ou melhor, campo, nesta quarta-feira, às 19h, no nosso estádio. Aguenta coração, e vai Coelhão!



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