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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Minas sofre mais que 18 estados os efeitos da pandemia no trabalho

A taxa de ocupação no estado caiu 9,69% entre o quarto trimestre de 2019 e outubro a dezembro de 2020, segundo o Centro de Políticas Sociais da FGV Social


30/04/2021 04:00 - atualizado 30/04/2021 07:28

Fila em agência de emprego de BH pouco antes da chegada da pandemia: o total de pessoas ocupadas em Minas caiu em 940 mil no quarto trimestre do ano passado(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 2/1/20)
Fila em agência de emprego de BH pouco antes da chegada da pandemia: o total de pessoas ocupadas em Minas caiu em 940 mil no quarto trimestre do ano passado (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press - 2/1/20)


Posição longe de ser considerada razoável, embora diante dos efeitos da crise sanitária, Minas Gerais está entre os 10 estados onde a pandemia provocou mais devastação do ponto de vista do emprego. A taxa de ocupação no estado caiu 9,69% entre o quarto trimestre de 2019 e o período de outubro a dezembro de 2020, segundo estudo do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) Social. A pesquisa foi realizada com base no processamento de microdados da Pnad Contínua, do IBGE.

A situação em Minas foi pior do que o verificado em 18 estados e no Distrito Federal. Nesse pelotão, foram menos atingidos Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Espírito Santo, todos eles estados com participação menor na economia brasileira. Tiveram, também, resultado melhor Paraíba, Piauí, Maranhão, Amapá, Rio Grande do Norte, Alagoas, Amazonas e Pará, entre outros.

O triste ranking é liderado pelo Rio de Janeiro, com queda de 14,28% da taxa de ocupação entre o quarto trimestre de 2019 e o de 2020. O Ceará ocupa o segundo lugar, recuo de 13,84%, seguido das reduções em Pernambuco (11,75%), São Paulo (11,32%), Bahia (11,09%), Sergipe (10,34%) e Goiás (10,25%). Alagoas foi o menos impactado pela pandemia, tendo apresentado retração de 1,22%.

A oitava colocação de Minas, entre os estados mais afetados, nada traz de conforto; pelo contrário, significa, de outro lado, que a terceira economia do país não conseguiu usar sua capacidade e dinamismo para impedir a deterioração. Quando o ranking é analisado do ponto de vista dos estados menos impactados na taxa de ocupação, Minas ficou com o 20º lugar, considerando-se o Distrito Federal também. Piauí, Rondônia e Acre ficaram melhor colocados.

A realidade de quem continua a trabalhar também foi bastante remexida pelos efeitos da COVID-19 sobre as atividades econômicas. Entre as pessoas que se mantiveram no mercado trabalhando em Minas, 11,28% mudaram o local em que desempenham suas atividades profissionais. Foi a 14ª maior taxa entre os 26 estados analisados pela FGV Social.

Nessa perspectiva levantada pelos pesquisadores da fundação, o Rio de Janeiro continua em primeiro, com quase 20% de trabalhadores que mudaram de local de ocupação. A posição menos sacrificada é a do Mato Grosso do Sul. Naquele estado, 5,50% das pessoas que trabalham durante a pandemia mudaram o local da atividade.

Embora o quadro traçado no estudo aparente algum alívio, o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, destaca que mudar o local de trabalho tem sido um “privilégio” usado mais por brasileiros da classe AB. Nesse grupo, estão inseridos os profissionais com vínculos de trabalho mais protegidos, melhores remunerações e que costumam ser mais valorizados. São os casos, por exemplo, de empregadores, trabalhadores da área da ciência, intelectuais, dirigentes e funcionários do setor público.

Os servidores públicos foram os que mais mudaram de local de trabalho, com base no estudo da FGV Social, representando 34,81% do total da categoria, enquanto 27,03% das pessoas da classe AB promoveram mudança e só 7,96% dos pobres. Ao observar o que ocorreu pela classificação de vínculo, os pesquisadores verificaram que apenas 13,47% dos empregados informais tiveram essa condição, devido à dificuldade de ajustar o local de trabalho.

Mais expostos em boa parte da pandemia, 27,35% dos idosos mudaram de local de trabalho, frente a 13,44% dos jovens com idade de 15 a 19 anos. No outro grupo muito afetado pelos efeitos da COVID-19, as mulheres, que têm dupla jornada de trabalho, houve taxa de 23,39% de quem mudou o local de atuação. Novas estimativas da Pnad Contínua relativas aos estados serão divulgadas em 27 de maio pelo IBGE, cobrindo o primeiro trimestre deste ano. Com esses dados, será possível investigar o impacto do agravamento da COVID-19 neste ano.

PORTAS FECHADAS

98 mil

Foi a queda do número de empregadores em Minas entre o quarto trimestre de 2019 e outubro a dezembro do ano passado

Sem trabalho

A população ocupada de Minas Gerais, de 9,303 milhões, encolheu em 940 mil vagas no quarto trimestre de 2020, frente ao mesmo período de 2019, retração de 9,2%. Foram eliminados 398 mil empregos com carteira assinada, o que significou redução de 10,9% no período. Apenas em duas categorias houve aumento de ocupações de outubro a dezembro de 2020. O grupo de militares e funcionários públicos estatutários cresceu em 88 mil ocupações, 12,5% a mais, e o observou-se o surgimento de 12 mil trabalhadores por conta própria com CNPJ, acréscimo de 2%.

Oportunidades

A empresa de contact center AeC abriu 200 vagas na unidade de Governador Valadares, no Leste de Minas, que serão preenchidas por trabalhadores no atendimento a clientes no setor de telecomunicações. Interessados com mais de 18 anos e ensino médio completo podem se inscrever no site https://sou.aec.com.br. 
 
 

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