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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Governo de Minas busca levar ferrovia ao Noroeste, maior produtor de grãos

Ramal férreo orçado em R$ 3 bilhões ligaria Pirapora à região mineira considerada fronteira agrícola


07/05/2021 04:00 - atualizado 07/05/2021 07:25

Bom desempenho do agronegócio de Minas no ano passado reforça justificativa para projeto de logística para escoamento de grãos(foto: Faemg/Divulgação - 19/10/19)
Bom desempenho do agronegócio de Minas no ano passado reforça justificativa para projeto de logística para escoamento de grãos (foto: Faemg/Divulgação - 19/10/19)
Estudos do governo de Minas Gerais para a construção de linha férrea partindo de Pirapora, no Norte do estado, em direção ao Noroeste, principal região produtora dos grãos mineiros, ganhou força no embalo dos excepcionais resultados do agronegócio em 2020.

A despeito da pandemia de COVID-19, a oferta mineira confirmou seu destaque no consumo interno e no mercado internacional de alimentos, em que pese ter colhido os frutos de uma combinação de três fatores sobre os quais as lavouras não interferem: valorização das cotações internacionais das commodities agrícolas, apreciação do dólar frente ao real e aquecimento da demanda global.

O projeto para o novo ramal ferroviário no Noroeste de Minas contempla a extensão da ferrovia que hoje atende Pirapora até a grande área produtora de Unaí e de lá seguindo a Luziânia, em Goiás. A rota viabilizaria o acesso da região a portos para exportação de grãos. O problema está no alto custo, de R$ 3 bilhões, da obra de 420 quilômetros.

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade informou que o Executivo tenta sensibilizar o governo federal na expectativa de garantir o recurso financeiro por meio da inclusão do ramal  como parte da outorga de renovação da concessão da Ferrovia Centro Atlântica (FCA). O contrato permite a renovação antecipada, que está em processo, uma vez que a data final é 31 de agosto de 2026.

Potencial não falta às plantações. No ano passado, as compras sobretudo da China sofreram baque inicial em decorrência dos efeitos da doença respiratória mas se recuperaram de forma ágil já no começo do segundo trimestre.

A proposta de ampliação da logística de escoamento da produção agrícola aproveitando a estrutura existente em Pirapora permitiria jogar no consumo toda a capacidade de expansão da fronteira agrícola do Noroeste mineiro. Há estimativas de que o Noroeste tem fôlego para expandir as lavouras de grãos ao longo de 3,8 milhões de hectares.

O bom desempenho da agricultura e da pecuária em Minas foi tema de debate dos pesquisadores da Fundação João Pinheiro com o subsecretário de Política e Economia Agrícola de MInas Gerias, João Ricardo Albanez. Parece haver consenso na expectativa de cenário positivo para o agronegócio, de novo neste ano, embora 2021 seja período de bienalidade desfavorável para a produção do café.

Os estoques baixos de soja e milho no mundo e a demanda internacional firme por alimentos reforçam a tendência de ganhos, na avaliação de João Ricardo Albanez. Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destacam farta safra 2020/2021, com volume ao redor de 16 milhões de toneladas de grãos do estado,  o que representará aumento de 4,3% sobre a produção recorde do período 2020/2021, quando foram colhidas 15,4 milhões de toneladas.

Espera-se também, neste ano, crescimento de 5,5% da área cultivada, que deverá alcançar 3,7 milhões de hectares. Sexto produtor de grãos do Brasil, Minas responde por 6% da oferta nacional. Embora a diversidade das lavouras prevaleça, do algodão herbáceo ao sorgo, passado por amendoim, feijão e girassol, o milho e a soja respondem por 90% da produção mineira.

Comandado pelo Noroeste, o cultivo é intenso também no Triângulo mineiro e no Alto Paranaíba. São cerca de 850 municípios produtores em Minas, dos quais cinco se mantêm na dianteira: Unaí, Paracatu, Uberaba, Buritis e Coromandel.

Raimundo de Sousa Leal Filho, pesquisador e professor da Fundação João Pinheiro, observou que com os resultados excepcionais verificados no ano passado, a participação de 22,6% do agronegócio no Produto Interno Bruto de Minas (PIB) do estado foi a maior dos últimos 10 anos.

Na série de dados, o melhor desempenho havia sido de 18,6% em 2010. Em 2019, foi de 18%. Enquanto o PIB de Minas encolheu 3,9% em 2020, a agropecuária cresceu 11,2%. As colheitas que mais avançaram foram as de amendoim, café, soja, cana-de-açúcar e trigo.

PARCEIROS

172

Foi o número de países para os quais Minas exportou no ano passado, em especial China, Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão
 

Histórico

Dados do Ministério da Economia indicam que Minas exportou US$ 8,7 bilhões em produtos do agronegócio no ano passado, representando aumento de 10,4% ante 2019. O estado embarcou 12,7 milhões de toneladas, avanço de 23,2% na mesma base de comparação.  Foi o maior volume exportado da história de Minas e a segunda maior receita já obtida no comércio de Minas com o exterior, porporcionada por itens como café, soja e carnes.


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