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Estado de Minas MINA$ EM FOCO

Combustíveis ganham fôlego, entre bravata e promessa na base de ameaça

Consumidor é surpreendido com aumentos nos postos de gasolina bem acima da inflação, enquanto presidente derruba ações da Petrobras, sem apresentar saída


26/02/2021 04:00 - atualizado 26/02/2021 08:01

Remarcação média dos preços da gasolina nas bombas passou de 7% em BH neste ano, diante da inflação de 1,35%(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Remarcação média dos preços da gasolina nas bombas passou de 7% em BH neste ano, diante da inflação de 1,35% (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Imagine que o estado perdesse três empresas com valor de mercado semelhante ao da Cemig – estimado em R$ 22,076 bilhões em 29 de janeiro, com base em dados da bolsa de valores brasileira, a B3 –, e também uma Copasa, avaliada em R$ 5,897 bilhões pelo mesmo critério.

Nem assim a conta chegaria à perda sofrida pela Petrobras na segunda-feira, de R$ 74,26 bilhões, segundo cálculo da Economatica, depois que as ações da petroleira despencaram como repercussão da dispensa do presidente da companhia, Roberto Castello Branco, e a indicação do general da reserva Joaquim Silva e Luna para substituí-lo.
 
Ameaças e especulações de presidentes caem como bombas no mercado financeiro. A bravata de Bolsonaro seria como perder os bilhões da Cemig e da Copasa, mas os analistas de bancos e financeiras, e muito menos os investidores, levariam o prejuízo maior.

Esse ficaria para a população, na quebra de confiança dos serviços prestados, no abalo sobre o que aquelas companhias representam do ponto de vista da geração de bens na economia, empregos e atração de outros investimentos. Houve recuperação das ações da petroleira nos últimos dias, enquanto os efeitos para os brasileiros podem ir bem mais longe do que se imagina.
 
Falar grosso e tentar reduzir por decreto preços de setores complexos, com interferências de cotações internacionais e do câmbio, não têm funcionado na história da economia brasileira.

Bolsonaro não convenceu os aliados do mercado financeiro de que não vai interferir na política de preços da Petrobras e eles ainda vão resistir às tentativas do presidente, como fizeram em outros governos, usando seu poder no pregão e fora dele.

Para os consumidores, as promessas de queda de preços não colaram, pelo menos por enquanto. Retirar os impostos federais sobre gás e diesel a partir de 1º de março vai representar pouco no bolso. A expectativa agora é quanto à intervenção na política de preços.
 
Em BH, o botijão de gás de cozinha para entrega em casa pode custar de R$ 78 a R$ 105, dependendo da região, de acordo com levantamento feito pelo site de pesquisas de preços Mercado Mineiro.

Com base em dados informados ao Estado de Minas pela ANP, a retirada da tributação federal sobre o preço do botijão de 13 quilos representaria economia de R$ 2,70, considerando-se o preço médio de R$ 90.
 
Quando a estimativa é a aplicada ao óleo diesel, com carga de 9% de impostos federais, a redução chegaria a R$ 0,34 por litro, ao preço de R$ 3,87.

Com o sistema de preços livres, a agilidade das distribuidoras e do varejo de combustíveis para repassar aumentos não costuma se apresentar nos momentos de baixa no atacado.
 
O ano passado não serve como referência sem que a pandemia de COVID-19 seja considerada. Em BH, a gasolina comum encerrou 2020 com deflação de 2,38%, de acordo com a Fundação Ipead/UFMG.

O resultado foi influenciado por dois trimestres de queda, o primeiro de 2020, de 0,87%, e o segundo, de 13,10%. Contudo, o alívio teve duração curta, já que de julho a setembro a variação chegou a 9,80% e nos últimos três meses do ano houve aumento de 3,20%.
 
A elevação contaminou 2021. Nos últimos dois meses, até a terceira semana de fevereiro, a gasolina encareceu 7,13%, ante uma inflação de 1,35% medida pela Fundação Ipead. O etanol, que poderia ser alternativa ao bolso, também não fica muito atrás.

A variação dos preços do produto no mesmo período alcançou 5,88%. Resta saber qual será a saída do presidente, que prometeu mudanças aos apoiadores, e do general que Bolsonaro quer ver no comando de companhia da complexidade da Petrobras.

Cafés sustentáveis

Com trabalho dedicado à melhoria da qualidade do café produzido em Fervedouro, na Zona da Mata mineira, 30 agricultores familiares já estão investindo no cultivo de grãos especiais no município. Iniciado em 2014, o projeto envolve colheita seletiva do produto, aperfeiçoamento da lavagem, construção de estufas e de terreiros suspensos para a secagem melhor recomendada e análises de solo, entre outras iniciativas.

Safra 2021

Minas Gerais responde por 6,1% da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas, que atingiu 262,2 milhões de toneladas, de acordo com a estimativa de safra de janeiro feita pelo IBGE. O cálculo para o estado é de 15,876 milhões de toneladas, aumento de 2,8% frente ao prognóstico de dezembro. Maior produtor de café arábica, Minas teve oferta estimada em 1,3 milhão de toneladas, representando 21,8 milhões de sacas de 60 quilos.

Baixo apoio

70%.É o percentual de recursos próprios da indústria brasileira dentro do orçamento total destinado pelo setor a investimentos nos últimos seis anos

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