Jornal Estado de Minas

Imperatriz Cixi, da China, enfrentou o machismo no século 19

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Hoje é o Dia Internacional da Mulher, data fixada pela ONU em 1975, reconhecimento tardio de que as mulheres mereciam um dia especial para homenageá-las. Ao contrário de outras datas, o Dia da Mulher não tem conotação comercial, como é o caso do Dia das Mães. Passeatas de protesto pelos direitos da mulher ocorridas em 20 de fevereiro de 1909, em Nova York, e posteriormente em 8 de março de 1917, na Rússia, pouco antes da revolução comunista, impulsionaram por motivos políticos a criação da data. Nos EUA, o incêndio criminoso em uma fábrica de tecidos, no qual morreram mais de 100 trabalhadoras, teria sido o estopim. Na Europa e nos EUA, o movimento se consolidou, mas em muitos países da Ásia e do Oriente Médio ele ainda é reprimido. O Dia da Mulher sempre forneceu combustível para manifestações exigindo igualdade de salários e tudo mais.



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Atualmente, as reivindicações das mulheres tomaram outra extensão, pois, além da igualdade dos direitos civis e econômicos, elas combatem o machismo, a violência masculina e o feminicídio, exigindo respeito à livre manifestação de sua vontade. Luta difícil, pois a ignorância machista é atávica. O assassinato de mulheres por bandidos e homens atrabiliários e coléricos continua. Por outro lado, as conquistas femininas estão ameaçando a predominância masculina em setores nunca antes sonhados pelas sufragistas do século 19. Acabar com o tacape machista nas relações domésticas e sexuais não será fácil, mas elas vão chegar lá, pois são moral e fisicamente mais resistentes do que os homens.

BOTTICELLI
PRESENTE DA FIAT

Desde que se instalou em Minas Gerais, a Fiat tem proporcionado ao público de BH e adjacências promoções importantes em matéria de obras de arte da Itália. Não fosse a empresa, elas jamais seriam vistas aqui e no Brasil. Essas exposições de obras-primas de artistas italianos estão catalogadas entre as maiores realizações artísticas do mundo – só com muito dinheiro, diplomacia e altos contatos viajaram da Itália até aqui. Esse prolegômeno todo é homenagem à mostra de alto bordo, reunindo obras do florentino Sandro Botticelli, que será aberta em 5 de maio, na Casa Fiat de Cultura. Os 21 trabalhos da Renascença foram compilados em 11 museus da península.

DAMA DE FERRO
A IMPERATRIZ-VIÚVA

Já que hoje é Dia Internacional da Mulher e como a China permanece na moda (inclusive com o coronavírus), não custa lembrar a figura da imperatriz-viúva Cixi, concubina que governou os chineses com mão de ferro por 47 anos. Superou a estrutura machista e só deixou o poder quando morreu. Historiadores masculinos a consideram déspota, mas, na verdade, a imperatriz abriu o país para o Ocidente e a modernização. Morreu em 1908, pouco antes da queda da monarquia. É respeitada pelos dirigentes comunistas, que sempre tiveram “medo” de mexer em sua biografia. Fez o diabo em favor das mulheres. Inclusive, acabou com o criminoso enfaixamento dos pés femininos.



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A propósito, outro dia, este colunista lembrou-se da imperatriz-viúva ao remexer um monte de belas maçãs argentinas à venda num supermercado. Vermelhas, fulgurantes, mas sem o menor perfume. Inodoras, têm gosto de papel. Apaixonada pelo perfume natural da maçã, Cixi mantinha continuamente a fruta em seus salões na Cidade Proibida. Só trabalhava com montes delas a seu lado. Atualmente, o cultivo em massa de frutas com agrotóxicos acabou com o aroma e o gosto de maçãs, mangas e pêssegos. Cá entre nós, as ditas frutas orgânicas estãono mesmo diapasão.

BIOSCIENCE
EMERGÊNCIA CLIMÁTICA

Em novembro do ano passado, manifesto publicado na revista Science alertando sobre a situação de emergência climática em que se encontra o planeta, assinado por 11.258 cientistas de 153 países, advertiu que o problema tomou proporções quase irreversíveis. Citam o desmatamento da Amazônia e a poluição dos mares. Ecologista de BH diz que mandou cópia do manifesto para o Palácio do Planalto. Acha que se governantes contrariarem a opinião de 11.258 cientistas, será um ato de extrema ousadia. Mesmo para o presidente Donald Trump, colega de Jair Bolsonaro. E vocês, o que acham?

TRE/MG
PRÓXIMO PRESIDENTE

O desembargador Alexandre Victor de Carvalho, atual vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, deve ser o próximo presidente daquela corte, a ser eleito no final de abril. O mandato da atual diretoria, presidida pelo desembargador Rogério Garcia Lima, encerra-se em 21 de junho. Portanto, o desembargador Alexandre Carvalho comandará as eleições municipais, com primeiro turno em 4 de outubro e segundo turno em 25 de outubro.

AUTOMÓVEL CLUBE
CANTEIRO DE OBRAS

Estão em pleno andamento as obras para implantação de um restaurante no antigo Salão de Música do Automóvel Clube, sob a orientação do chef Leo Paixão, do Glouton. Deve ser inaugurado no final de abril. Trata-se de uma casa sofisticada, em que bandas de jazz serão uma das atrações junto à culinária dedicada principalmente à soft kitchen, com pratos leves, amuse gueles e tapas. Houve recuperação do piso, portas e paredes. A cozinha foi instalada no salão anexo. Não se sabe por que, mas nem Leo Paixão nem Gabriel Azevedo, seu sócio, querem revelar o nome da nova casa.



PRÊMIO DA INDÚSTRIA
MARCANTONIO VILAÇA

BH será a primeira capital do país brindada com a exposição de obras dos vencedores do 7º Prêmio da Indústria Nacional Marcantônio Vilaça, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria em parceria com o Sesi e o Senai. A mostra é formada por pinturas, desenhos, esculturas e instalações dos artistas Aline Motta (RJ), Dalton Paula (DF), Longo Bahia (SP), Ismael Monticelli (RS) e Rodrigo Bueno (SP), selecionados entre 600 concorrentes. Curadoria de Marcus Lontra. Também serão expostas 20 obras de Anna Bella Geiger. Abertura em 27 de maio, no Palácio das Artes.

GRIPE ESPANHOLA
TERRÍVEL PANDEMIA

O mundo todo está assustado com o coronavírus, que não para de se espalhar. No entanto, não custa lembrar que a Terra enfrentou, de 1918 a 1919, a pandemia da gripe espanhola, cujas primeiras manifestações oficiais tiveram início em 8 de março de 1918. Durante dois anos, a gripe matou de 50 milhões a 100 milhões de pessoas. Surgida durante a 1ª Guerra Mundial, acabou mudando o planeta mais do que o conflito bélico. Portanto, dá para lembrar que nossos avós enfrentaram uma pandemia bem pior do que o novo coronavírus.