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Estado de Minas Comportamento

Parabéns, meu amor!

"A medida em que nos desenvolvemos como indivíduos e nossa relação de casal se torna melhor e mais produtiva"


11/07/2021 04:00

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)

 
Hoje, dia 11 de julho de 2021, meu marido completa 63 anos. Nunca me interessei por pesquisar características de signos do Zodíaco, ascendente e descendente astrais. Então, não sei o quanto canceriano ele é ou deixa de ser. Só posso garantir uma coisa. É único, o que não o difere de nenhum de nós a não ser por ter atitudes inusitadas às vezes. 
 
Ele tem características que o tornam um personagem por onde passa. Com a cara mais natural do mundo, faz aquelas perguntas que todos querem fazer e não têm coragem e acaba ouvindo respostas de todo tipo. Chega a assustar as pessoas pela capacidade que tem de fazer amigos até os mais inesperados, dos formais aos esculachados, dos presidentes de grandes empresas a profissionais de baixo escalão, pois todos têm o que expor, algo sobre o que conversar e bem. 
 
Essa facilidade lhe rende a fama de poliglota. Fala todas as línguas possíveis, sem dominar de fato nenhuma além do português. Chega a contar piadas em inglês, espanhol, italiano, francês e consegue levar os ouvintes às gargalhadas. Na mesma linha se encarrega de planejar as viagens de nossos grupos de amigos e familiares. É da responsabilidade dele fechar os passeios, os descontos nas barracas de praia, os quartos de hotel.
 
Costuma recorrer a frases antigas como “tô vendendo o almoço pra comprar a janta”, “menino bobo é que acha canivete”, “só realiza quem sonha” quando conta casos e causos, sejam verídicos ou nem tanto, nos quais a figura central costuma ser o pai, morto há muitos anos, mas que por ter nascido no interior e trabalhado na roça teve a vida recheada de histórias.
 
Nos conhecemos ainda bem jovens, através de amigos em comum. Eu nos idos de meus 16 anos e ele com 21. No início, pouco me interessou, muito menos eu a ele. Mas a convivência nos fez começar a namorar cinco anos depois, ou melhor, eu comecei a namorá-lo um ano antes de ele reconhecer que aquilo poderia ficar sério. Este ano, fizemos 32 anos de casados, com dois filhos homens, o mais velho com 27 e o mais novo 25 anos.
 
Ao longo de minha vida, sempre admirei casais mais velhos que andavam de mãos dadas, capazes de manifestações de carinho em público. Somos do tipo que vive na mesma casa, dorme na mesma cama, tem conta conjunta, às vezes embaralha as meias, os chinelos e principalmente as tarefas e papéis. De altos e baixos, mais altos que baixos, nos enquadro nesta pequena parcela dos que, ao que tudo indica, chegarão ao final com a frase “viveram felizes para sempre”. 
 
Parece-lhe perfeito? Claro que não, pois é real e não um conto de fadas. À medida que amadurecemos, nos desenvolvemos como indivíduos e nossa relação de casal se torna melhor e mais produtiva. E certamente conseguimos isso porque, entre outras coisas, alternamos poderes e cedemos ora um, ora outro para que nem um nem outro seja sempre subjugado ou dominado. Fato é que tirei a sorte grande, sem dúvida, pois no meio de bilhares de homens encontrei e conquistei o melhor de todos. 

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