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Documentário convida homens a falar sobre o que nunca pôde ser dito

O silêncio dos homens, produzido pelo grupo Papo de Homem, mostra que o silêncio observado entre os homens não é uma grande conspiração masculina, é como foram criados


postado em 27/10/2019 04:00 / atualizado em 25/10/2019 19:55





Se você ainda não assistiu ao documentário O silêncio dos homens, produzido pelo grupo Papo de Homem, procure no YouTube. Um grupo de 500 homens de todo o mundo convida outros homens para conversar e falar sobre tudo aquilo que nunca pôde ser dito. O que chamam de homens possíveis.

A igualdade civil, o direito ao voto, ao estudo, ao trabalho, o direito à liberdade sexual a partir do advento da pílula anticoncepcional e até mesmo o fato de colaborar nas despesas familiares fortaleceram e mudaram a mulher. E o homem? A proposta é entender também as consequências disso para eles.

O que significa ser homem é uma questão e, agora, através deste trabalho do grupo Papo de Homem, pretende-se retificar posicionamentos como assédio, machismo, repressão da sensibilidade. A intenção é não viver uma guerra contra as mulheres, mas entender que ambos precisam entender suas posições de forma solidária sem abusos e uso de força. A proposta é promover uma mudança comportamental necessária para deter esta violência ainda crescente na sociedade.

O grupo Papo de Homem é uma iniciativa de homens sobre sua condição e dificuldades de ser um homem numa sociedade que se transforma incessantemente. Em 2016, o primeiro documentário com pesquisa escutou mais de 20 mil pessoas. Ele mostrou que sete em cada 10 homens não falam sobre seus maiores medos e dúvidas com os amigos.

O mesmo fenômeno nas rodas de conversa há mais de 10 anos. E, à medida que se aprofundaram no estudo sobre masculinidades, observaram como esse silêncio está na raiz de vários outros problemas. Violência doméstica, ausência de mulheres em posições de poder na política e economia, assédio, altíssimas taxas de suicídio, homicídio, mortes no trabalho e encarceramento entre os próprios homens.

Silêncio emocional, verbal, social, tanto individual quanto coletivo. Estamos falando de uma rigidez psicológica, que se torna um vulcão quando associada aos "mandamentos da masculinidade": ser bem-sucedido profissionalmente, não agir de modos que pareçam femininos, não levar desaforo pra casa, dar em cima das mulheres sempre que possível e não expressar emoções, entre outros.

O silêncio observado entre os homens não é uma grande conspiração masculina, é como foram criados. A maioria foi treinado para sufocar o que sente, aguentar o tranco e peitar a vida, como machos. Acontece que essa maneira de existir e estar no mundo tem causado danos – para as mulheres, para os homens.

Será preciso ter coragem de repensar uma paternidade ativa. O homem em muitos países ainda não toma para si o fato de ser pai e ter tanta obrigação com seu filho quanto a mãe.

A educação sexual foi prejudicada pela dificuldade do pai em dialogar sobre o tema com o filho adolescente, que procura informação consumindo material pornográfico de forma equivocada, pois se identifica com desempenhos estereotipados e muito distantes de uma relação sexual afetiva e amorosa.

Atualmente, muitos homens lidam com algum tipo de distúrbio emocional, como ansiedade, depressão, insônia, vício em pornografia e, em seguida, vícios em álcool, drogas, comida, apostas e jogos eletrônicos.

O fechamento emocional atua como uma camisa de força para muitos homens, tornando ainda mais difícil tudo que enfrentam no dia a dia. Os homens sofrem, calados e sozinhos. Este é um movimento de homens comuns e de coragem.

Esse documentário foi o primeiro realizado pelo Papo de Homem, pela Zooma Inc, e Monstro Filmes com apoio da Natura Homem e Reserva, além do apoio Institucional da ONU Mulheres e a Campanha Eles por Elas. É um convite para abrir corações e termos conversas sinceras com amigos, amigas, esposas, esposos, familiares, filhos, parceiros de trabalho. É um chamado para a responsabilidade, pelo cultivo do futuro que queremos. Entre no site do Papo de Homem para participar deste progressivo e importante movimento.

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