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Estado de Minas

Mário Fontana


postado em 07/07/2019 04:00 / atualizado em 05/07/2019 14:25


A data de hoje assinala os oito anos de falecimento de dona Helena Greco, incansável ativista da esquerda mineira. Morreu aos 95 anos, ainda participando de movimentos de direitos humanos e cidadania. Natural de Abaeté, elegeu-se vereadora de BH em 1982. Combateu o governo militar. Entre outras, fundou o Grupo Contra o Trabalho Infantil. Era considerada ferrinho de dentista.
 
BAILE

No Baile da Marinha, no Automóvel Clube, o contra-almirante José Vicente de Alvarenga Filho, 
o vice-almirante José Augusto Vieira da Cunha Menezes e o almirante de esquadra Leonardo Puntel com o desembargador Marcos Caldeira Brant, o vice-almirante Flávio Augusto Viana Rocha e o 
contra-almirante Denis Cruz de Medeiros 
 
CELULITE
Sem solução 

O dermatologista paulista Adilson da Costa, em entrevista recente, resolveu manifestar de vez sobre o problema da celulite, defendendo a opinião que seria de toda a classe médica honesta. De acordo com ele, esse flagelo do corpo feminino não tem solução. Muito pouco pode ser feito para minorar tal processo biológico, fato que só não é denunciado abertamente devido à indústria milionária de produtos anticelulite. O especialista alerta sobre recursos paliativos que têm pouco efeito, como aparelhos de radiofrequência, ultrassom e laser. Só servem para deixar a hipoderme menos encharcada, mas logo a natureza volta a agir e repõe o líquido protetivo.

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Doutor Adilson aconselha as mulheres a aceitar definitivamente as consequências da celulite. Recomenda que elas não engordem muito e convivam tranquilamente com as imperfeições de seu tecido gorduroso, registradas desde o tempo em que Eva tentava Adão no Paraíso.


GRANDE BH 
Mais de 6 milhões 

O último censo do IBGE informa que a Região Metropolitana de BH tem 5,916 milhões de habitantes. Como esse dado é de julho de 2018, estima-se que essa população já pode ter superado a casa dos 6 milhões. A Grande BH é a terceira região metropolitana do país, embora BH seja a sexta cidade brasileira mais populosa, com 2,5 milhões de habitantes.

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Detalhe extra: o número de mulheres continua superando – em muito – o de homens. Elas são 53,8%, contra 46,2%. Há também o crescimento da população parda, que soma 48,2%, contra 39,7% de brancos e 8,7% de negros. Há seis anos, era o inverso. Não há por onde escapar: as mulheres são maioria nas áreas federal, estadual e municipal. Em Minas principalmente.

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A população de Belo Horizonte estaria crescendo abaixo da média nacional, enquanto a Grande BH cresce desvairadamente. O problema tem origem na pequena área da capital, de apenas 331 quilômetros quadrados. Na capital, espaços residenciais estão se tornando caros e raros para a população de baixa renda. Com isso, a solução é fugir para a periferia. Para vocês terem uma ideia da área diminuta de BH, basta saber que Ouro Preto, a antiga capital, tem 1,2 mil quilômetros quadrados. E Mariana, outra ex-capital, 1,19 mil quilômetros quadrados.

PRÊMIO EDUARDO FRIEIRO 
Maria das Tranças 

Ricardo Rodrigues, presidente da regional mineira da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), dono do tradicional Maria das Tranças, aberto por sua avó, Maria Clara Rodrigues, em 1950, foi o contemplado deste ano com o Prêmio Eduardo Frieiro, destinado a chefs e praticantes do setor que cultivam as verdadeiras origens da cozinha mineira. O Maria das Tranças faz isso. Muito justo.

AGROTÓXICOS
Denúncia francesa

Nem todos estão satisfeitos com o acordo Mercosul/União Europeia. Mais lá do que cá. O presidente Macron e franceses de prestígio já começaram a manifestar seu descontentamento. O deputado J. B. Moreau advertiu: “Esse acordo foi assinado a toque de caixa pela Comissão Europeia. O Mercosul pode muito bem invadir o mercado europeu”. E acrescentou: “O Brasil está numa satisfação catastrófica, com os solos do país tornados estéreis pelo uso maciço de agrotóxicos”. Denúncia grave. Será verdade?

CRONISTA DO CAOS 
Neville d' Almeida

Vida e obra do cineasta mineiro Neville d'Almeida, que fez carreira no Rio de Janeiro, foram focalizadas em excelente documentário dirigido por Mário Abbade, que ganhou o título Neville d'Almeida – O cronista da beleza e do caos. Nascido em Belo Horizonte, o diretor, de 78 anos, foi campeão de bilheteria nacional. Dirigiu A dama do lotação, Rio Babilônia, Navalha na carne e Sete gatinhos, entre outros longas. Em agosto, o documentário estreia no Rio de Janeiro. Em seguida, será exibido em BH. Com presença do homenageado.

FÓRUM
Cidades Históricas 

Nos dias 11 e 12, o Fórum Permanente de Sustentabilidade das Cidades Históricas de Minas Gerais discutirá o tema “Cidades históricas e entornos: sustentabilidade e resiliência vão além de seus núcleos urbanos”, no centro de convenções da Universidade Federal de Ouro Preto. O fórum é presidido por José Fernando Aparecido de Oliveira, prefeito de Conceição do Mato Dentro. O evento será realizado em parceria com a Unesco. No final, haverá carta-manifesto.

DE BONDE
Tempos interessantes

Foi enviado à coluna o livro Tempos interessantes – De bonde por BH, de autoria do arquiteto e desenhista Júlio César Felipe Lage. Uma série de desenhos focaliza os principais edifícios e residências da BH antiga, nos tempos em que o bonde era o principal transporte popular. Devido à seleção primorosa de prédios, o livro é importante para mostrar BH em seus primórdios. Vale como arquivo definitivo dos bons tempos que não voltam mais. Hoje, só temos caixotes de cimento armado por aí.

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