Jornal Estado de Minas

OPINIÃO SEM MEDO

Cessar-fogo: como noticiá-lo de forma adequada e honesta


O Hamas, grupo terrorista financiado pelo Irã que domina Gaza desde o golpe contra o governo eleito pelos palestinos e que prega a destruição de Israel e de todos os judeus e “infiéis” pelo planeta, pediu ao Egito que intermediasse um cessar-fogo com o governo israelense após semanas de lançamentos diários de foguetes contra a população de dezenas de cidades de Israel, que, por sua vez, concordou em interromper os contra-ataques às instalações militares ocultas em escolas, hospitais e edifícios comerciais e residenciais.





Mais uma vez, portanto, após causar pânico e destruição em Israel, obrigando milhares de pessoas a viverem sob intenso medo e ansiedade extrema, sobretudo crianças e idosos que, por várias vezes ao longo dos dias e das noites têm de correr para abrigos antiaéreos, bem como ter feito o Estado judeu gastar milhões de dólares por dia - e por dias! - com o sistema antimísseis conhecido como Iron Dome, sem jamais esquecermos das vítimas fatais palestinas usadas como escudos humanos, além da devastação pelos bombardeios israelenses contra alvos militares, o grupo terrorista fez jus aos milionários aportes financeiros que recebe para manter o conflito na região, e agora, como sempre, pede uma trégua até que retorne ao seu objetivo estatutário: a eliminação de Israel e o afogamento dos judeus no mar.

Qualquer pessoa decente e com princípios humanitários se alegra com o anúncio do cessar-fogo. Qualquer israelense, seja judeu, cristão ou muçulmano, também comemora a paz ainda que saiba ser temporária. Qualquer palestino escravizado e subjugado pelos terroristas sanguinários, igualmente respira aliviado. O mundo ocidental, às voltas com a pandemia do novo coronavírus e suas consequências sociais, políticas e econômicas, tem uma amolação a menos para se preocupar. Os terroristas, cansados e devastados, terão tempo para respirar, produzir novos foguetes, engordar o caixa e planejar novos atentados. 

Nessa história toda, apenas o governo israelense não ganha nada com o acordo, já que terá de continuar, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês, 12 meses por ano, para sempre, como faz ininterrupta e incansavelmente desde 1947, a garantir a sobrevivência dos judeus no único lugar do mundo em que jamais serão perseguidos, humilhados, roubados, violentados e assassinados, por quem quer que seja e pela desculpa que for, ainda que isso desagrade muita gente.

audima