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Estado de Minas COMPORTAMENTO

Em busca do equilíbrio

Como sempre, era esperado das mulheres dedicação à família e à casa. O fato de os homens estarem despertando para esses valores chama a atenção%u2019


27/12/2020 04:00 - atualizado 27/12/2020 08:04

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)

 
Deparei-me com um levantamento realizado por um site de relacionamentos que dizia terem as mulheres uma postura mais prática em relação à vida amorosa do que os homens. Eles estariam colocando em primeiro lugar o casamento e os filhos, acreditando que se encontraria neles a chave para a felicidade. Por outro lado, as mulheres já não teriam tanta certeza disso. Essa pesquisa foi realizada com 19 mil pessoas, que responderam ao questionário sem que fosse preciso se identificar, o que, para os seus idealizadores, garante a autenticidade das respostas. 
 
Mudanças de comportamento dos dois gêneros não são novidade, assim como a alternância de papéis entre o masculino e o feminino. Não que acredite que eles e elas tenham tido o interesse de mentir. Apenas penso que o maior problema é como interpretar o que disseram: eles acreditam no amor à primeira vista como um grande indicativo de que o relacionamento vai dar certo; demonstram mais interesse que elas em ter filhos; quando comprometidos, têm menos interesse em fazer programas que não as incluam, e por aí vai.
 
Como sempre, era esperado das mulheres dedicação à família e à casa. O fato de os homens estarem despertando para esses valores, de uma forma diferente de seus ancestrais, e assumindo-os publicamente chama a atenção. Mais do que acreditar que eles atualmente estão mais sensíveis e amorosos que elas, percebo que ambos os sexos estão tendendo ao equilíbrio quando o assunto é convivência na intimidade. 
 
É o resultado de todo tipo de revolução sexual, não apenas as que libertaram as mulheres da opressão masculina como também as que libertaram os homens da opressão feminina. Eles e elas se cansaram de uma luta inglória que dava a elas a exclusividade sobre o privado e a eles sobre o público, e perceberam o quanto ambos perdemos com isso. 
 
Temos que pensar na real possibilidade de, ao responder à pesquisa, os entrevistados e as entrevistadas o fazerem baseados mais em seus medos que em suas certezas. Explico melhor: nenhum dos dois quer perder o status conquistado até aqui – elas, o de serem perfeitamente capazes de fazer tudo aquilo que eles fazem com perfeição, quando assim o quiserem, e eles de dominar os campos onde, até décadas atrás, não lhes era permitido sequer entrar. Na verdade, podem estar marcando terreno e descobrindo as vantagens que esse comportamento traz. 

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