O governo brasileiro, nas três esferas (União, estados e municípios), via de regra trata muito mal seus cidadãos, o que é no mínimo paradoxal, já que é quem lhe banca a existência e a fartura. Aliás, a famosa frase “do povo para o povo”, só é exercida na hora da candidatura e do voto, porque depois, meu amigo, minha amiga, nem sombra disso.
Quanto mais pobre, no Brasil, mais indigna é a vida e mais cruel o tratamento dos governantes. Aos menos favorecidos falta tudo: saúde, educação, alimentação, segurança, moradia, saneamento básico. E não, o fato de ser rico não garante tratamento melhor, ao contrário. Ter dinheiro apenas significa pagar pelo que o Poder Público cobrou e sonegou.
Para piorar, há uma guerra santa entre o setor público e o privado. De um lado, quem trabalha e produz. De outro, uma máquina de moer gente e empresas, que suga cada centavo da iniciativa privada, sob o argumento de “organizar” a sociedade. O Estado que tudo pode e nada produz é o mesmíssimo Estado que nada entrega e tudo consome.
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O Governo Federal atual se esconde sob uma desastrada decisão anterior e lava as mãos. O Governo Estadual mostra-se covarde e abandona o discurso de desenvolvimento e facilitador do ambiente de negócios. O Governo Municipal, por sua vez, coloca-se na situação de espectador, esperando que algo de bom lhe sobre ao final.
Do outro lado do balcão, gente desesperada por poder trabalhar e estudar. Pais de famílias à beira do desemprego. Empresários à beira da falência. Uma sociedade à beira de retroceder 80 anos, por pura incapacidade de gestão - e medo! - de quem foi eleito e recebe salário para cuidar, e não humilhar e fazer troça, daqueles que o sustentam.
ALÔ, ZEMA, CÂMBIO
Não há uma única vírgula que explique o fechamento do aeroporto. Nenhuma! Zero! Não há uma única vírgula que explique a não aceitação, pelo senhor governador Romeu Zema, temporária, até uma futura concessão, do aeroporto. Aliás, esperar algo de Brasília é querer demais. Mas ser abandonado dessa forma infame pelo governo mineiro?
Menos pior que uma frente parlamentar tenta levar alguma luz à escuridão que se abateu sobre o Palácio Tiradentes. Sinceramente, custo a acreditar no que estou assistindo. Gente que eu tanto prezo e admiro se comportando como medíocres acomodados. E não. Não tenho o menor interesse pessoal nessa treta. Todos que me conhecem sabem disso. Mas não suporto, e todos que me conhecem também sabem disso, assistir a esse massacre, digno do mais retrógrado Estado, à iniciativa privada, outrora tão defendida por quem eu orgulhosamente votei.