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Estado de Minas Comportamento

Fazer um novo tempo

Por si só muda e nos muda na vida cotidiana%u2019


10/01/2021 04:00

(foto: Pixabay)
(foto: Pixabay)

 
São inúmeras histórias e estórias que ouvimos pelas vozes de professores, escritores, amigos, desconhecidos, que narram episódios hipotéticos ou não, criados ou ocorridos de fato, mas todos factíveis, que tanto confrontam justiça e injustiça, fora dos meandros da lei escrita, como confrontam ação transformadora e boas intenções, que por motivos variados não se concretizam na vida cotidiana.
Discussões que podem ser muito frutíferas em tempos atuais onde se tem dúvida do que se deve e se pode fazer para mudar aquilo que por si só muda e nos muda, queiramos ou não.
 
A questão é: o que fazer para sermos justos, como atuar quando todos buscamos fazer a diferença num momento em que concordamos que novos rumos estão sendo traçados, mesmo que forçados? Estamos mudando porque algo nos está obrigando a mudar. Estamos mudando nossa forma de nos relacionar com tudo e com todos, transformando nossa forma de ver e atuar junto a tudo e todos, assim como nossa relação com o corpo, o meu e o do outro, também é outra.
 
Nosso comportamento no privado e no social nunca foi tão mexido, ainda que as estruturas permaneçam as mesmas. E teremos que refazer muitos hábitos e encontrar maneiras mais próximas de nos tornar os seres e sociedades melhores. Caso contrário, vamos sucumbir? Não, apenas permaneceremos no passo lento que há muito tempo nos deixa o fracasso como retrogosto.
 
Então, que aproveitemos a onda e mudemos para não ficar para trás. Não digo ficar para trás desta ou daquela cultura, deste ou daquele país já tido como desenvolvido e que vem se saindo melhor que nós contra o inimigo comum, mas atrás de nossa evolução como seres humanos e humanizados.
 
Justiça é um conceito abstrato, o que o torna complexo por mais simples que possa parecer porque esbarra naquilo que nos interessa e beneficia individualmente versus o equilíbrio social de forma imparcial. Como lutar pela igualdade quando somos tão diferentes, ou melhor, nos enxergamos desiguais principalmente com base no que valorizamos e priorizamos como importante e essencial?
Não há justiça sem ação, assim como boas ideias e boas intenções muito pouco contribuem quando nada é feito para concretizá-las. Não há justiça quando não estamos dispostos a ceder e aceitar que somos os maiores responsáveis pelo que nos acontece individualmente e que até nossas pequenas atitudes influenciam o todo. A pandemia tem colocado em pauta todas essas discussões, mas quando iremos de fato experimentá-las na prática?

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